178: Ordem dos Médicos

Neste artigo:
(http://cuidadordealzheimer.net/cuidador/2017/04/07/ordem-dos-medicos-para-que-serve/), de 7 de Abril, perguntava para que serve a Ordem dos Médicos, já que uma queixa apresentada no dia 30 de Junho do ano passado (2016), não tinha ainda obtido qualquer tipo de resposta.

Finalmente, quase UM ANO DEPOIS, chegou hoje, dia 10 de Abril, uma carta registada com aviso de recepção, proveniente da Ordem dos Médicos, Conselho Disciplinar Regional do Sul, com data de 7 de Abril, informando que, para adequada instrução do processo de averiguações sumária, tenho um prazo de 15 dias úteis para informar, por escrito, a identificação (nome completo e/ou número de cédula profissional) do médico contra quem apresentei queixa.

Tendo telefonado de imediato para aquele Conselho Disciplinar, a fim de saber se podia enviar a resposta por e-mail, foi-me confirmado que sim, o que fiz logo terminei a referida chamada telefónica.

Resta agora esperar (será mais um ano?) pela resposta. Mas pelo menos, responderam ao solicitado.

10.Abr.2017

24.Jun.2017

24.Jun.2017

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Dia de visita à campa da nossa querida Tina. As flores da semana passada ainda estavam boas, mas com…
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17.Jun.2017

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12.Jun.2017

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73: 12.Set.2016

0-lutotransp200Em resposta ao meu e-mail:

De: F Gomes
Enviada: sexta-feira, 9 de Setembro de 2016 19:11
Para: Maria Carmo Dionísio

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde

Se possível, pretendia saber se as férias de todos os profissionais e das médicas de família já terminaram para saber qual a médica de família que nos foi atribuída.

Obrigado,

Finalmente, chegou hoje um e-mail informando que já tínhamos (eu e a Vera) novo médico(a) de família.

Boa tarde Sr. Francisco,

Venho por este meio informar que a partir de hoje a vossa médica de família é a Dra Salomé Sousa Coutinho.

Atentamente,

Continuo sem qualquer notícia sobre os subsídios a que tenho direito por parte do Centro Nacional de Pensões e da Caixa Geral de Aposentações e já decorreram quase DOIS MESES.

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24.Jun.2017

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66: 06.Set.2016

0-lutotransp200Não tenho qualquer tipo de conotação/ligação/simpatia político/partidária com NENHUM partido ou associação política existentes em Portugal ou no estrangeiro, por isso, encontro-me completamente à vontade para publicar o que entender deva ser do conhecimento público e, neste caso, ligado à doença que levou à morte de minha esposa no passado dia 18 de Julho. Quem usar palas nos olhos, passe à frente.

Recebi do Grupo Parlamentar do BE a seguinte informação:

Lar de idosos

30 de Junho de 2016

proj.resolucao-gp_236O envelhecimento é um dos grandes fenómenos do século XXI. Segundo o relatório da ONU (World Population Prospects: The 2006 Revision): «A população mundial continua a envelhecer e irá exceder os 9 mil milhões de habitantes até 2050». Os dados do EUROSTAT apontam para três em cada dez pessoas ter 65 ou mais anos em 2050. Por força do aumento ininterrupto do número de idosos, o fenómeno do envelhecimento tem vindo a influenciar transversalmente toda a sociedade.

Conforme resulta dos princípios das Nações Unidas em favor das pessoas idosas, adoptados pela resolução n.º 46/91 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 16 de Dezembro de 1991, os governos devem adoptar medidas com vista à independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade dos idosos. No mesmo sentido, a Constituição da República Portuguesa prevê que as pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal, evitando e superando o isolamento ou a marginalização social.

Segundo o relatório da Comissão Europeia “The 2015 ageing report”, Portugal surge em 2060 como o país com o segundo maior índice de dependência dos idosos. Este é um fenómeno complexo, cuja resposta é multidimensional, mas que precisa de ser abordado com princípios inalienáveis de respeito pela autonomia das pessoas.

Ora, como é sabido, o fenómeno do envelhecimento tem carecido de respostas públicas e, frequentemente, é um nicho de negócio com regras em que os direitos das pessoas são depreciados em favor de outras lógicas. No nosso país, há hoje práticas inaceitáveis que têm vindo a ser denunciadas por várias organizações e pela imprensa e que não se compaginam, de forma alguma, com os princípios resultantes da referida resolução e que violam clamorosamente a Constituição. A ausência de políticas públicas capazes de contrariar o abandono, as listas de espera dos lares, a ausência de uma resposta pública adequada (73% das respostas ao nível de protecção social a idosos, crianças e deficientes estão delegadas pelo Estado em instituições privadas, por via de protocolos que ascendem aos 1,3 milhões de euros/ano), e a transformação em negócio de muitos dos lares protocolizados com a Segurança Social são alguns exemplos.

