143: Cidade japonesa cria adesivo com código QR para idosos com Alzheimer

Selo para colar na unha carrega identidade e informações para contacto

Adesivo é à prova d’água e se mantém colado por cerca de duas semanas – TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

RIO — Um dos maiores problemas enfrentados por idosos com demência é o risco de se perderem. Por causa dos distúrbios na memória, não são raros os casos de pessoas que saem de casa e não conseguem mais voltar. Para contornar essa questão, uma cidade japonesa, nos arredores de Tóquio, está distribuindo pequenos adesivos com um código QR, com informações sobre esses pacientes.

O serviço foi desenvolvido na cidade de Iruma e lançado este mês, de forma gratuita. As pessoas consideradas sob risco de se perderem recebem pequenos adesivos com um código QR para serem colados em uma das unhas dos dedos da mão. Medindo apenas 1 centímetro quadrado, os adesivos carregam o endereço, o número de telefone de algum parente e um número de identificação único.

De acordo com o escritório de bem-estar social de Iruma, a iniciativa foi lançada para facilitar o reencontro de idosos com a família, caso eles se percam. O adesivo é à prova de água e fica colado por cerca de duas semanas.

Informações para contacto com a família podem ser acedidas com um smartphone – TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

Com a tecnologia, policiais podem obter detalhes sobre a pessoas de forma simples, apenas escaneando o código QR com um smartphone. Por ficar colado em uma das unhas, o adesivo é discreto e está sempre com o idoso.

— Já existem identificadores para roupas e calçados, mas os pacientes com demência nem sempre estão vestindo esses itens — disse um oficial, à agência AFP.

O Globo
por O GLOBO
09/12/2016 9:56 / Actualizado 09/12/2016 11:47

24.Jun.2017

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136: Cientista afirma que a morte não existe como achamos

© Fornecido por New adVentures, Lda.
© Fornecido por New adVentures, Lda.

Cientistas e religiosos têm refletido sobre o que acontece após a morte. Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Há também uma possibilidade de que não existe tal coisa como geralmente definimos como a morte. Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos, pois nossa energia pode transcender de um mundo para outro.

Segundo o site TN Online, focado nesse contexto, o cientista norte- americano Robert Lanza, teórico e autor da obra “O biocentrismo – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo”, assegurou de forma reiterada em recente palestra que tem provas definitivas para confirmar que a vida após a morte existe e que de fato a morte, por sua vez, não existe da maneira como a percebemos.

Depois da morte de seu velho amigo Michele Besso, Albert Einstein afirmou: “Agora Besso se foi deste estranho mundo um pouco adiante de mim. Isso não significa nada. Gente como nós […] sabe que a distinção entre o passado, o presente e o futuro é só uma ilusão obstinadamente persistente.”

E há cientistas que são taxativos ao dizer que novas evidências nesse sentido continuam sugerindo que Einstein estava com a razão ao dizer que a morte não é mais do que uma mera ilusão.

O cientista norte- americano Robert Lanza detalhou que o biocentrismo é similar à ideia de universos paralelos, a hipótese formulada por físicos teóricos conforme a qual há um número infinito de universos e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum deles. A morte não existe em nenhum sentido real nestes cenários. Existem todos os universos possíveis simultaneamente, independentemente do que ocorre em qualquer deles.

MSN Notícias
02/12/2016

129: Número de novos casos de demência está a diminuir

Regularmente aos sábados Margarida Monteiro almoça com a mãe, Maria Monteiro, 85 anos, que tem Alzheimer há cinco. “Estava repetitiva e algumas histórias não batiam certo. Foi ao neurologista e iniciou o tratamento para a doença." Margarida acredita que a vida ativa da mãe contribuiu para que os sinais não fossem tão evidentes. “Tinha o vício das palavras cruzadas e lia muito. Era uma pessoa muito ativa socialmente. Tenho a certeza que teve influência”.
Regularmente aos sábados Margarida Monteiro almoça com a mãe, Maria Monteiro, 85 anos, que tem Alzheimer há cinco. “Estava repetitiva e algumas histórias não batiam certo. Foi ao neurologista e iniciou o tratamento para a doença.” Margarida acredita que a vida ativa da mãe contribuiu para que os sinais não fossem tão evidentes. “Tinha o vício das palavras cruzadas e lia muito. Era uma pessoa muito ativa socialmente. Tenho a certeza que teve influência”.

