92: 29.Set.2016

(actualização às 16:40 horas)

Já levei várias negas do Provedor de Justiça em queixas apresentadas anteriormente e em outras áreas. Parece-me que afinal o Provedor de Justiça deve ser uma figura de retórica para inglês ver que estamos num país “democrático” onde existe uma figura que deveria defender quem a ele recorre mas não é bem assim. Vejamos:

Da queixa enviada no passado dia 5 de Setembro sobre o saque não autorizado do Instituto de Segurança Social – o tal que ainda NÃO CUMPRIU com o pagamento das pensões de sobrevivência de Agosto e Setembro, nem resposta dá aos e-mails que lhe são dirigidos, por isso, sem qualquer moral para sacar dinheiro das contas dos utentes sem autorização deles ou com origem numa decisão judicial -, foi-me dada a seguinte resposta por Sua Excelência o Senhor Provedor de Justiça, via um coordenador do Gabinete:

Data 29/09/2016

Assunto: Queixa dirigida ao Provedor de Justiça em 5.09.2016. Pagamento indevido de pensão após o óbito.

Tendo por referência a queixa dirigida por V. Exa a este órgão do Estado, através da qual solicita esclarecimentos sobre o procedimento em uso no sistema bancário que conduziu à devolução à segurança social das quantias que indevidamente foram creditadas na conta conjunta de que V. Exa era titular, com a sua falecida esposa, cumpre-me informar o seguinte:
Antes de mais, permito-me fazer notar que o Provedor de Justiça não é um órgão de consulta, não se integrando, por isso, no quadro das suas competências legais a emissão de pareceres ou a prestação de esclarecimentos solicitados pelos interessados.
Tal significa que os cidadãos deverão dirigir-se previamente às entidades visadas, a fim de exporem as situações em causa e solicitarem os esclarecimentos que pretendem.
Não obstante, informo a V. Exa que, tendo a sua esposa falecido no dia 18 de julho p.p., a pensão que lhe foi processada em agosto, mês seguinte ao do falecimento, foi-o indevidamente, uma vez que o direito ao pagamento da pensão extingue-se pela morte do pensionista, de acordo com o disposto nos n.ºs 2 e 3 do artigo 53.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio na redação em vigor.
Com efeito, nos termos conjugados do referido artigo 53.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, com o artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 133/88, de 20 de abril, são indevidas as pensões processadas a partir do mês seguinte ao falecimento do seu titular.
Ou seja, todos os valores pagos após a morte do pensionista são indevidos e pertencem ao sistema público de segurança social, pelo que é natural que, uma vez detetado o débito, tal dinheiro seja retirado da conta a que não pertence e devolvido ao seu titular, de acordo com as regras e/ou convenções bancárias estabelecidas neste âmbito entre a sua instituição bancária (ou, eventualmente, entre o banco centralizador) e a segurança social.
Faço ainda notar que incumbe aos beneficiários e, em caso de morte destes, aos respetivos familiares, comunicar aos serviços do Instituto da Segurança Social, IP todas as alterações ocorridas na sua situação, bem assim como devolver aquela entidade todas as importâncias indevidamente recebidas.
Prestados estes esclarecimentos, não se justifica a realização de qualquer diligência adicional deste órgão do Estado sobre o assunto suscitado na sua exposição.
Com os melhores cumprimentos,
O Coordenador

Ok, fiquei esclarecido sobre o que já sabia, levei uma lição de moral para que não volte a incomodar Sua Excelência o Senhor Provedor de Justiça com uma queixa sobre se era legal o Instituto de Segurança Social ter ordenado ao meu banco que sacasse os € 219,20 à minha conta sem minha autorização, o que me levou a deixar de ter confiança na banca e nos valores miseráveis que lá se encontram depositados em meu nome, uma vez que se pode sacar dinheiro sem que o proprietário do dinheiro tenha conhecimento ou tenha dado autorização para isso.