No caso específico dos lares, são diversos os problemas identificados: lacunas graves ao nível dos estímulos cognitivos e emocionais (jogos, música, exercício físico), a falta de articulação com as famílias para saídas e visitas que possam ser organizadas com os idosos, os horários de visitas restritivos e desajustados às necessidades, a vulgarização de práticas que se revelam impróprias para a saúde física e mental dos idosos – como ministrar doses excessivas de medicação -, a falta de incentivo às famílias que permitam cuidados domiciliários e que garantam um maior acompanhamento, a falta de aposta na formação de cuidadores, bem como a escassez de actividades culturais e de formação para os próprios idosos, de modo a prevenir o processo rápido de envelhecimento, entre outros problemas que têm vindo a ser identificados. A ausência de uma resposta pública e de uma fiscalização efectiva das instituições que mantêm protocolos privados com o Instituto de Segurança Social agrava estas dificuldades.

De acordo com a criadora do site Lares Online (laresonline.pt), Marina Lopes: «esta é uma área extremamente complexa. Há lares do sector social que têm camas reservadas para a Segurança Social, camas com acordos de comparticipação da Segurança Social e ainda camas privadas, algumas com custos superiores às dos lares lucrativos, o que é estranho, porque teoricamente não existem para ter lucro.»

A 3 de Maio de 2016, o Diário de Notícias escreve uma notícia segundo a qual «a Direcção-Geral da Saúde suspeita que os idosos estejam a tomar sedativos em excesso, principalmente em lares». Segundo Álvaro de Carvalho, director do programa nacional para a saúde mental da Direcção-Geral de Saúde (DGS), «relativamente às pessoas idosas, há muitos ecos de que há medicação em excesso em casa e, sobretudo, nos lares. Há a presunção de que é frequente serem medicadas com mais do que é indicado pelo médico para não incomodarem». Também Wolfgang Gruner, médico e vice-presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, dizia que «há a percepção de que pode haver excesso de medicação nos lares para os doentes estarem mais tranquilos e dormirem melhor.» A notícia assinalava ainda uma maior predominância de demência «em pessoas que vivem em lares do que naquelas que vivem em comunidade» e referia um estudo feito na Administração Regional de Saúde do Norte e citado pelo relatório da DGS, nos termos do qual a prevalência duplica nos idosos institucionalizados. Wolfgang Gruner mencionava que «se um idoso já com dificuldades cognitivas vai para uma sala cheia de idosos e passa o dia a ver televisão, é natural que a sua capacidade cognitiva se deteriore por falta de estímulos. Falar, discutir é muito importante. E isso é muito difícil na maioria dos lares».

No relatório Saúde Mental em Números 2015, publicado recentemente pela DGS, focado na faixa etária dos 65 aos 69 anos, registava-se um aumento do consumo de ansiolíticos (mais de 30 milhões de doses diárias) do que em 2014, valores próximos dos que se observavam na população entre os 70 e os 79 anos. Quanto à utilização de antidepressivos, era também entre os 65 e 69 que havia o maior consumo (quase 35 milhões de doses diárias).

Além dos problemas relacionados com os lares enquanto resposta social e com o seu funcionamento, há ainda desigualdades inaceitáveis no acesso às vagas existentes. É do conhecimento público que algumas Misericórdias e instituições de solidariedade social contornam a ordem da lista de entrada nos lares e priorizam a entrada de quem tem reformas mais altas, a fim de obterem maiores rendimentos pelo serviço prestado. Esta realidade, que configura uma prática que vai contra a lei e contra os próprios protocolos estabelecidos é, de resto, assumida pelos responsáveis do sector particular. Em declarações ao Diário de Notícias, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias, confirma-a: «Eu próprio tenho dito aos provedores para, depois de uma avaliação da situação das pessoas, e em nome da nossa sustentabilidade, fazerem o equilíbrio nas entradas. Ou seja, que deixem entrar um que tem mais posses e dois com menos. É uma questão de equilíbrio», considera. Ora, estas práticas em instituições com protocolos de cooperação com o Instituto de Segurança Social não nos parecem aceitáveis.