Mais escolaridade e maior controlo dos riscos cardiovasculares ajudam a evitar doença. Portugal pode acompanhar tendência

Os novos casos de demência estão a diminuir. É esta a conclusão de um estudo realizado nos Estados Unidos que analisou mais de 21 mil pessoas em dois momentos: 2000 e 2012 e que revelaram que a taxa de incidência passou de 11,6% para 8,8%.Os dados vão ao encontro de outros estudos feitos na Europa, nomeadamente Reino Unido, que mostraram a mesma tendência.

Um sinal positivo que contraria as estimativas há muito traçadas: que as demências iriam aumentar muito com o envelhecimento da população. Mais educação e menos riscos cardiovasculares são fatores apontados como fundamentais na mudança desta equação. Portugal também pode acompanhar a tendência se continuar a apostar em políticas de saúde pública e com o aumento da escolaridade, dizem os especialistas contactos pelo DN.

O estudo norte-americano, publicado no jornal JAMA Internal Medicine, avaliou pessoas a partir dos 65 anos. A maior percentagem de casos de demência – onde a idade é um dos principais fatores de risco – foram detetados em pessoas acima dos 85 anos. Ao mesmo tempo o trabalho mostrou que o nível de escolaridade aumentou no mesmo período (cerca de um ano), sugerindo que os níveis de educação e culturais podem ser protetores e retardar o surgimento e evolução da doença. Mas este pode não ser o único fator importante, ainda que não tenha sido possível estabelecer uma relação direta: a diminuição dos riscos cardiovasculares também podem ter um peso importante. Embora o estudo revele que existem mais pessoas com diabetes e hipertensão, o diagnóstico precoce e o acesso a medicação correta estar a atenuar esse efeito.

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“Existem seis estudos que apontam para a redução da incidência. Pensa-se que na causa destes resultados podem estar o maior controlo do risco cardiovascular e a chamada reserva cognitiva. A escolaridade é um indicador importante. Mas é importante perceber que estes resultados não são consensuais e dizer que há uma redução da taxa de incidência (novos casos) não é o mesmo que dizer que haja uma redução da prevalência (casos totais)” afirma ao DN Isabel Santana, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade de de Coimbra.

A neurologista explica que há uma relação entre a doença e a idade. Com a redução dos riscos cardiovasculares, as pessoas vão viver mais anos e dessa forma aumenta o número de pessoas que poderão desenvolver a doença. “Mas os resultados do estudo são uma boa novidade. É sinal que estas doenças são preveníveis. Até hoje não tinha havido uma medida de prevenção eficaz”, diz Isabel Santana.

Poderemos esperar o mesmo em Portugal? “Não existem estudos nacionais, mas podemos dizer que as taxas de prevalência dos vários países são sobreponíveis. Em principio seguiremos o mesmo padrão. Existem vários planos estratégicos para controlo de fatores de risco e houve uma revolução cultural enorme nos últimos anos com o aumento dos anos de escolaridade”, aponta.

António Leuschner, presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, reforça a ideia: “Esta é uma tendência que se apurou nos últimos três a cinco anos, contrariando as muitas previsões que com o envelhecimento populacional muito acentuado haveria um aumento da incidência. Isto quererá dizer que haverá menos novos casos”, refere o psiquiatra, salientando que “o risco de demência é menor quanto maior é o nível de literacia e o nível de escolaridade atingido”. Quanto a Portugal, “se o nível de acesso aos cuidados for bom, se comermos melhor, se reduzirmos o consumo de álcool e tabaco, com o nível de escolaridade é razoável esperar que a população que terá 65 anos daqui a 15 anos tenha níveis de literacia superiores e condições melhores. Mas se essas condições não existirem, não podemos esperar milagres. É fundamental que não se pare o processo para não se andar para trás”, alerta.