Atenção que não estou a tirar razão ao ter de devolver o valor da pensão creditada indevidamente em Agosto, mas ao facto de esta operação ter sido efectuada sem meu conhecimento e/ou autorização. Uma vez que o CNP teria de continuar a pagar as pensões de sobrevivência (que não fez ainda como era seu DEVER e OBRIGAÇÃO de pessoa de bem), o mais lógico – e mais honesto -, seria enviarem-me uma notificação para efectuar essa devolução.

De hoje em diante não incomodarei mais Sua Excelência o Senhor Provedor de Justiça dado que a “justiça” apenas rende aos ricos e poderosos, não aos miseráveis da plataforma básica.

================================

Recebi hoje o seguinte e-mail:

—–Mensagem original—–
De: Autoridade Tributária e Aduaneira [mailto:info@at.gov.pt]
Enviada: 29 de setembro de 2016 14:12 p
Para: F Gomes
Assunto: IRS – Pagamento da prestação – setembro 2016

Ex.mo(a) Senhor(a),

FRANCISCO GOMES

Termina amanhã, dia 30 de setembro, o prazo para efetuar o pagamento da prestação de IRS referente ao mês de setembro, da qual foi recentemente enviada notificação pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

O pagamento poderá ser efetuado nas caixas de Multibanco, nos balcões dos CTT, nas instituições de crédito aderentes e home-banking ou em qualquer Serviço de Finanças.

A falta de pagamento de qualquer das prestações resulta no vencimento imediato das seguintes e a instauração do respetivo processo de execução fiscal pelo valor em dívida a que acrescem todas as custas do processo, pelo que deverá efetuar o pagamento dentro deste prazo.

A AT privilegia sempre o cumprimento voluntário das obrigações fiscais e por isso disponibiliza toda a informação necessária para o efeito.

Para qualquer esclarecimento adicional, contacte:

– Centro de Atendimento Telefónico (CAT), através do número 707 206 707, nos dias úteis, das 09:00H às 19:00H;
– Serviço e-balcão, disponível no Portal das Finanças, selecionando “Registar Nova Questão”, Imposto ou área: Cobrança / Reembolsos>> Tipo questão: Cobrança>> Questão: Prestações/Informações.

Se entretanto já efetuou o pagamento, considere esta comunicação sem efeito.

Com os melhores cumprimentos,

O Chefe de Finanças

Pretendia responder a este e-mail com outro do seguinte teor:

Para: Autoridade Tributária e Aduaneira [mailto:info@at.gov.pt]
Data: 29.Set.2016
De F Gomes
Assunto: IRS – Pagamento da prestação – setembro 2016

Boa tarde

Veremos se consigo verba até amanhã, dia 30, para pagar esses 300 euros dado que encontro-me em INCUMPRIMENTO com a renda da casa deste mês em virtude de minha esposa ter falecido no passado dia 18 de Julho e tanto a Caixa Geral de Aposentações como o Centro Nacional de Pensões ainda NÃO PAGARAM as despesas de funeral (CGA) e as pensões de sobrevivência dos meses de Agosto e Setembro (CGA e CNP), a não ser que me dedique a rebentar com ATM’s ou a assaltar algum banco para conseguir os 300 euros para vos pagar. Como prova desta situação, seguem os e-mails que justificam a minha afirmação: (seguiriam cópias dos e-mails aqui publicados entre mim e a CGA e CNP).

Contudo, o e-mail info@at.gov.pt não recebe e-mails dando a informação de “Não responder a este email <info@at.gov.pt>“, o que inviabilizou este envio. Porque será que os desgraçados dos contribuintes/cidadãos têm apenas DEVERES e não DIREITOS? E ainda por cima, como se isto não bastasse, se queremos telefonar para os cavalheiros que nos sacam o pouco e miserável que temos, temos de ligar para o 707 206 707 número de valor acrescentado, o que representa que ainda estamos a ser mais espremidos!

Porca “democracia”…!!!