A restituição da dignidade aos idosos, garantindo o cumprimento do seu direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário é essencial. Neste caso particular, isso passa por reforçar o conhecimento deste fenómeno, garantir uma maior fiscalização, o respeito por regras a que o próprio Estado está obrigado e pelo aumento da resposta pública neste domínio.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:

1. Proceda a um estudo sobre a problemática do envelhecimento e da institucionalização dos idosos que contemple:

a) O mapeamento das respostas sociais aos idosos, quer públicas, quer protocolizadas, quer do sector lucrativo;
b) Um levantamento das práticas existentes nos lares de idosos, nomeadamente ao nível do respeito pelo bem-estar, pela saúde física e mental e pela autonomia e autodeterminação dos idosos;
c) Um levantamento sobre as qualificações e os programas de formação dos cuidadores;
d) A identificação de respostas alternativas à institucionalização;
e) A redacção de um manual de boas práticas nos lares de idosos, de aplicação obrigatória em todos os lares com protocolo com a Segurança Social.

2. Garanta a fiscalização, por parte da Segurança Social, dos lares de idosos, nomeadamente com os seguintes objectivos:

a) O respeito, em todos lares e independentemente da sua natureza, dos princípios a que o Estado português está vinculado, designadamente ao nível da garantia da independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade dos idosos;
b) A garantia de que, nas instituições privadas com protocolos de cooperação com o Instituto de Segurança Social, as ordens das listas de espera são respeitadas, cessando os protocolos de cooperação com as instituições que façam passar idosos com maiores rendimentos à frente de idosos com pensões e rendimentos menores que estejam à frente na lista.

3. Um reforço da resposta pública nesta área, especialmente através:

a) do reforço da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e do apoio domiciliário;
b) de um plano para o reforço dos equipamentos públicos de resposta a pessoas idosas;
c) de um programa de formação de cuidadores e o reconhecimento do Estatuto do Cuidador Informal.
d) Assembleia da República, 29 de Junho de 2016.

As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda

(texto integral apenas corrigido para a ortografia pré-Acordo Ortográfico do qual não sou aderente).

Lendo bem o texto, foi por muitas das deficiências apontadas em Lares de Idosos que NUNCA quis que minha esposa fosse depositada numa dessas instituições mas sim internada num hospital para tratamento, acompanhamento, estabilização e depois ser devolvida ao domicílio onde tinha quem cuidasse dela com todo o carinho que se pode prestar a um ser humano.

Tal não foi entendido pelos médicos que a assistiram, quer de medicina familiar, quer de psiquiatria e até mesmo de neurologia que todos eles, sem excepção, apontaram sempre para Lares de Idosos.

Quanto a ajudas, estamos conversados porque até os tratamentos – efectuados por enfermeiras do Centro de Saúde a que pertencemos -, às úlceras que levaram à morte de minha esposa por CHOQUE SÉPTICO (consta do óbito), foram taxados e pagos.

 

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24.Jun.2017

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2 semanas ago12.Jun.2017

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62: 26.Ago,2016

0-lutotransp200Existe certo tipo de pessoas que afirmam nas redes sociais e em jornais online, a propósito de certas notícias, que têm nojo em serem Portugueses. Discordo completamente. Eu tenho muita honra em ser Português. Tenho é NOJO de ter políticos que (des)governaram Portugal depois do golpe de Estado do 25 de Abril’74 e que o levaram à ruína económica e social. Desses, é que eu tenho NOJO!

Ainda não recebi qualquer resposta ao meu pedido de transferência de médica de família, a mesma que “acompanhou” minha esposa até quase à véspera da sua morte, porque fui informado pelos serviços do Centro de Saúde, quando necessitei de uma consulta no princípio deste mês, que a médica estava doente e possivelmente durante este mês de Agosto não iria estar presente.

Hoje, vim a saber através de outros doentes que têm a mesma médica de família que a “doença” dela era GRAVIDEZ!

Bom, se a gravidez é doença (exclusivamente na classe médica porque nunca tinha ouvido falar nessa “doença”), compreende-se então porque razão a senhora deixou minha esposa definhar até à sua morte porque não era o trabalho de duas enfermeiras virem cá a casa 3 vezes por semana – e já nas últimas semanas de vida dela -, a fim de limparem as úlceras e colocarem novos pensos, com EXPOSIÇÃO ÓSSEA e cheiro fétido (relatório da urgência do hospital de S. Francisco Xavier) que ela própria constatou porque em duas vezes em que esteve cá em casa, que seria a via indicada para a situação decorrente mas sim o seu internamento hospitalar, não nessa altura, mas muito, muito antes conforme eu vinha a solicitar com insistência.