Vítor Oliveira, presidente do Congresso de Neurologia, que decorre entre hoje e sábado em Lisboa, lembra que “quanto mais próximos estivermos dos países desenvolvidos, maior semelhança teremos com eles”. Mas há um grande desafio que Portugal tem de ultrapassar e pode ter peso nos resultados: “O grande drama é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que ainda é a primeira causa de morte em Portugal enquanto que na média europeia e nos EUA está em terceiro lugar. Um quarto das demências são vasculares e o AVC é uma das causas. Há margem para tratar melhor e a prevenção é importante: mais exercício, redução do consumo de sal, da diabetes, menos sedentarismo e apostar num envelhecimento activo”.

Jornal Diário de Notícias
23 DE NOVEMBRO DE 2016
00:30
Ana Maia

24.Jun.2017

24.Jun.2017

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Sobrecarga dos cuidadores é equivalente ao ‘burnout’ dos médicos e enfermeiros – especialista

O presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos defendeu hoje que a sobrecarga dos cuidadores informais de doentes “é equivalente” ao ‘burnout’ dos médicos e enfermeiros e advertiu que aqueles não podem substituir os profissionais de saúde.

“É muito fácil tirar os doentes do hospital e entregá-los à família, mas é preciso ter atenção ao impacto que isto gera nas famílias”, disse Manuel Luís Capelas à agência Lusa, na véspera de se assinalar o Dia do Cuidador.

Apesar de ser “um dos grandes defensores” da ideia de cuidar dos doentes em casa, Manuel Capelas disse que para isso acontecer têm de estar reunidas as “condições adequadas”.

Destak/Lusa
destak@destak.pt
04 | 11 | 2016 07.30H

Olha a grande novidade…!!!

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24.Jun.2017

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Médicos denunciam “imoral pressão” para não passar exames

Gastrenterologia

O presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia denunciou uma “imoral pressão de índole económica” sobre os médicos de medicina geral e familiar para que estes sejam “restritivos na solicitação dos exames necessários, nomeadamente colonoscopias”.

A propósito do Dia Europeu de Luta Contra o Cancro do Cólon, que se assinala quinta-feira, José Cotter alertou para o facto de estas “restrições” trazerem “consequências graves para os cidadãos, uma vez que não permitem o diagnóstico atempado da doença”.

Estas restrições “também se podem virar contra os próprios profissionais de saúde por razões de responsabilidade médico-legal”, acrescentou.

“A prevenção do cancro do intestino tem uma grande vantagem sobre os demais cancros, que se relaciona com o facto de através de uma colonoscopia ser possível detectar as lesões pré-malignas (pólipos) e removê-las num mesmo tempo, obtendo a cura”, disse.

De acordo com o gastrenterologista, tal “impede o desenvolvimento dessas mesmas lesões até à fase do cancro, com subsequente necessidade de cirurgia e outros tratamentos (quimioterapia e radioterapia, mais frequentemente)”.

Para a efeméride, o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) gostaria de passar a mensagem de que “a prevenção do cancro do cólon é possível e tremendamente eficaz, desde que o cidadão adira ao que está recomendado”.

Em Portugal, o cancro do cólon e do recto é o que mais mortalidade provoca em Portugal. Só em 2014, houve sete mil casos da doença, com a mortalidade a cinco anos a ser de 50%.

Para José Cotter, estes números devem-se “à falta de prática de um quotidiano sadio, com combate à obesidade, ao sedentarismo, ao tabagismo e em contraponto ao estimulo de uma alimentação saudável do tipo da dieta mediterrânica com privilegio das hortaliças, frutas, cereais, azeite, peixe e líquidos em abundância, associados a exercício físico regular”.

“Existe uma prevenção secundária deficiente com défice de cidadãos rastreados no momento certo. Torna-se necessário implementar um rastreio organizado, ainda que tenha de se criar uma linha de financiamento específica, que seria gratificantemente «amortizada» em vidas humanas, diminuição do absentismo, poupança com tratamentos e melhoria da qualidade de vida das populações”, prosseguiu.

Segundo José Cotter, “vários exames são possíveis de fazer, mas, com excepção da colonoscopia, todos se revelam muito insuficientes para a detecção das lesões pré-malignas atrás citadas”.

