104: 10.Out.2016

0-lutotransp200Hoje, enchi-me de “coragem” e fui visitar a campa de minha esposa com minha filha Vera, mas ainda não estou bem preparado para o acto. É doloroso, traz muitas recordações e pesar pela forma como ela partiu.

Agravado com o facto de da última vez em que coloquei um copo de zinco na campa para suportar as flores e hoje esse copo estava na campa ao lado mas vazio! Será que as pessoas deixaram de respeitar os vivos e ainda mais, os mortos?

copo_campa2

Será que já chegámos a este ponto de profanação de campas – para não dizer roubo -, mesmo de um artigo singelo, sem valor comercial? É o vale tudo minha gente? Porra, pá!

A campa ainda não foi arranjada porque não tenho orçamento para pagar € 450,00 e a família da Tina não ter avançado com nenhuma proposta para ajudar. Infelizmente…

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20.Mai.2017

20.Mai.2017

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18.Mai.2017

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Familiares não vão poder ser os cui…

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2 semanas agoFamiliares não vão poder ser os cui…

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75: 14.Set.2016

0-lutotransp200Hoje, sinto-me completamente desfeito! Pelas 04:00 horas da madrugada tive de chamar o INEM dado que não consegui reanimar a minha filha de um coma hipoglicémico (34) nem com a habitual papa de açúcar na bochecha.

Depois de mais de meia-hora e uma injecção intra-venosa de glucose, os técnicos do INEM saíram e um episódio completamente descabido e anormal decorreu.

Quando os técnicos do INEM iam a sair a porta, vi a minha filha atrás deles e pensei que ela tinha de ir ao hospital mas ela disse-me que ia apenas à ambulância para lhe tirarem a agulha que eles tinham aplicado nas costas da mão para lhe injectarem a glucose (!!!???!!!).

Das (muitas) vezes anteriores que este mesmo episódio aconteceu aqui em casa, NUNCA foi necessária esta deslocação dado que o enfermeiro que colocava a agulha, retirava-a depois. E o facto é que a minha filha tinha saído de um coma, completamente encharcada em suor (uma das reacções que costuma ter quando os valores descem a níveis muito baixos) e a noite estava fria! Para apanhar uma pneumonia não era preciso mais!

Ela desceu as escada, atravessou a rua a tremer dado que a ambulância estava estacionada do outro lado, e disse-me depois que tinha assinado um papel e tinha pedido que se despachassem a tirar-lhe a agulha da mão porque estava cheia de frio…

Das outras vezes, costuma aparecer primeiro a ambulância e depois um carro com um(a) médico(a) que verifica a situação, não sei se foi por não ter aparecido o segundo carro que ela teve de assinar o papel mas concordo que no estado em que ela se encontrava, foi COMPLETAMENTE IRRACIONAL, DESPROPOSITADO e INCONCEBÍVEL, a sua saída para a rua para fazer o que atrás mencionei!

Talvez por ter sido a primeira vez que esta situação aconteceu – a chamada do INEM a casa -, depois da morte de minha esposa que me deitou abaixo porque ainda não me encontro refeito do profundo golpe de separação e o meu estado psicológico abanou como um tsunami.

Quem pensa que também ser cuidador de um diabético é pera doce e não requer grandes entregas, está profundamente enganado porque tenho de levantar-me de noite para ver se ela se encontra bem.

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20.Mai.2017

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60: 23.Ago.2016

0-lutotransp200Foi recebido nesta data, o seguinte e-mail:

De: Lídia Martins <lidia.martins@omcne.pt> Enviado: ter 23/08/2016 20:19

Assunto: Queixa sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2016 / 8886 / N27394

Exmo. Senhor
Francisco dos Santos Gomes,

Encarrega-me o Senhor Presidente da Ordem dos Médicos, Prof. José Manuel Silva, de acusar a recepção das exposições de V. Exa., enviadas a 30 de Junho, 1 de Julho e 17 de Agosto de 2016, sobre o assunto supra indicado, lamentando o atraso da presente resposta, que se deveu ao periodo de férias em curso.