Minha esposa faleceu por ter entrado em falência respiratória devido a choque séptico provocado pela infecção das referidas úlceras. Será que uma médica não tem conhecimento disto?

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24.Jun.2017
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52: 4~5.Ago.2016

0-lutotransp200Solicitei ao Coordenador do Centro de Saúde Santo Condestável, do qual sou utente, a mudança de médico de família (dra. Irene Martins).

A troca de e-mails, neste sentido, vem a seguir e a apreciação aos mesmos faço-a no final:

Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Data: qui 28/07/2016 20:18
Para: condestavel.sec@csscondestavel.min-saude.pt

A/c do Exmo. Coordenador da USF Santo Condestável

Exmo. Senhor

Eu, abaixo assinado, Francisco dos Santos Gomes, utente do SNS XXXXXXXXX, solicito a mudança do actual médico de família (Dra. Irene Martins), de acordo com o disposto no

Artigo 15.º

Livre escolha pelo doente

1 — O doente tem o direito de escolher livremente o seu médico, e este o dever de respeitar e defender tal direito.
2 — O médico assistente deve respeitar o direito do doente a mudar de médico, devendo antecipar -se, por dignidade profissional, à menor suspeita de que tal vontade exista.

Publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 139 — 21 de Julho de 2016

Com os melhores cumprimentos,

A resposta obtida foi a seguinte:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 3 de agosto de 2016 17:41 p
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde Sr. Francisco,

Venho por este meio informar que para se dar seguimento ao solicitado por si e de acordo com o ponto 1 e 2 do Artigo 15.º, do DR nº 139, II Série de 21 de Julho de 2016, dispomos de um modelo próprio para o efeito sendo o mesmo facultado ao utente e posteriormente preenchido e entregue no balcão de atendimento desta unidade de saúde.

Aproveito também para o informar que aquando do preenchimento do respectivo modelo deverá informar para que médico solicita a inscrição, assim como o motivo e se o seu pedido é extensível ao outro elemento do seu agregado familiar.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

A minha resposta a este e-mail:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família
Data: qua 03/08/2016 19:06
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Boa tarde

Para não estar a deslocar-me duas vezes ao Centro de Saúde, percurso que me é bastante penoso dada a extensão do mesmo sem qualquer meio de transporte, agradeço enviem por e-mail o formulário a fim de ser preenchido e devolvido.

01.- Quanto à questão do novo médico, não tenho preferência dado que não conheço os médicos em serviço nesse Centro de Saúde;

02.- De acordo com o estipulado – e volto a mencionar:

Artigo 15.º

Livre escolha pelo doente

1 — O doente tem o direito de escolher livremente o seu médico, e este o dever de respeitar e defender tal direito.
2 — O médico assistente deve respeitar o direito do doente a mudar de médico, devendo antecipar -se, por dignidade profissional, à menor suspeita de que tal vontade exista.

Diário da República, 2.ª série — N.º 139 — 21 de Julho de 2016

Não estou obrigado a informar o motivo da mudança de médico.

03.- Sim, o novo médico será extensivo também à minha filha, segundo membro do agregado familiar.

Obrigado

Nova resposta do Centro de Saúde ao e-mail anterior:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 4 de agosto de 2016 16:16 p
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde,

Conforme solicitado segue em anexo o documento para preenchimento.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

Minha resposta a este e-mail:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família

Data: qui 04/08/2016 17:33
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Boa tarde

Junto envio formulário para mudança de médico de família

Obrigado,

Documento em PDF: Pedido_Mudança_de_Médico

Resposta do Centro de Saúde ao envio do formulário:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 4 de agosto de 2016 17:53 p
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde Sr. Francisco,

Conforme o tinha informado ontem o formulário teria de ser entregue no balcão de atendimento desta unidade de saúde e não por email.

Aproveito para lembrar que lhe enviei o formulário por esta via, para evitar que se deslocasse 2 vezes à USF, como o sr. me indicou na mensagem.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

Minha resposta ao e-mail anterior do Centro de Saúde:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família
Data: qui 04/08/2016 20:56
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Boa tarde D. Maria Carmo Dionísio

Ao mencionar a minha dificuldade em deslocar-me a esse Centro de Saúde, a dificuldade mantém-se seja por duas ou apenas por uma vez dado que tenho de caminhar bastantes metros desde a paragem dos transportes públicos até à porta da USF nos dois sentidos (ida e volta).