“E esse é o objectivo que deve ser perseguido. Porque detectar um cancro precoce, se bem que sendo melhor do que diagnosticá-lo em fase avançada, já vai implicar cirurgia e tratamentos muito onerosos, que condicionam muito a qualidade de vida e apenas permitem que esta doença tenha uma sobrevivência global aos cinco anos de cerca de 50%”, concluiu.

In Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/nacional/interior/medicos-denunciam-imoral-pressao-para-nao-passar-exames-5475400.html
02.11.2016

0-lutotransp200No caso da morte de minha esposa, quer médicos de família (foram dois), quer psiquiatras (foram dois), quer neurologista, NUNCA quiseram interná-la para observação, acompanhamento e tratamento das doenças que tinha e que redundaram em FALÊNCIA RESPIRATÓRIA devido a CHOQUE SÉPTICO por falta dessa mesma assistência e tratamentos. Um neuro-psiquiatra da Fundação Champalimaud na última e única consulta que teve antes de falecer, até chegou a dizer que não existem meios, nem recursos para este tipo de internamentos hospitalares, remetendo a situação para os privados. A “receita” deles era enviá-la para um Lar de Idosos, como se os lares de idosos tivessem capacidades técnicas para cuidar deste tipo de doentes… E mais, ainda minha esposa estava com a saúde “normal”, era habitual fazermos exames de rotina (check-ups) de 6 em 6 meses (bi-anual), mas a partir de uma certa altura o médico de família disse que não valia a pena e esses exames passariam a ser apenas uma vez por ano! Pena não ter dinheiro para processá-los criminalmente pela sua morte…

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24.Jun.2017

24.Jun.2017

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103: Petição em defesa do estatuto de cuidador entregue quarta-feira no Parlamento

No mesmo dia vai ser realizado um cordão humano de homenagem, às 13 horas, em Lisboa.

rr09102016

Um grupo de cuidadores vai ao Parlamento na quarta-feira à tarde entregar a petição que defende a criação do Estatuto do Cuidador informal de Doentes de Alzheimer e outras demências.

Mas antes, às 13 horas, vai ser organizado um cordão humano de homenagem aos doentes, cuidadores e ex-cuidadores, revelou à Renascença Sofia Figueiredo, uma das promotoras da petição.

Até agora já foram recolhidas quase 9400 assinaturas online mas também há que contar com as assinaturas tradicionais, em papel.

O objectivo da criação do Estatuto é o reconhecimento social e jurídico dos cuidadores informais, normalmente familiares. Pede também que essas pessoas tenham direito a redução do horário de trabalho em 50%, sem perda de vencimento, e benefícios fiscais, à semelhança do que já existe para as famílias que têm os seus doentes em lares.

Reforço do apoio a instituições para formação e aconselhamento de pessoas com demência ou cuidadores, direito a uma pensão de sobrevivência após a morte do doente e que o tempo enquanto cuidador conte para a reforma são algumas das medidas reivindicadas na petição.

Rádio Renascença
09 Out, 2016 – 19:05

Boa sorte para os que obtiverem frutos desta petição!

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24.Jun.2017

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101: A insustentável arrogância da Segurança Social

Vulneráveis

O certo é que continuamos a ter uma Segurança Social autocrática e feudal, que se comporta de forma absolutamente indigna e intolerável relativamente aos cidadãos que a ela têm de recorrer, e que precisamente são os mais fracos, os mais necessitados

tornado07102016

É um dado público e conhecido que entre 2009 e 2014 os rendimentos dos portugueses tiveram uma quebra média de 11%, 1/3 dos trabalhadores recebia em 2014 menos de 700€ por mês e que 1/3 da população portuguesa esteve em situação de pobreza pelo menos durante um ano, sendo as crianças as principais vítimas dessa hecatombe.

Não obstante tudo isto, as medidas legislativas da “austeridade” fizeram com que, precisamente na mesma altura, o número de beneficiários do abono de família, do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção fosse drasticamente reduzido, sucedendo, por exemplo, que metade dos cerca de 400 mil beneficiários (em 2009) do RSI já tivesse sido, em 2014, excluído dessa prestação social!