A Ordem dos Médicos, através dos seus Conselhos Disciplinares, actua como entidade disciplinadora do exercício da profissão médica, podendo sancionar disciplinarmente os seus associados por comportamentos que sejam técnica e/ou deontologicamente censuráveis. Nessa medida, procedeu-se ao envio da sua queixa para o Conselho Disciplinar Regional do Sul desta Ordem, cujas referências se indicam para eventuais contactos:

Morada: Av. Almirante Gago Coutinho n.º 151, 1749-084 LISBOA
Telef.: 215 917 506 – Fax: 215 917 589
E-mail: disciplinar@omsul.pt

Subscrevemos-nos com consideração, apresentando-lhe as nossas condolências.

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

Este e-mail reporta-se ao conteúdo inserido neste post:

http://inforgom.pt/diariocuidador/2016/08/17/17-ago-2016/

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46: 25.Jul.2016

0-lutotransp200Ao ponto a que chegou o Serviço Nacional de “Saúde” que até cobra taxas “moderadoras” a pensos de feridas infectadas. Deve ser para “moderar” as feridas infectadas e elas não proliferarem tanto como aconteceu com a Tina…

Fui hoje ao Centro de Saúde (USF St. Condestável) para uma consulta dado que apareceu-me uma irritação na pele e fui confrontado com um valor a pagar de DEZ EUROS, descontados 4 euros de dedução conforme circular da ACSS, relativos a PENSOS A LESÃO COM INFECÇÃO.

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TaxasModeradorasFeridas

Mantendo o que sempre afirmei desde o início do agravamento do estado geral da Tina, que NENHUM MÉDICO que a assistiu (dois médicos de família e dois psiquiatras), a quiseram internar a fim de evitar que ela chegasse ao lastimável e escandaloso estado a que chegou. Nem a um animal selvagem se trata desta maneira!

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39: 17.Jul.2016

Penso que estou a escrever um dos últimos capítulos da vida da Tina pois só um milagre poderá dar continuidade à sua vida.

Hoje, pela hora do almoço, demos a medicação à Tina, bem como o almoço, uma sopa de legumes mas que, apesar de muito triturada, devia ter uma folhinha de legume muito pequena que entupiu a sonda gástrica e nós não reparámos nisso.

Telefonámos ao INEM para relatar a situação e eles disseram que iriam mandar a ambulância e depois logo se via o que fazer.

Depois de verificada a situação pelos técnicos do INEM, informaram que tinham de levar a Tina para o hospital para trocarem a sonda.

Fomos para S. Francisco Xavier de seguida e estivemos à espera até às 20:30 horas para saber o resultado das análises, raios x e outros exames que entretanto lhe fizeram. Foi-nos então comunicado pelo médico que a Tina encontrava-se em falência respiratória e o seu tempo de vida estava em contagem decrescente.

Viemos para casa e estamos à espera do desfecho e da comunicação do hospital.

17.Jul.2016 – 21:52

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35: 13.Jul.2016

O dia de hoje foi calmo, a Tina comeu as suas refeições normalmente e a enfermeira do centro de saúde veio de manhã tirar-lhe o catéter da veia que os INCOMPETENTES da urgência do hospital de S. Francisco Xavier lhe deixaram quando veio para casa (pela segunda vez, note-se!).

A médica de família, segundo informação da enfermeira, já tinha conhecimento que a Tina tinha tido alta e do relatório aqui publicado, dado que o sistema permite essa troca de informações e acesso.

Ficam aqui mais umas imagens do estado debilitado da Tina.

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Entretanto e da Ordem dos Médicos, ainda não obtive qualquer resposta à reclamação que efectuei no passado dia 30.Jun.2016 e AQUI PUBLICADA.

No final do dia, houve uma altura em que a respiração da Tina era esquisita, não sei se era expectoração mas fica aqui o registo. Já devia estar a sofrer bastante!