Contudo, parece-me que esta insignificante deficiência motora pessoal, derivada de um “acidente” na guerra do Ultramar, não tenha grande impacto na apreciação da forma do envio do formulário e gostaria até de saber qual a diferença entre o enviar por e-mail, facilitando a vida ao utente, ou a entrega pessoal, uma vez que tantas acções actualmente se executam electronicamente (IRS, Certidões, operações bancárias, receitas médicas, etc.).

Mas se é inteiramente “obrigatória”, no vosso entender, a minha presença, farei mais um sacrifício em deslocar-me a esse C.S. para entregar pessoalmente o formulário do pedido de mudança de médico de família, pelo que solicito a vossa confirmação.

Contudo, esta situação será reportada à Ordem dos Médicos uma vez que o artº. 15º já mencionado aqui diversas vezes, não obriga o utente nem a preencher qualquer tipo de formulário, nem a ter de deslocar-se pessoalmente ao Centro de Saúde para esse efeito, mesmo com a dificuldade acrescida que não só é do vosso conhecimento, como da dra. Irene Martins.

Obrigado,

Adenda ao meu e-mail anterior por tê-lo enviado incompleto (a cabeça ainda não se encontra no seu lugar):

Data: qui 04/08/2016 21:06
Para: Maria Carmo Dionísio (cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt)

Boa tarde de novo

Por lapso, enviei incompleto o meu e-mail anterior, talvez porque ainda não esteja completamente refeito do falecimento de minha esposa há 15 dias, pelo que apresento as minhas desculpas pelo facto.

Apenas pretendo lembrar à Exma. Sra. Dra. Irene Martins, o mencionado no artº. 40º. do Código Deontológico da Ordem dos Médicos, a que pertence, e que se traduz no mesmo parafraseado do artº. 15º. publicado no Diário da República e já aqui mencionado, pelo que anexo esse mesmo Código.

Obrigado,

Documento original:

https://www.ensp.unl.pt/dispositivos-de-apoio/cdi/cdi/sector-de-publicacoes/revista/2000-2008/pdfs/rpsp-1-2009-1/08-2009.pdf

Resposta do Centro de Saúde ao meu e-mail anterior:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 5 de agosto de 2016 09:20 a
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Bom dia Sr. Francisco,

Venho por este meio informar que na próxima 2ª feira entregarei o seu pedido à sua médica de família, uma vez que a mesma se encontra ausente.

Assim que o circuito de mudança de médico de família esteja completo, comunicar-lhe-emos.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

Minha resposta ao e-mail anterior do Centro de Saúde:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família
Data: sex 05/08/2016 11:00
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Bom dia D. Maria Carmo Dionísio

Obrigado.

Parece uma novela mexicana? Não, apenas representa, em meu parecer, uma tentativa de atrasar o pedido de mudança de médico que, a partir do pedido do utente DEVIA ser automático e não passar por todo este palavreado inútil, sem preenchimento de formulário (não está mencionado na Lei) e muito menos ter o utente de deslocar-se pessoalmente para fazer essa entrega.

Penso também que a menção de reportar este processo à Ordem dos Médicos e, se não bastasse, ao Ministério da Saúde e Provedor de Justiça, fez com que certas “exigências processuais” fossem ultrapassadas.

Fico a aguardar, então, a entrega à médica de família, na próxima segunda-feira, do formulário enviado por e-mail.

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48: 28.Jul.2016

0-lutotransp200Hoje, enviei o seguinte e-mail para o Coordenador da USF Santo Condestável:

Data: qui 28/07/2016 20:18
Para: condestavel.sec@csscondestavel.min-saude.pt

Assunto: Pedido de mudança de médico de família

A/c do Exmo. Coordenador da USF Santo Condestável

Exmo. Senhor

Eu, abaixo assinado, Francisco Gomes, utente do SNS XXXXXXXXX, solicito a mudança do actual médico de família (Dra. Irene Martins), de acordo com o disposto no

Artigo 15.º

Livre escolha pelo doente

1 — O doente tem o direito de escolher livremente o seu médico, e este o dever de respeitar e defender tal direito.
2 — O médico assistente deve respeitar o direito do doente a mudar de médico, devendo antecipar-se, por dignidade profissional, à menor suspeita de que tal vontade exista.

Publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 139 — 21 de Julho de 2016

Com os melhores cumprimentos,

F Gomes

Não mencionei motivos porque penso que o que se encontra estipulado na Lei, não me obriga a fazê-lo, mas se for preciso e solicitado, enviarei todos os motivos e razões, juntamente com as imagens dos últimos dias da Tina, para justificar este pedido de mudança de médico de família.

Mais uma vez refiro o juramento de Hipócrates que TODOS os médicos fazem quando terminam o seu curso, entre eles:

Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.
A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.

Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra.

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46: 25.Jul.2016

0-lutotransp200Ao ponto a que chegou o Serviço Nacional de “Saúde” que até cobra taxas “moderadoras” a pensos de feridas infectadas. Deve ser para “moderar” as feridas infectadas e elas não proliferarem tanto como aconteceu com a Tina…

Fui hoje ao Centro de Saúde (USF St. Condestável) para uma consulta dado que apareceu-me uma irritação na pele e fui confrontado com um valor a pagar de DEZ EUROS, descontados 4 euros de dedução conforme circular da ACSS, relativos a PENSOS A LESÃO COM INFECÇÃO.

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TaxasModeradorasFeridas

Mantendo o que sempre afirmei desde o início do agravamento do estado geral da Tina, que NENHUM MÉDICO que a assistiu (dois médicos de família e dois psiquiatras), a quiseram internar a fim de evitar que ela chegasse ao lastimável e escandaloso estado a que chegou. Nem a um animal selvagem se trata desta maneira!

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12.Jun.2017
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45: 24.Jul.2016

0-lutotransp200Sete dias passaram após o falecimento da Tina e ainda não consegui digerir a situação. E talvez nunca conseguirei digeri-la por tudo o que não só ela sofreu enquanto viva, como o descalabro psicológico que se abateu sobre mim e a Vera.

Dizem que a saudade sobrepõe-se à dor e à perda de um ente querido, mas este paradigma não se aplicará no meu caso. Porque vivo numa sociedade selvática e desumana, onde a lei, a ordem e o poder estão do lado dos mais fortes, seja em que área for, espezinhando todos aqueles que se encontram nos patamares inferiores dessa sociedade.

Não obtive qualquer ajuda e/ou apoio por parte dos médicos que assistiram a Tina, enquanto viva, nomeadamente na luta contínua que tive em pedir o seu internamento hospitalar dado que, não sendo médico e considerando não ser necessário ter um canudo de medicina e ter feito o hipócrita juramento de Hipócrates, constatar que o lugar da Tina NUNCA seria no domicílio mas numa unidade hospitalar onde teria todos os cuidados de que necessitava.

E esses cuidados foram-me sempre NEGADOS porque eram exigidos valores monetários fora do alcance das minhas possibilidades financeiras, valores esses que erradamente eram calculados em bases que não correspondiam à realidade.

Revendo os episódios mais recentes:

01.- Enviei o seguinte e-mail ao ex-médico de família da USF Descobertas, dr. José Gomes, que nos acompanhou durante anos naquela unidade de saúde:

Data: seg 18/07/2016 03:52
Para: ‘usf.descobertas@arslvt.min-saude.pt’

Assunto: Informação

A/c do dr. José Gomes

Informo que a sua ex-paciente e minha esposa, Maria Albertina Martins Chadeca dos Santos Gomes, faleceu hoje no hospital S. Francisco Xavier.

Não foi enviada qualquer resposta a este e-mail até à data.

02.- Na véspera da Tina falecer, enviei este e-mail à médica de família da USF Santo Condestável, dra. Irene Martins:

Data: dom 17/07/2016 22:34 (a Tina faleceu horas depois)
Para: condestavel.sec@csscondestavel.min-saude.pt

Assunto: Informação

URGENTE

A/c de:
Dra. Irene Martins
Serviço de Enfermagem

A D. Albertina Gomes teve hoje de ir novamente à urgência de S. Francisco Xavier devido a sonda ter entupido, apesar de todos os cuidados necessários na administração da sopa.

Uma sopa de legumes finamente triturada e que deveria ter levado, despercebidamente, uma pequena folha de legume porque o líquido deixou de passar.

Telefonámos para o INEM que disse irem enviar os técnicos para avaliarem a situação. Chegados e feita a avaliação, fomos informados que não dispunham de meios para trocar a sonda e tinham de levar a D. Albertina para o hospital.

Quando chegámos a S. Francisco Xavier, ainda estava à espera de ser observada e resumindo a parte final, foram feitas novas análises, penso que também um raios-X e foi-lhe diagnosticada infecção urinária, estiveram a aspirar secreções e, passada cerca de uma hora, fomos chamados ao médico que a assistiu e foi-nos dito que a D. Albertina encontrava-se em falência respiratória, que estavam a fazer todos os possíveis mas que o seu tempo estava a terminar.

Como as Sras. Enfermeiras ficaram de passar por cá, amanhã de manhã (segunda-feira), serve o presente apenas para alertar da situação dado que estou à espera de um telefonema do hospital sobre o desfecho deste episódio.