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91: 28.Set.2016

(Actualização às 23:30 horas)

Depois dos 5 elementos do INEM terem saído cá de casa, a Vera queixou-se que lhe doía o peito e sentiu que alguém estava aos socos no peito dela, assim como fazia pressão com os dedos na omoplata, levando todo o dia de hoje – que ainda se mantém – com as mesmas dores, nomeadamente quando dá algum geito ao corpo que pressione a zona afectada. Fica aqui uma imagem da ocorrência dado que ela apresentou queixa no Portal do INEM:

27092016

04:45 horas da madrugada, nova chamada para o INEM (estiveram cá anteontem) dado que fui encontrar a minha filha estendida no chão do quarto em coma hipoglicémico (31), a espumar da boca e com convulsões.

Difícil viver com esta carga em cima dos ombros!

Entretanto, nada de respostas das entidades a quem enviei e-mails e apenas faltam DOIS DIAS para o final do mês…

Nada mais tenho a dizer.

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90: 27.Set.2016

0-lutotransp200
Actualização às 15:00 horas:

Recebi no passado dia 8 de Julho uma carta do Hospital de Egas Moniz para fim de Marcação da Consulta Externa de Psiquiatria – Dra. Inês Macedo – para minha esposa entretanto falecida a 18 desse mesmo mês. Dado que estas consultas efectuavam-se de 3 em 3 meses, a última já foi dada pelo telefone, agendada pela própria médica, dada a incapacidade de minha esposa poder deslocar-se e onde relatei as incidências à médica até essa data.

Seria natural, em meu entender – que pode até estar errado -, a médica telefonar-me hoje para saber do estado da sua paciente ou, se o seu óbito já se encontrar lançado no sistema informático, deixar um voto de pesar pelo acontecimento.

Como até agora não tive nenhum contacto, é bom constatar o que os médicos a quem entregamos os nossos problemas de saúde, dedicam tanto interesse e atenção aos seus pacientes (mesmo já falecidos).

===============================================

Faltam apenas TRÊS DIAS para o final do mês e notícias do Centro Nacional de Pensões e da Caixa Geral de Aposentações, sobre o INCUMPRIMENTO destas instituições de valores que tenho a receber por DIREITO, nem cheiro!

É assim que os contribuintes são classificados e desprezados por esta gentalha, apenas servem para serem ESMIFRADOS com impostos a fim de pagarem as dívidas e as bancarrotas da banca e dos banqueiros que até se dão ao luxo de as suas penas por crimes cometidos serem SUSPENSAS para poderem gozar descansada e livremente as suas férias sem terem o trabalho de se dirigirem ao posto da PSP ou da GNR mais próximos!

Tal e qual como com os partidos políticos que falam todos em nome do Povo mas apenas se lembram dele por altura das eleições, pois passada a campanha, esse Povo que os faz viver à grande e à Portuguesa, ficam completamente esquecidos!

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89: 26.Set.2016

0-lutotransp200Hoje estou de vela (serviço nocturno feito nos hospitais pelos profissionais de saúde). Acabaram de sair de minha casa os técnicos do INEM (02:40) dado que a Vera sendo o quarto dia consecutivo com valores de coma hipoglicémicos (30~35), embora “consciente”, entrou hoje num cenário que nunca tinha deparado dado que parecia estar completamente louca.

É difícil explicar por palavras a situação mas é terrível! Eles queriam levá-la para o hospital mas dado que recuperou, não quis ir e sob conselho do médico a quem telefonaram a relatar o ocorrido (por vezes o médico vem atrás da ambulância, outras vezes não), aconselharam-me a ficar em vigília e se o estado voltasse ao mesmo de antes que os chamasse de novo. Por isso o meu estado de “vela” (a Tina fez tantas no hospital onde trabalhava, das 22:00 às 08:00 horas da manhã… Aliás o horário dela eram duas manhãs (08:00 às 16:00), uma tarde (16:00 às 22:00) e uma vela 22:00 às 08:00 cada e um dia de folga semanais)!