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34: 12.Jul.2016

A Tina ontem teve uma noite calma e hoje de manhã, pelas 11:30 horas apareceram cá em casa as enfermeiras do Centro de Saúde (não estava à espera delas) para avaliarem o estado da Tina dado que ontem tinha uma ponta de febre e devido ao seu estado de desidratação, queriam chamar o INEM dado o estado dela mas eu perguntei se só agora é que “apareceu” essa urgência dado que ando há dois anos a dizer que o lugar da Tina era num hospital para acompanhamento, vigilância, tratamento e estabilização e então sim, depois viria para casa!

A médica, dra. Irene Martins, disse ontem para ela tomar um Ben-Uron de 1g para a febre e que fizesse nova medição à hora do jantar para depois poder avaliar a situação.

Depois de terem verificado o estado da Tina, as enfermeiras disseram que o melhor era mesmo chamar o INEM e levá-la para S. Francisco a fim de ser vista, hidratada e o mais que fosse necessário ao estado dela.

Depois de a Tina ter apenas pele e osso, úlceras por todo o corpo, alimentada a cremes de legumes, sumos de pêssego e de pêra e gelatina, as únicas formas de a podermos alimentar, SÓ AGORA É QUE ACORDARAM, PORRA???!!!

Vou agora, mais a Vera ao hospital para sabermos o que se passa.

(actualização às 01:03 horas de 13.Jul.2016)

A Tina deu entrada na urgência do Hospital S. Francisco Xavier, levada pelo INEM a pedido das enfermeiras do Centro de Saúde, às 13:40 horas. Chegámos ao hospital cerca das 16:30 horas porque disseram que ela iria fazer análises e não adiantava estar mais cedo.

Como já temos “experiência” destas andanças, esperei que a Vera chegasse do emprego, apanhámos um táxi e fomos para o hospital onde chegámos 15 minutos depois.

Começou neste preciso instante mais uma aventura naquela urgência (porque tivemos aventuras anteriores idênticas) e resumindo, para não ser muito chato, eram 17:15 horas quando deram um iogurte à Tina que estava desde o jantar de ontem sem alimentos e sem medicação. Estes “profissionais” da saúde são “excepcionais” no que toca a “qualidade” e “dedicação” à causa…

Espera pelo médico, eram mais ou menos 18:00 horas quando lhe deram uma sopa e uma pêra (penso que cozida). A Vera esteve a dar-lhe o comer (os empregados não se podem cansar muito), a Tina desde que entrou até que saiu esteve sempre aos gritos de ó da guarda, quem me acode e não houve uma santa alminha (enfermeiro, no mínimo) que lhe desse um comprimido calmante para ela não ficar tão agitada. O excelente serviço de saúde que este hospital possui em ordem a quem tem a desgraça de lá cair…

A alta foi dada às 20:19 horas mas não sem antes ter ido falar com a médica que a assistiu e lhe ter explicado o historial da Tina e o porquê dela ter sido levada para a urgência por indicação da dra. Irene Martins, médica de família, e então a estória resumiu-se assim:

01.- Feitas as análises, estavam todas sem problemas;
02.- A Tina, ao contrário do que afirmaram a médica de família e as enfermeiras que vêm a casa tratar dos pensos e limpar as úlceras, que estava desidratada, afinal não estava desidratada de acordo com o parecer da dra. Paula Magro, médica que a assistiu;
03.- Pela área da demência, ela não podia fazer nada porque não era área daquele hospital mas iria reforçar uma análise à urina para ver se existia alguma infecção que a levasse a ter tido febre, conforme tirada pela médica de família, ontem, segunda-feira e depois hoje pelas enfermeiras;
04.- Executada a análise, não deu indício de infecção, por isso a Tina teria de ter alta porque não existiam motivos para o internamento, aliás, esta estória de recusa de internamento já vem de há dois anos atrás. Penso que actualmente os hospitais servem apenas para tirar unhas encravadas, dar cabelo a carecas, colocar bandas gástricas para os gordos ficarem mais elegantes, fazer implantes de silicone para as mamas ficarem mais firmes e tratar dos desastres que vão acontecendo no dia-a-dia.