Obrigado,

Até à data não recebi qualquer resposta nem se dignaram responder a este e-mail.

03.- E-mail recebido da assistente social da USF Santo Condestável:

De: Susana Isabel Cordeiro <scordeiro@csscondestavel.min-saude.pt>
Data: ter 19/07/2016 10:16

Assunto: RE: envio de documentos

Bom dia,

Venho por este meio confirmar receção de documentos e solicitar também o envio do seu Bilhete de identidade ou cartão de cidadão enquanto representante da utente.

Obrigado.

Atenciosamente;
Susana Dias
(A Assistente Social)

Assistente Social – Aces Lisboa Ocidental e Oeiras – URAP
USF de Santo Condestável (2ª e 4ª feiras)
Telf.: 21 3913220/ 33 Fax.: 21 3950432
UCC Consigo (3ª e 5ªfeira ) UCSP Alcântara (6º feira)
Telef:.21 3630130/9 Fax:. 21 3631476

A minha resposta:

Data: ter 19/07/2016 12:10
Para: ‘Susana Isabel Cordeiro’ <scordeiro@csscondestavel.min-saude.pt>

Assunto: RE: envio de documentos

Boa tarde

Informo que este processo está encerrado com o falecimento a 18 do corrente da D. Albertina Gomes.

Infelizmente, é este o País que temos e um Serviço Nacional de “Saúde” que não se encontra ao alcance de todos, embora se encontre consignado na Constituição da República Portuguesa (que penso ainda estar em vigor):

Constituição da República Portuguesa (CRP)

Parte I Direitos e deveres fundamentais

Título III Direitos e deveres económicos, sociais e culturais

Capítulo II Direitos e deveres sociais

Artigo 64.º Saúde

1 – Todos têm DIREITO à protecção da saúde e o DEVER de a defender e promover.

2 – O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3 – Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:
a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;
e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico;
f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.

4 – O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem gestão descentralizada e participada.
É tarefa fundamental do Estado promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais (cfr. CRP, art.º 9.º alínea d)).

Constituição da República Portuguesa (CRP)

Parte I Direitos e deveres fundamentais

Título III Direitos e deveres económicos, sociais e culturais

Capítulo II Direitos e deveres sociais

Artigo 63.º Segurança social e solidariedade

1 – Todos têm direito à segurança social.

2 – Incumbe ao Estado organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social unificado e descentralizado, com a participação das associações sindicais, de outras organizações representativas dos trabalhadores e de associações representativas dos demais beneficiários.

3 – O sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho.

4 – Todo o tempo de trabalho contribui, nos termos da lei, para o cálculo das pensões de velhice e invalidez, independentemente do sector de actividade em que tiver sido prestado.

5 – O Estado apoia e fiscaliza, nos termos da lei, a actividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse público sem carácter lucrativo, com vista à prossecução de objectivos de solidariedade social consignados, nomeadamente, neste artigo, na alínea b) do n.º 2 do artigo 67.º, no artigo 69.º, na alínea e) do n.º 1 do artigo 70.º e no artigo 71.º e artigo 72.º.

Estatuto do Serviço Nacional de Saúde – Decreto-Lei n.º 11/1993, de 15 de Janeiro, alterado por Decreto-Lei n.º 223/2004, de 3 de Dezembro, Decreto-Lei n.º 185/2002, de 20 de Agosto, Decreto-Lei n.º 68/2000, de 26 de Abril, Decreto-Lei n.º 157/1999, de 10 de Maio, Decreto-Lei n.º 156/1999, de 10 de Maio, Decreto-Lei n.º 401/1998, 17 de Dezembro, Decreto-Lei n.º 97/1998, de 18 de Abril, Decreto-Lei n.º 53/1998, de 11 de Março, e pela Declaração de Rectificação n.º 42/1993, de 31 de Março.

Tal como muitos outros “direitos económicos, sociais e culturais”, na Constituição da República Portuguesa (CRP), também o direito à protecção da saúde comporta duas vertentes: uma, de natureza negativa, que consiste no direito a exigir do Estado (ou de terceiros) que se abstenham de qualquer acto que prejudique a saúde; outra, de natureza positiva, que significa o direito às medidas e prestações estaduais visando a prevenção e o tratamento de doenças.

A universalidade confere a todos os cidadãos e todas as cidadãs o direito de recorrerem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), não impedindo naturalmente a existência e o recurso aos serviços particulares e/ou ao sector privado de saúde.