É muito difícil para quem esteve quase dois anos numa guerra, sofre de stress pós-traumático, ter sido duplo cuidador (esposa e filha) nos últimos 5 anos, ter de continuar embora com um paciente a menos, mas com noites muito mal passadas só conseguindo descansar depois das 07:30 da manhã e com os problemas graves que estão acontecendo a nível financeiro, pelo não pagamento não só do subsídio de funeral, como das pensões de sobrevivência de Agosto e Setembro quer pelo Centro Nacional de Pensões, quer pela Caixa Geral de Aposentações que se encontra à espera de uma simples resposta da CNP, então o ramalhete fica completo!

São 03:30 da madrugada, vou passando a noite a colocar a escrita em dia aqui no Blogue, depois vou fazer uma torrada, beber um café até chegar a hora de acordar a Vera para ir para o emprego.

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88: 25.Set.2016

0-lutotransp200Ainda bem que existe alguma humanidade em pessoas (raras) que se interessam pelos problemas alheios e pelas dificuldades de terceiros. Foi o caso da D. Maria Ribeiro que, lendo a minha angústia na dificuldade em obter o que de direito me pertence, enviou-me duas dicas que já fiz seguir de imediato para os seus destinos. Espero que a resposta seja breve porque tenho só esta semana para sobreviver ao descalabro que se avizinha.

O e-mail enviado ao Gab Apoio Ministro (MSSS ) :

De: F Gomes
Enviado: dom 25/09/2016 18:35
Para: ‘apoio.msess@msess.gov.pt’
Assunto: Situação difícil

Boa tarde

Serve o presente para dar conhecimento a V. Exas. dos e-mails enviados ao Centro Nacional de Pensões pela Caixa Geral de Aposentações e por mim, solicitando via fax anexo uma resposta a fim de o processo de desbloqueamento das despesas de funeral serem pagas assim como as pensões de sobrevivência dos meses de Agosto e Setembro e, como poderão verificar pelo conteúdo dos e-mails, a situação é aflitiva dado que não obtenho qualquer resposta do CNP.

(cópia dos e-mails já publicados anteriormente neste Blogue).

Com os melhores cumprimentos

F Gomes

Também enviei outro e-mail para a Inspecção Geral da Segurança Social :

De: F Gomes
Envio: dom 25/09/2016 18:42
Para: ‘iss-ip@seg-social.pt’
Assunto: FW: Situação difícil

Boa tarde

Para conhecimento de V. Exas. junto envio e-mail enviado a apoio.msess@msess.gov.pt

A minha situação é dramática porque minha esposa faleceu no passado dia 18 de Julho, ainda não recebi o subsídio de despesas do funeral, bem como as pensões de sobrevivência da CGA e CNP dado que este último organismo não responde aos dois faxes enviados pela CGA nem dá qualquer resposta aos e-mails enviados.

Estou em incumprimento com a renda da casa deste mês e quase a vencer-se outra do mês que vem (€ 531,00 cada), tenho esta semana contas da água, EDP e gás para pagar, além de € 300,00 às Finanças referentes à primeira prestação (de duas) no final do mês e referentes ao IRS do ano passado. Como vou pagar?

Agradeço a vossa ajuda

F Gomes

Esperemos uma resposta breve a estes e-mails e à rápida regularização dos processos.

Mais uma vez, obrigado D. Maria Ribeiro pela sua enorme ajuda. Bem haja!