Mas fora toda esta panóplia de extravagâncias – afinal a Tina, ao contrário do que vimos e assistimos no dia-a-dia -, está de boa saúde e apta para fazer a lida da casa. Amanhã já a vou por de faxina à cozinha porque ela o que tem é ronha.

O relatório da médica do hospital é que parece um capítulo de um filme de Drácula ou Frankenstein, mas eu vou traduzir o que está escrito nesse relatório:

Estado Clínico da Doente:
– Desconhecem-se AP ou MA (para mim, é chinês);
– Registo HCIS 12/2014: # AP-asma brônquica, Hipotiroidismo, HTA arritmia cardíaca, Demência e *Psicose (seguida de consulta de Psiquiatra HEM (hospital Egas Moniz), invisual por cataratas que não foram operadas (não foram porque a Tina não pode receber qualquer tipo de anestesia sob perigo de vida).
– Medicação habitual (segundo PDS): (note: esta é uma completa anedota e apenas demonstra a extrema “competência” destes médicozinhos de família que devem ter sacado os seus cursos de Medicina na Faculdade da Trafaria ou do Caneiro de Alcântara (excelentes instituições académicas): Oxazepan (Serenal)50 mg; Cilazapril+Hidroclorotiazida 5mg+12,5mg (este medicamento sou eu que o tomo para o controlo da hipertensão arterial e não a Tina); Bisoprolol 5 mg (este é outro medicamento que eu tomo para o mesmo efeito do anterior e não a Tina); Zotepina 25 mg (deixou de tomar há um ano ou mais); Quetiapina 100 mg e Memantina 20 mg. Já agora faltou mencionar (nem sei porquê) os seguintes: Filotempo (pneumologia, para a D.P.O.C.); Spiriva aerossol (para a DPOC), Seretaide aerossol (para a DPOC) e Tyrax para a tiróide. Mas continuando o relatório médico porque estes apartes são de minha autoria.
– Doente no domicílio, trazida pelos bombeiros (falso porque a Tina foi levada pelos técnicos do INEM e não pelos bombeiros), por quadro febril. Úlceras de pressão trocanter direito e região sagrada com sinais inflamatórios (a região sagrada, para quem não sabe e/ou tirou Medicina, é a área antes do ânus, no final das costas, por isso é que é sagrada).
– Observação (atenção a este razoado de males (que não devem ser tão males assim): Úlcera trocantera à direita, GIV com EXPOSIÇÃO ÓSSEA. Tecido desvitalizado no fundo, CHEIRO FÉTIDO, com bordos com tecido viável.
Úlcera sagrada extensa com CONTAMINAÇÃO DE FEZES, GIV com abundante tecido desvitalizado e sinais INFLAMATÓRIOS CIRCUNDANTES, CHEIRO FÉTIDO. (desconhecia, por completo, que as úlceras também eram sagradas, mas enfim, quem sou eu para desdizer um médico que até fez o juramento de Hipócrates quando terminou o curso de Medicina?).

Pedido de observação por Cirurgia Plástica:
Doente não fornece história, segundo registos anteriores com síndrome demencial.
Aparentemente não deambula (se está paralisada dos membros inferiores, como pode deambular? Nem sonambular…!), posição viciosa das articulações com flexão dos joelhos e cotovelos.
Trazida pelos Bombeiros – irra que já é abuso tirar o mérito aos técnicos do INEM – (reside em casa com o marido) – falta a filha desde que nasceu há 50 anos… – por febre.
Úlcera de pressão grau IV trocantérica direita (uma, chama troncantera, outro, chama trocantérica), com fundo de TECIDO NECROSADO E EXPOSIÇÃO ÓSSEA. Úlcera de pressão grau IV sagrada, com fundo de tecido NECROSADO E EXPOSIÇÃO ÓSSEA.
Dado o estado geral da doente, potencial de reabilitação e aparente infecção das úlceras descritas, não apresenta de momento indicação para procedimentos de cariz reconstrutivo.