A gratuitidade tendencial significa rigorosamente que as prestações de saúde não estão em geral sujeitas a qualquer retribuição ou pagamento por parte de quem a elas recorra, pelo que as eventuais taxas (v. g., as chamadas “taxas moderadoras”) são constitucionalmente ilícitas se, pelo seu montante ou por abrangerem as pessoas sem recursos, dificultarem o acesso a esses serviços.

Não existe apenas um DIREITO à protecção da saúde mas também um DEVER de a promover e defender. Esse dever dos cidadãos tem por objecto, quer a própria saúde, quer a dos outros (“saúde pública”).

Como dever jurídico que é, pode fundamentar obrigações legais de fazer (por ex., obrigatoriedade de vacinação) ou de não fazer (por exemplo, proibição de fumar em locais públicos, proibição de conduzir sob influência do álcool, proibição de conduzir sob a influência de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas, propagar doença contagiosa), que podem ser garantidos penalmente (cfr. artigos. 272.° e seguintes, do Código Penal).

Relembro a importância fundamental do princípio do não retrocesso social. O reconhecimento do direito à saúde – uma conquista social -, previsto na nossa Lei Fundamental, uma vez adquirido, alcançado e conquistado, jamais deve ser sujeito à subtracção discricionária e oportunística disposição do legislador, só assim se assegura o princípio da protecção da confiança e da segurança dos cidadãos.

E aqui, no âmbito dos direitos sociais em geral e do DIREITO À SAÚDE em particular, também entramos nos meios de defesa não jurisdicionais: DIREITO DE RESISTÊNCIA, DIREITO DE PETIÇÃO, DIREITO A UM PROCEDIMENTO JUSTO, DIREITO À AUTODETERMINAÇÃO INFORMACIONAL e o DIREITO AO ARQUIVO ABERTO, direitos fundamentais, que justificam plenamente apreciação sensata e muito mais alargada.

Todo este arrazoado de boas intenções, não passam disso…

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31: 08.Jul.2016

Hoje, veio a enfermeira tratar da Tina e disse-me que as feridas dos pés estão a sarar e outras estão a nascer tecido novo, o que se traduz numa pequena melhoria da situação. Ficam aqui imagens do tratamento.

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7: 31.Mai.2016

Na passada segunda-feira, dia 23, esteve cá em casa uma enfermeira da USF a que pertencemos para tirar urina à Tina dado que ela já não pede para ir à casa de banho. Esta foi a única forma de conseguir urina directamente para análise pedida pela médica de família.

Ao mesmo tempo e porque a Tina tem várias escoriações dada a sua imobilidade, a enfermeira fez os devidos tratamentos e aplicou pensos informando que viria na segunda-feira seguinte, ou seja, ontem, dia 30.

Assim foi e ontem, outra enfermeira veio cá a casa para limpar as feridas e colocar novos pensos, informando que voltaria na próxima quinta-feira para fazer o mesmo trabalho.

Hoje, pelas 08:00 horas esteve cá uma técnica do Laboratório de Análises para tirar sangue à Tina a fim de seguir para análise, também a pedido da médica de família. Dia 3 saberemos os resultados.

Seguem-se imagens um pouco chocantes destes tratamentos.

A Tina deixou, por completo, de levar o comer à boca, tendo de ser eu ou a Vera a fazê-lo. Conforme informei anteriormente, deixou de andar, não tem qualquer tipo de acção nos membros inferiores tendo de ser levantada da cama a pulso e sentada na cadeira de rodas para a levar para a sala ou para a cozinha, já não pede para urinar, fazendo as necessidades no penso super-absorvente que compramos a uma empresa de Aveiro.

Também precisaria de uns Slips MoliPants para ajustar este tipo de penso mas devido ao seu preço, vamo-nos remediando com uma cueca fralda por cima do penso para o segurar já que os pensos não têm qualquer tipo de suporte apenas servindo para absorver urina e fezes.

As dificuldades cada vez são mais acentuadas e a partir de agora a saída para o exterior terá de ser feita de maca ou em cadeira de transporte própria o que implica quando necessitar de consultas de clínica geral (USF) ou psiquiatria (Hospital de Egas Moniz) ou os médicos vêm ao domicílio, ou faz-se a consulta por telefone.

A Vera esteve a semana passada de férias e continua até final desta semana e tem ajudado nas tarefas de transportar a mãe da cama para a cadeira e daqui para a sala ou para a cozinha a fim de tomar as refeições.

A fase de estar sempre a esfregar a fralda na boca está a desaparecer dado que os movimentos dos membros superiores também já não são o que eram, notando-se uma imobilidade progressiva.

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24.Jun.2017

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