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87: 24.Set.2016

0-lutotransp200Quase a entrar na última semana do mês, com a renda da casa em atraso, com as contas da água, electricidade e gás para pagar esta semana que entra, a primeira prestação (de duas) de 300 euros cada para o Fisco (IRS de 2015) e o Centro Nacional de Pensões sem dar resposta quer aos meus e-mails, quer aos e-mails e faxes da Caixa Geral de Aposentações a solicitar-lhes apenas a informação se corre naquela instituição algum processo de pedido de subsídio para funeral!

faxcga-cnp1

Apenas colocar uma cruzinha no pedido da CGA custará assim tanto? Que raio de funcionários são estes, que trampa de incompetência, de laxismo, de incúria, de falta de humanismo sabendo que o utente encontra-se em graves dificuldades financeiras por não receber as pensões a que tem direito?

Se minha esposa não tivesse falecido, não teriam de continuar a pagar-lhe as pensões de reforma aos dias 10 (CNP) e 19 (CGA) de cada mês? Por inteiro? Então porque levam tanto tempo para pagarem agora, METADE dessas pensões de reforma?

Gostava que esses funcionários também tivessem na carteira deles meia dúzia de cêntimos para se governarem!

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86: 23.Set.2016

0-lutotransp200Esta foi a resposta obtida do Instituto da Segurança Social, IP em ordem a uma reclamação apresentada no site deles (ver o segundo e-mail abaixo):

———- Mensagem encaminhada ———-
De: <SegurancaSocial@seg-social.pt>
Data: 21 de setembro de 2016 às 17:35
Assunto: RE: Prestações Familiares, Subsídio Funeral
Para: F Gomes

Caro Senhor,
Francisco Gomes

Na sequência do seu contacto, que desde já agradecemos, informamos que
procedemos ao registo da sua reclamação e que receberá resposta do
centro nacional de pensões com a maior brevidade possível.

————————————————-

Para qualquer esclarecimento adicional, não hesite em contactar-nos.

Com os melhores cumprimentos,

INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, IP

Linha Segurança Social – 300 502 502

Portal: www.seg-social.pt
Segurança Social Directa: https://www.seg-social.pt/consultas/ssdirecta

==============================================
De: F Gomes
Recebida: 2016-09-20 16:16:37
Assunto: RE: Prestações Familiares, Subsídio Funeral

SSDirecta: Pedido Autenticado
NISS: xxxxxxxxxxxx

Distrito: LISBOA

Dado que minha esposa faleceu a 18 de Julho e deixei de ter a sua
pensão de reforma em Agosto e Setembro, encontro-me neste momento com
extrema dificuldade em cumprir compromissos como renda de casa e outras
obrigações. Corre na Caixa Geral de Aposentações o pedido de subsídio
de funeral e pensão de sobrevivência que também não se encontra
processado dado que em resposta a um meu e-mail sobre esta situação
responderam-me hoje que:

De: CGA Geral
15 de setembro de 2016
Para: FGomes
Assunto: RE:’CGA=001-555-069′ Pedido de informação

Ex.mo Senhor,

Em resposta ao seu e-mail, informamos de que relativamente ao subsídio
por morte. aguardamos que o Centro Nacional de Pensões responda a um
nosso fax. Receberá a nossa comunicação logo que possível.
Com os melhores cumprimentos,

UAC-1.2 Equipa de Atendimento Escrito

Nesta conformidade, agradeço uma resposta de V. Exas. à Caixa Geral de
Aposentações para que os pagamentos sejam desbloqueados por aquela
entidade o mais rapidamente possível.

Obrigado

E é assim que uma instituição empurra para outra a OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIR os seus DEVERES e a outra nem sequer responde aos meus e-mails ou aos (já) dois faxes da CGA…

E depois ainda existem calhordas que afirmam Portugal ser um Estado de Direito e pessoa de bem…

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85: 22.Set.2016

0-lutotransp200(actualizado às 14:40)

Embora a minha “actividade” de cuidador de Alzheimer tenha terminado com o falecimento de minha esposa no passado dia 18 de Julho, continuo a “actividade” de cuidador – que já exercia cumulativamente com a de Alzheimer – de minha filha diabética e com comas muito frequentes, quase diários que fazem com que tenha de efectuar vigílias nocturnas para verificar se o seu estado está normal ou não.