Ora, não obstante este quadro terrível de pobreza social e a proclamação formal (inclusive na Constituição – artigo 63º) de um sistema de segurança social destinado precisamente a proteger “os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência”, o certo é que continuamos a ter uma Segurança Social autocrática e feudal, que se comporta de forma absolutamente indigna e intolerável relativamente aos cidadãos que a ela têm de recorrer, e que precisamente são os mais fracos, os mais necessitados e os mais vulneráveis.

É certo que a recente Lei nº. 34/2006, de 24 de Agosto, terminou com a humilhante obrigação de apresentação quinzenal dos desempregados. Mas nem por isso os cidadãos com direito ao subsídio de desemprego, ou a outros subsídios, deixaram de ser tratados como cidadãos “de segunda”.

São as filas enormes, formadas muitas vezes de madrugada, à porta dos serviços para conseguir uma das mais que insuficientes senhas de atendimento. É a permanente tentativa de encontrar um qualquer subterfúgio para a denegação do direito e que passa, não raras vezes, pela recusa do recebimento da documentação sob o pretexto de que falta este ou aquele papel. É o total desrespeito pelo essencial direito dos cidadãos à informação sobre o andamento dos procedimentos de que são parte directa e interessada ou sobre a razão de ser desta ou daquela decisão, não se dignando explicar minimamente o que afinal se passa.

É o truque – pois que de truque se passa – de aniquilar o basilar direito de audiência prévia do interessado enviando “notificações” por via postal simples, sem data nem carimbo dos Correios, mas efectivamente remetidas vários dias depois da data colocada no ofício, fazendo assim com que, quando estas chegam ao destinatário, o curto prazo para o cidadão se pronunciar ou juntar o documento em falta já tenha entretanto decorrido e contando com que inúmeros elementos do povo desconheçam que tais “notificações” são completamente ilegais e, mesmo que o saibam, não tenham disponibilidade física, material ou emocional para reagir perante tal golpe.

Quando um trabalhador é despedido sob a alegação de uma justa causa inexistente ou se vê forçado a resolver o seu contrato de trabalho com justa causa, a lei [1] é bem explícita ao estabelecer que tal desemprego é considerado involuntário e confere direito ao recebimento do respectivo subsídio desde que o trabalhador faça prova de que já intentou em Tribunal a acção respectiva. E, todavia, todos os dias são enviados a trabalhadores desempregados nessas circunstâncias ameaçadores ofícios da Segurança Social apontando logo para o indeferimento por o mesmo desemprego não ser considerado… involuntário!?

A lei [2] também determina que quando o trabalhador é ilegalmente despedido e ganha a acção, tem direito às remunerações intercalares entre a data do despedimento e a data da decisão definitiva, pagando o patrão os primeiros 12 meses e tendo “a entidade competente da área da segurança social” de pagar, “até 30 dias após o trânsito em julgado da decisão que declarou a ilicitude do despedimento” as retribuições intercalares dos meses seguintes. Mas a Segurança Social, em alguns casos há mais de um ano, pura e simplesmente não paga!

Tudo isto porque, perante uma actuação ou uma decisão ilegais como são todas estas, entre muitas outras, e face à completa ineficácia de quaisquer outros meios (dos graciosos e hierárquicos às reclamações para a tutela, passando pelos pedidos de intervenção do Provedor de Justiça), o único caminho que, em abstracto, resta é o recurso a uma via tão cara e inacessível quanto ineficaz, por serem um autêntico “poço sem fundo”, como é a dos Tribunais Administrativos e Fiscais.

E assim, ciente da impossibilidade de defesa, em tempo útil e de forma efectiva e eficaz, dos direitos dos cidadãos, a Segurança Social comporta-se perante estes como se de escravos se tratassem.

