311: 14.Jan.2019

 

Dia de visita à campa da nossa querida, levámos um pequeno raminho mas muito bonito e as flores da semana passada ainda estavam mais ou menos boas. Retirou-se as murchas e o arranjo desta semana ficou assim:

 

310: 09.Jan.2019

Primeira visita deste novo ano que apenas é a continuação do ano velho que findou e que nada de novo nos trás, pelo contrário, devido ao facto de estar a ser roubado pelo Estado, na cobrança de impostos, a situação degrada-se e só depois de Março próximo poderá existir um alívio neste roubo que não sei se se vai repetir novamente este ano, com repercussão para o ano que vem.

Infelizmente hoje, não pudemos comprar flores novas porque estamos em período de contenção, mas as que estavam da semana passada ainda se aproveitaram algumas, a Vera mudou a água, deitou fora as murchas e ficaste com um arranjo bonito.

Estar a pagar a um Estado ladrão o DOBRO de IRS de quando a Tina era viva e tinha a sua reforma por inteiro, com menos rendimento, só de um Estado que não pode ser considerado pessoa de bem e muito menos honesto e um Estado de Direito para com quem menos meios de subsistência possui.

Vale-me a prática de treino e realidade de sobrevivência pessoal, de quando estive em África na guerra colonial. O que não se pode admitir presentemente onde o fosso social e económico é cada vez maior entre a classe privilegiada e a classe mais que pobre.

Afinal, para que serviu a “União” Europeia? Para dar tacho a mais uns quantos? Para cavar ainda mais desigualdades gritantes entre países ricos e países pobres? Para colocarem o €uro num patamar abismal em ordem ao antigo Escudo? Em 1960, com 400$00 (actuais DOIS EUROS), governava a minha casa (renda, água, luz, gás, alimentação, vestir e calçar, transportes públicos, etc.)!

Desabafei porque toda esta situação é completamente INTOLERÁVEL para quem tem de andar a racionar os cêntimos (não são os euros), dia a dia, semana a semana, mês a mês, enquanto lordes sem classe, sem categoria, autênticos vagabundos sem vergonha, verdadeiros vendedores de banha da cobra que andam há mais de 40 anos a enganar e a roubar o povo, pavoneiam-se em festanças, viagens e boa vida .

Mas continuarão a fazê-lo porque este povo é uma espécie de mistela de zombie por um lado e Sado-masoquista por outro.

Mas vamos às imagens de hoje, inseridas num vídeo que produzi, com a Vera na tarefa de arranjar a campa da nossa querida.

 

309: 31.Dez.2018

Última visita deste ano, minha querida, calhou mesmo em dia de visita semanal. Comprámos um raminho muito bonito para juntar ao que lá se encontrava da semana passada e apenas foram tiradas algumas flores que estavam murchas.

Passámos juntos muitos Réveillons, sempre que podia levar-vos onde estava a trabalhar, este é o terceiro ano que não passamos juntos, assim como o natal, apesar de não ligar nenhuma importância a esta quadra festiva, faz-me falta a tua presença. Foram 52 anos de alegrias, tristezas, mas superámos sempre juntos todas essas ondas negativas.

O nosso Réveillon, meu e da Vera, vai ser: de tarde fazer umas rabanadas, aletria doce, já comprámos um Bolo-Rei pequenino e à meia-noite vamos para a janela ver o fogo de artifício no Tejo, vou tentar fazer um vídeo disso e depois vamos lamber os doces e beber um Porto. Já não te posso desejar um Bom Ano Novo e dar-te um beijo mas espero que onde quer que estejas, tenhas toda a Paz do Universo. Até um dia, querida.

 

308: 24.Dez.2018

Véspera de Natal. Já lá vão os anos em que passávamos em Família, com alegria. As filhas, as netas, a entrega dos brinquedos à meia-noite, depois da vinda do Pai Natal…

Natal de 2012

Hoje, tudo isso não passa de uma Saudade imensa, uma dor muito profunda, uma recordação que nunca se apagará. Com algumas dificuldades mas éramos felizes porque estávamos juntos.

Hoje, não por ser véspera de Natal, mas porque é às segundas-feiras que fazemos a nossa visita à tua campa, comprámos-te um lindo raminho de flores. As da semana passada estavam quase todas boas, apenas se tiraram uns ramos mais secos. E fiz-te um slideshow para ficar mais bonito.