Embora sejam patologias diferentes, ser cuidador de um paciente diabético insulina-dependente, não é nada fácil e requer – ou deveria requerer como em Alzheimer – de conhecimentos e formação adequada, por isso ao ver vídeos, reportagens e notícias espalhadas pelas redes sociais, TV’s e blogues, constato que fui um desafortunado porque NUNCA tive um apoio de instituições que se dedicam quer a Alzheimer, quer a Diabetes, o que traduzindo em miúdos, ainda existem pessoas – e ainda bem – com muita sorte em terem – e continuarem a ter – beneficiado desses apoios.

Mas não só o apoio das instituições é necessário, seja para que patologia for. É necessária a ajuda da família, dos amigos, daqueles que pensávamos que eram e afinal não o são. Neste momento e desde sempre, que luto sozinho sem qualquer tipo de apoio material, económico e/ou psicológico.

Porque um telefonema de um familiar, de um amigo, nestes momentos de extrema depressão psicológica, ajudam não a sarar as feridas mas a amortecê-las um pouco. Costuma dizer-se que uma imagem vale por mil palavras. Neste contexto, uma palavra vale por uma caixa de anti-depressivos. E neste particular, não tenho tido a sorte de ser beneficiado. Nem das instituições, nem dos familiares, nem dos pretensos amigos que afinal não o são.

Até ter forças para continuar a lutar, continuarei como até aqui nunca desistindo de o fazer apesar de me sentir a remar num barco, com terra à vista mas com uma corrente fortíssima que não me faz sair do mesmo sítio. Quer a Caixa Geral de Aposentações, quer o Centro Nacional de Pensões (que nem se digna a responder aos meus e-mails) continuam a NÃO CUMPRIR com as suas obrigações de pagamento de subsídio de despesas de funeral e pensões de sobrevivência de Agosto e Setembro.

Desactivei a minha conta no Facebook porque comecei a ficar farto de tanta imbecilidade que lia. Cada um é dono da sua opinião e palavra, mas quando estas roçam a parvoíce, a arrogância e a não respeitaram opiniões alheias, é altura de dizer chega!

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21.Abr.2018

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84: Alimentação e doença de Alzheimer

Nas fases mais avançadas da doença, as alterações globais na alimentação podem intensificar-se com dificuldades na própria capacidade em deglutir.

inestellorodriguesHoje assinala-se o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, uma doença do foro neurológico que afecta 4,7 milhões de pessoas no mundo. Trata-se da forma mais comum de demência, já que representa entre 50% a 70% de todos os casos desta patologia. De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde, todos os anos são registados quase oito milhões de novos casos de Alzheimer no mundo.

A doença de Alzheimer provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível, principalmente do funcionamento cognitivo (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras). No entanto, sendo uma doença do cérebro, também se verificam alterações noutras funções (ex: motora, emocional e comportamental).

À medida que a doença de Alzheimer vai afectando as várias áreas cerebrais, vão-se perdendo certas funções ou capacidades, o que se repercute na realização das diferentes actividades da vida diária.

Um dos aspectos afectados, vulgarmente desconhecido ou pouco abordado quando se fala de doença de Alzheimer, é o da alimentação. A perda de capacidades cognitivas e alterações fisiológicas podem interferir na alimentação e nutrição destas pessoas. Adicionalmente, podem surgir alterações na mastigação e problemas de deglutição, acentuados não só pela idade, mas também pela doença e que contribuem para agravar a situação.

São várias as causas possíveis da falta de apetite na pessoa com doença de Alzheimer, entre as quais se destaca o facto de:

— O centro da fome no cérebro, o hipotálamo, responsável pelo apetite, pode tornar-se disfuncional;

— Poderem existir alterações da visão ou do olfacto;

— Poder, igualmente, existir uma alteração do paladar, o que pode fazer com que a comida seja menos apetitosa;

— Algumas doenças crónicas ou certos medicamentos também poderem diminuir o apetite;

— Quando a pessoa ainda vive sozinha ou com pouco apoio, pode esquecer-se de cozinhar e de se alimentar;

— Ambientes novos ou não familiares poderem originar agitação e confusão;

— Distracções, tais como muito barulho ou muita gente, poderem influenciar negativamente a refeição;

— Alimentos pouco atractivos, refeições repetidas ou odores inoportunos contribuem para a recusa alimentar.