E para concluir o relatório:
UII sem sinais de infecção
Tem ALTA mantendo o seguimento das úlceras de pressão em cuidados domiciliários.

Por aqui estamos conversados mas… mas…

Pela SEGUNDA VEZ neste mesmo hospital, chamado de São Francisco Xavier, a Tina quando chegou a casa, verifiquei que trazia o catéter espetado na veia, usado para as análises, além de equimoses nas duas mãos e na garganta (ver imagens)!

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Mas a aventura de hoje ainda não tinha terminado… O melhor veio depois, ou seja, o transporte para casa teria de ser feito pelos Bombeiros dado que a Tina só podia vir de maca. A Vera tinha uma colega cujo marido é dos bombeiros do Dafundo e pediu-lhe se eles podiam vir buscar a Tina já que ela tinha tido alta hospitalar. Ok, ficou acordado só que eles chegaram pelas 00.10 horas de dia 13, ou seja, estivemos mais de 4 horas à espera do retorno a casa com a Tina aos gritos de ó da guarda quem me acode até que, na mudança de turno, apareceu uma enfermeira que lhe deu um comprimido para a acalmar, mas não surtiu efeito porque veio todo o caminho na ambulância a gritar ó da guarda, quem me acode e a cuspir (puseram-lhe uma máscara no hospital).

À hora que estou a fazer o meu relatório da aventura de hoje, uma coisa é certa: a Tina NUNCA MAIS VAI PARA O HOSPITAL e se tiver de morrer infectada, desidratada e o raio que os parta a todos, morrerá em casa onde tem, 24 horas por dia, quem cuide dela, lhe dê atenção, amor e carinho e a ajude a passar, com um mínimo de dignidade e muito afecto, os últimos tempos que lhe restam de vida!

Porque enquanto estava à espera do resultado das análises, atiraram-na para um corredor, amarrada pelos pulsos como se fosse um animal selvagem perigoso e não um ser humano!

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30: 07.Jul.2016

Ontem, não contei um episódio que considero bem caricato, estilo à la Relvas (o ex-ministro “doutor” – que já não é – da P(M)aFiosa ex-coligação da caranguejola de má memória) mas vou mencioná-lo agora.

Quando a enfermeira ontem entrou para fazer o tratamento à Tina, apresentou a ajudante e uma tal de dra. Cátia, (Dietética e Nutrição) que as acompanhava. Quando olhei para a moça, pensava ter na minha frente a minha neta de 16 anos, tal a aparência juvenil da personagem (até se pode considerar um elogio…!).

Fui informado que a “dra.” Cátia vinha fazer um inquérito sobre o estado da Tina, incidindo sobre a sua alimentação, problemas económicos com a aquisição de alimentos, dificuldades, etc., etc., etc..

Lá fui respondendo e, quando o tratamento terminou e foram-se embora, estive a ler uma folha que resumia essa visita, a sua finalidade e os fins a que se destinavam. Ora, a “dra.” Cátia, é uma Estudante Finalista da Licenciatura em Dietética e Nutrição, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa…

Ou seja, chamar “dra.” a uma estudante finalista de uma licenciatura, não sei se é o mais apropriado e lembrei-me logo do Relvas, o tal que não sendo ainda licenciado (andava à pesca de equivalências onde até entrava um Rancho Folclórico), já inaugurava locais com placas mencionando Dr. Miguel Relvas.

A mesquinhez tuga chega a um ponto que é simplesmente execrável! Por esta mesmíssima ordem de ideias e dados os exemplos anteriores, dada a minha enorme experiência e vivência e em ordem às equivalências em várias áreas profissionais, de lazer, de cultura, de comunicação, técnicas, de gestão administrativa e financeira e muitas outras (nunca estive ligado a um Rancho Folclórico mas fui músico/cantor durante 50 anos – comecei aos 10 anos a pisar palcos -, penso que tinha direito a um título académico de Professor Catedrático… Mas adiante, que para anedota já chega a minha vida…

A Tina ontem esteve novamente muito agitada e com 3 doses de Quetiapina não acalmava. Pensei que seria mais uma noite em branco, mas depois de ter tomado o Serenal, lá conseguiu acalmar e foi uma directa até hoje às 14:00 horas, altura em que fui acordá-la para o almoço.