Há que pôr fim a esta indignidade! Mas duas perguntas se impõem: Porque é que este governo, agindo como o anterior, não toma uma única medida para modificar este estado de coisas? Não será porque é bem mais fácil tratar mal uma viúva, um desempregado ou um idoso pobre do que ir cobrar aos patrões os cerca de 10 mil milhões de euros que têm de dívidas à Segurança Social?…

[1] Cf. artº 9º do Decreto-lei nº 220/06
[2] Cf. artº 98º-N do Código de Processo do Trabalho

Tornado
Texto: António Garcia Pereira
7 Outubro, 2016

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... para aprenderem a ser Homens com H muito grande, pois a maioria que não foi à tropa ou não fez a guerra do Ultramar, arriscando a vida vinte e quatro horas por dia, com esposa e filha(o)…
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12.Jun.2017

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Faz hoje, dia 12 de Junho de 2017, 53 anos que começámos a namorar. Foi no baile dos Santos Populares do Mercado de Algés, estava eu a actuar como vocalista do Conjunto Nice 64 e não resististe à minh…
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100: 07.Out.2016

Cuidadores informais de doentes vão ser compensados a partir de 2018

Os cuidadores informais de doentes vão ser, a partir de 2018, compensados com apoios que ainda não estão definidos, mas que poderão passar por regalias sociais, fiscais ou mesmo financeiras, anunciou o secretário de Estado de Saúde.

nm07102016

Manuel Delgado falava à agência Lusa no final da sessão de abertura da conferência que assinala o 60º aniversário da Unidade de Cuidados Domiciliários (UCD) do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Segundo Manuel Delgado, este governo está a trabalhar para criar “condições de apoio extraordinário” a estes cuidadores informais que recompense a opção que tomaram de abdicar da sua vida profissional pela compaixão pelos seus.

“Numa sociedade em que a maior parte das pessoas trabalha, como podemos resolver o problema dos que querem acompanhar os seus, mas não o conseguem fazer sem prejudicar a sua vida profissional e até económica?”, questionou.

O secretário de Estado da Saúde adiantou que no Orçamento do Estado para 2018 já deverá estar contemplado esse apoio aos cuidadores informais, o qual está ainda a ser desenhado.

“A compensação ainda não está definida. Pode ser remuneratória ou na forma de regalias sociais e fiscais ou no emprego”, adiantou.

Manuel Delgado sublinhou que este tipo de cuidados, além de permitir a continuidade do apoio destes doentes por quem está mais próximo, alivia as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O governante defendeu ainda que as mudanças na sociedade portuguesa obrigam a uma reelaboração do sistema de saúde, no qual os cuidados domiciliários deverão ter um papel cada vez maior e em áreas como situações agudas, que assim são tratadas sem internamento.

“Temos de ter os doentes sinalizados nos seus domicílios e estes serem o local de trabalho das equipas”, adiantou.

Notícias ao Minuto
07/10/2016
POR Lusa

0-lutotransp200Quando necessitei de ajuda, de apoio, fosse ele qual fosse, a resposta foi sempre: PAGA SE QUERES! Minha esposa faleceu não da doença de Alzheimer mas da incúria, incompetência, desleixo, desumanidade de quem a seguia medicamente e da COMPLETA FALTA DE APOIO das instituições agregadas ou não ao Serviço Nacional de “Saúde”. Morreu com FALÊNCIA RESPIRATÓRIA devido a CHOQUE SÉPTICO por falta dessa mesma assistência e por teimarem em não a quererem internar (médico de família e psiquiatra) mas quererem enviá-la para um Lar de Idosos a que eu sempre chamei de Depósito de Velhos. Os que beneficiarem, no futuro, deste apoio, não sabem por que passaram os que NUNCA tiveram qualquer apoio. Fotografias chocantes do estado a que minha esposa chegou já no final da sua existência:

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Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas. 3 dias depois falecia…

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24.Jun.2017

24.Jun.2017

17 horas ago cuidador cuidador
Dia de visita à campa da nossa querida Tina. As flores da semana passada ainda estavam boas, mas com…
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18.JUL-2016 - 18.JUN.2017

18.JUL-2016 – 18.JUN.2017

1 semana ago cuidador cuidador
Há 11 meses que partiste e ainda parece que foi ontem... Não te esquecemos minha querida, vives nos…
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1 semana ago18.JUL-2016 – 18.JUN.2017
17.Jun.2017

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1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita à campa da nossa querida Tina. As flores da semana passada estavam boas (são mais resi…
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1 semana ago17.Jun.2017
Há muitos jagunços merdosos que precisavam de ter passado por isto...