Algumas pequenas medidas poderão ajudar a tornar as refeições mais fáceis:

— Usar taças ou chávenas, em vez de pratos, e maiores do que as porções de alimentos, para evitar que se entornem.

— Não utilizar utensílios de plástico por serem demasiado leves para se manipularem e poderem partir-se na boca.

— Servir alimentos que se possam comer com as mãos, tais como pedacinhos de batata cozida, queijo, mini-sandes, pedacinhos de frango, fruta ou vegetais, pois, muitas vezes, as pessoas com demência recusam sentar-se para comer.

— Se necessário, dar instruções verbais como “mastigue agora”, “engula agora”, espaçadamente.

— Humedecer os alimentos com molho.

— Servir alimentos macios e finamente cortados.

— Evitar extremos de temperaturas como o muito quente e/ou muito frio.

— Se a pessoa necessitar de ser alimentada, oferecer alimentos pequenos, um de cada vez, pacientemente.

— Não alimentar a pessoa deitada.

— Se for necessário, reaquecer a comida.

Mas não só a ingestão de alimentos pode estar afectada; também a ingestão de líquidos pode estar comprometida.

A desidratação é uma das principais causas de problemas de saúde geral na pessoa com demência, mas é frequente existir uma recusa na ingestão de líquidos.

Algumas das estratégias para fomentar o consumo de líquidos podem passar por:

— Preparar infusões, sumos sem açúcar, bebidas energéticas e sopas mais líquidas, que podem ser ajudas preciosas na manutenção dos níveis de hidratação.

— Deixar sempre água disponível perto da pessoa, pronta a servir.

— Promover a ingestão de líquidos em pequenas porções ao longo de todo o dia.

— Experimentar acrescentar água com gás nos sumos, servir as bebidas a diferentes temperaturas e observar se existe preferência por alguma destas opções. Por vezes, existem alterações na sensibilidade intra-oral (boca) que podem também condicionar a ingestão de líquidos.

Nas fases mais avançadas da doença, as alterações globais na alimentação podem intensificar-se com dificuldades na própria capacidade em deglutir. Estas dificuldades em deglutir (disfagia) podem provocar, em casos mais graves, aspirações de alimentos para os pulmões. É importante estar atento a sinais de infecção respiratória, engasgamento, alterações na voz e a tosse frequente durante e após as refeições. Poderá ser necessária a intervenção médica de um nutricionista ou de um terapeuta da fala para avaliação e intervenção em casos de alterações na deglutição. Esta interligação multidisciplinar pode tomar várias formas e é fundamental para assegurar o bem-estar físico e nutricional da pessoa.

Terapeuta da Fala no NeuroSer, doutorada em neuro-ciências cognitivas

(O NeuroSer é um centro dedicado às doenças neurológicas, sob direcção clínica do Prof. Doutor Alexandre Castro Caldas, actual director do Instituto de Ciências de Saúde da Universidade Católica Portuguesa)

Público
Inês Tello Rodrigues
21/09/2016 – 00:50

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83: 21.Set.2016

21 de Setembro
Dia Mundial da Doença de Alzheimer

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Estou a aguardar a autorização para a publicação de um artigo sobre Dicas para o cuidador – Doença de Alzheimer: facilitando o dia-a-dia do portador e do cuidador, dado que este texto encontra-se proibido de reprodução total ou parcialmente por qualquer meio ou sistema. Veremos se obtenho a autorização porque é um excelente manual para os que continuam a cuidar dos seus pacientes.

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