Acordou serena, comeu, bebeu e tomou os medicamentos sem qualquer problema o que já não foi nada mau. Nesta situação, até parece que me saiu a lotaria…

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Familiares não vão poder ser os cuidadores dos deficientes
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25: 01.Jul.2016

05:00 horas da madrugada, dado o cansaço, falhei a primeira ronda da noite que deveria ter sido por volta das 03:00 horas, mas às 05:00 fui ver a Vera e vi que não estava bem (de novo). Tirei-lhe os valores e estava com 45. Acordei-a com muita dificuldade e consegui dar-lhe uma pastilha de GlucoTabs e a CocaCola. Ao fim de um quarto de hora conseguiu normalizar e deitou-se de novo.

Entretanto, a Tina esteve toda a noite muito agitada, acordada e a falar (não se percebe o que diz) apesar de ter tomado o Serenal como habitualmente. Tive de lhe dar meio comprimido de Quetiapina 100mg e por volta das 05:30 conseguiu acalmar.

Entretanto, tive de chamar a Vera dado que sou o despertador dela uma vez que é a única forma de ela acordar.

Também e devido ao cansaço, deixei-me adormecer e nem ouvi o despertador às 08:50 horas, altura em que me levanto quando vêm cá as enfermeiras para fazer o tratamento à Tina. Acordei eram 09:20 horas meio zaranza mas por sorte elas ainda não tinham batido à porta. Chegaram pelas 09:45 horas… Sorte a minha… Ficam aqui algumas imagens da sessão de hoje.

Entretanto, ficam aqui imagens do estado em que a Tina se encontra e quem quiser que tire as devidas conclusões. Estas imagens foram tiradas ontem à noite quando eu e a Vera estávamos a fazer-lhe a cama.

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Acham que uma pessoa, um SER HUMANO, neste estado de degradação absoluta, deve estar em casa sem o mínimo de cuidados que um hospital pode fornecer? Fica a pergunta.

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20: 27.Jun.2016

A manhã começou agitada logo às 07:00 horas, altura em que eu e a Vera fomos fazer a higiene à Tina dado que a enfermeira vem hoje mudar os pensos e fazer os tratamentos.

Tive de lhe dar meio Quetiapina 100mg dado que a Tina não queria tomar o antibiótico das 08:00 horas e já está sendo muito difícil dar-lhe a refeição, mesmo em papa, dado que ela cospe, fecha a boca e diz que não quer.

E é assim que se cuidam doentes com este tipo de patologias, entregues aos familiares que, cada dia que passa, mais desgastados estão e com agravantes nos seus estados de saúde.

Como se isto não bastasse, ou no andar de cima ou no prédio ao lado, desde a semana passada que andam a fazer obras (penso eu) porque ouve-se o barulho do berbequim a furar a parede e o martelo a bater, causando ainda mais desassossego e agitação na Tina.

Hoje, telefonei para a esquadra de Campo de Ourique e perguntei, se nestas condições, o ruído é autorizado. Resposta do polícia que me atendeu: as obras não podem ser proibidas porque têm de ser feitas desde que em horário diurno. Perguntei-lhe se mesmo com dolo do doente existe autorização. Repetiu o mesmo que me tinha dito anteriormente. E pronto é a merda de País em que vivemos, gerido por uma cáfila desclassificada. E como disse o outro, ai aguentamos, aguentamos… Não sei é até quando…

Fica aqui uma “amostra” muito ténue do ruído que pode ser feito, mesmo com pessoas acamadas e com graves problemas de saúde, porque estão a ser feitas obras no horário diurno! FODA-SE! Estes gajos deviam ter, na casa deles, o mesmo que eu tenho na minha!

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20.Mai.2017

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