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98: Vasco Palmeirim e Carla Rocha desafiam a vestir a camisola pelos cuidados paliativos

CAMPANHA

Os locutores Vasco Palmeirim e Carla Rocha, juntam-se à Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), para dar vida à campanha de sensibilização “Qualidade e dignidade até ao fim! Dia 8 de Outubro vista a camisola pelos cuidados paliativos”.

A Campanha “Qualidade e dignidade até ao fim”, foi desenvolvida pela APCP, a propósito do Mês dos Cuidados Paliativos, que se assinala em Outubro, e segundo a mensagem defendida pela Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA): “viver e morrer com sofrimento não é algo que tenha de acontecer”.

No âmbito desta iniciativa, os locutores Vasco Palmeirim e Carla Rocha lançam um desafio a todos os portugueses, para que vistam a camisola pela pessoa com necessidades paliativas, no dia 8 de Outubro, data em que se comemora o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

“Quando fui contactada pela APCP, não hesitei, não poderia ficar indiferente a esta campanha que pretende aumentar o conhecimento sobre os cuidados paliativos junto da população, profissionais de saúde e classe política. Tenho a certeza que, juntos podemos sensibilizar para o desenvolvimento destes cuidados em Portugal”, diz Carla Rocha.

Os locutores Vasco Palmeirim e Carla Rocha são os protagonistas de um spot de Televisão e Rádio transmitido pela SIC, TVI, RTP, Antena 1, Cinemas NOS e Metro do Porto, durante todo o mês de Outubro. Também a Federação Portuguesa de Futebol irá promover a transmissão do spot informativo, durante o jogo entre Portugal e Andorra, que decorrerá no dia 7 de Outubro no estádio de Aveiro, pelas 19h45.

A Campanha “Qualidade e dignidade até ao fim” promove ainda um lançamento de balões, um ato simbólico em homenagem à pessoa com necessidades paliativas, a decorrer em Lisboa e Porto, no Terreiro do Paço e Praça Gomes Teixeira, respectivamente, no dia 8 de Outubro, pelas 16 horas.

A t-shirt #qualidadeateaofim poderá ser adquirida por qualquer pessoa, através do site da Associação mediante um donativo no valor de 5 euros (www.apcp.com.pt ).

Destak
04 | 10 | 2016 14.10H
Destak | destak@destak.pt

Cuidados paliativos??? Na fase da recta final da morte de minha esposa foi quando a médica de família e a assistente social se “lembraram” que existiam estes “cuidados” de tal forma que quando a assistente social do centro de saúde enviou um e-mail para fornecer documentos para o processo, a resposta que dei foi que já não era necessário porque a D. Albertina tinha falecido…

Cuidados Paliativos, continuados & Companhia é para quem TEM DINHEIRO não é para pobre!

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24.Jun.2017

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93: O Gabinete de Apoio ao Cuidador já abriu!

Para os cuidadores activos, uma notícia positiva embora com data de 27 de Maio e parece que ainda e apenas na zona norte.

O Gabinete de Apoio ao Cuidador (GAC) pretende apoiar o cuidador informal de pessoas com demência (ex. doença de Alzheimer) na prevenção de situações de conflito e sobrecarga e promover a qualidade de vida e saúde do cuidador e do receptor de cuidados.

Neste momento já se encontram em funcionamento os GAC no Castiis e em São João da Madeira. Brevemente entrarão em funcionamento novos GAC. O cuidador informal terá ao seu dispor, e de forma gratuita, profissionais de várias áreas como sejam a Psicologia, Gerontologia, Serviço Social, Jurídica entre outros, que darão resposta às suas necessidades.

Para ser atendido no GAC basta entrar em contacto com a equipa do projecto através de e-mail (cuidardequemcuida@castiis.pt) ou telemóvel (938343804).

Cuidar de quem Cuida

E para quando o estender deste tipo de gabinetes a todo o País? Só existe dinheiro para safar os banqueiros e a banca?

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24.Jun.2017

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