Ah! E a campa, finalmente, foi arranjada com a adição de novo cascalho ou lá como chamam à cobertura por cima da terra. Mas mesmo assim, a Vera ainda teve de arrastar o cascalho para o fim da campa porque apenas estava coberta dois terços… O restante terço ou o cascalho não chegou ou nem se dignaram acabar o trabalho.

Logo à noite, enquanto uns confraternizam com a família e os amigos deles, eu e a Vera vamos comer uns lombos de bacalhau com grão (rão, como tu dizias em pequena), batatas e legumes. Vou fazer umas rabanadas e não apanho um pifo porque tenho de vigiar os níveis de glicémia da Vera.

Amanhã, será outro dia, igual aos 365/366 dias do ano e a vida continuará até que se apague a chama.

 

306: 17.Dez.2018

Hoje, vou começar pela parte mais triste e negativa, ou seja, depois de ter sido confirmado pelo responsável que arranjou a campa da Tina, que a gravilha já estava instalada sobre a terra, dado que esta abateu e tiveram de colocar terra nova para nivelar a parte de cima da campa, na visita semanal que hoje fizemos, reparámos que estava tudo na mesma como desde há 3 ou 4 semanas semanas atrás. A imagem dá para ver o estado lastimável da campa, parecendo mais que abandonada se não fossem as flores que colocamos na jarra…

Depois, vem a parte menos triste que foi a Vera arranjar as flores, colocando água na jarra, tirando as que já estavam murchas, da semana passada e pondo o raminho que hoje comprámos na florista em frente ao cemitério. Pensamos na próxima segunda-feira, dia 24, irmos à visita semanal, se o tempo o permitir, não pela data que é, mas pelo amor que temos por ti e pelas enorme saudades que deixaste nos nossos corações.

 

305: 10.Dez.2018

Visita de hoje à campa da nossa querida Tina, com a superfície da mesma numa autêntica lástima por desleixo de quem ficou de tratar da sua manutenção. Feito o contacto, foi garantido que entretanto, depois da nossa saída do cemitério, a campa já tinha sido arranjada. Segundo informação de um funcionário camarário, a terra abateu com as chuvas e tiveram de repor terra, ficando sem cascalho. Espero que na próxima visita, já me sinta mais animado.

Memorial de Saudade

 

304: 28.Nov.2018

Hoje, foi dia de visita e já consegui deslocar-me dado que o tempo também o permitiu. A Vera comprou um raminho de flores na florista em frente ao cemitério e a campa continua uma autêntica miséria visual, dado que o sujeito que a arranjou, informou que tinha muito trabalho e não tinha tido tempo para deslocar-se à campa para repor o cascalho que até parece ter sido roubado dado que se fosse o vento ou a chuva, estaria espalhado à volta da campa, o que não aconteceu. Deve ter-se “evaporado”… A atitude desta gente que negoceia com a morte é toda a mesma, ou seja, na altura de oferecerem os seus serviços, são muito amáveis, com uma vózinha muito pesarosa e depois da instalação, de pago o trabalho… aguenta que quando tiver tempo, faço o resto…

A campa antes de se “evaporar” o cascalho:

A campa depois de se “evaporar” o cascalho (apenas terra e pedras):

 

303: 21.Nov.2018

Mais uma visita que falhei por causa do mau tempo, mas a Vera foi e levou um raminho de flores brancas. Tristeza ao deparar com a campa com a terra remexida, sem cascalho, não sei o que andaram por lá a fazer, francamente! Nem deixam descansar os mortos, caramba! Cambada de animais irracionais! As imagens mostram bem o estado da campa como a Vera a encontrou.

 

299: 05.Nov.2018

Hoje, faltei à visita semanal. Não tenho andado muito bem e o tempo de chuva não permite deslocações. Foi a Vera pelos dois e deixou um raminho de flores brancas.

 

297: 27.Out.2018

Dia de visita antecipado por vários motivos. Dia de Sol embora com forte ventania. Como tínhamos ido fazer a visita semanal na passada segunda-feira, a maioria das flores estavam boas e juntou-se estes quatro pés lindíssimos ao ramo.