A propósito de “desonra”…

Um dia após a passagem de um ano do falecimento de minha esposa, li num diário online, o seguinte título: “Costa considera que manutenção de Ventura como candidato “desonra” Passos”, isto em ordem ao candidato autárquico André Ventura do PPD a Loures, por eventuais afirmações “racistas” contra a etnia cigana.

Mas quem se pode desonrar quem já não possui qualquer espécie de honra, de verticalidade, de honestidade, de dignidade, como é o caso do farsolas PaFioso que destruiu este país e o seu Povo, no governo anterior?

As imagens que se seguem, são extremamente chocantes para pessoas sensíveis, mas elas têm de ser mostradas para que provem o que o desgoverno do regime PaFioso proto-nazi do PPD/CDS e, concomitantemente, o seu executor principal, mais conhecido por Dr. Morte fez enquanto esteve no poder.

Minha esposa não morreu da doença (Alzheimer) mas da falta de assistência hospitalar – que vários médicos lhe negaram (médico de família, psiquiatria e neurologia) – e onde deveria estar para ser assistida, tratada, medicada e acompanhada, evitando o sofrimento atroz nos seus últimos dias de vida.

A resposta era sempre que não existiam meios, não existiam condições para o seu internamento e a solução passava, sempre, por um Lar de Idosos, como se estas instituições tivessem a capacidade técnica de uma unidade hospitalar ou, pelos cuidados paliativos e/ou continuados, todos eles de elevados custos para o nosso orçamento familiar.

Não satisfeitos com a situação em curso, ainda me acusaram de ter negado esses cuidados (paliativos e continuados) a minha esposa o que levou ao extremo da minha indignação informando-os que se pagasse aqueles “cuidados”, teria de ir viver para debaixo da ponte com a minha filha que também e infelizmente, possui uma doença crónica grave, com estados de coma frequentes.

Nas últimas semanas de vida de minha esposa, iam ao domicílio duas enfermeiras do Centro de Saúde fazerem-lhe a limpeza das feridas, renovarem pensos, duas vezes por semana, que passaram a três vezes dada a gravidade da situação. Mesmo com a presença da médica de família por duas vezes nas últimas semanas de vida e constatando in loco, ao vivo e a cores, a gravidade da situação, nunca lhe foi dada a mais pequena hipótese de internamento hospitalar.

Foi algaliada e colocaram-lhe uma sonda gástrica que já nada adiantava e que fez com que tivesse de chamar o INEM que a levou para a urgência do hospital de S. Francisco Xavier, onde viria a falecer horas depois, devido a insuficiência respiratória provocada por choque séptico. Quem pretender saber o que é choque séptico, vá ao Google e escreva essas palavras, mas resumidamente:

Choque séptico é uma complicação de uma infecção na qual as toxinas dão início a uma resposta inflamatória em todo o corpo. É frequente em idosos ou em pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Os médicos identificaram três estágios de sepse:

  • sepse, quando a infecção atinge a corrente sanguínea e causa inflamação em todo o corpo
  • sepse grave, que ocorre quando a infecção interrompe o fluxo de sangue para o cérebro ou para os rins, levando à falência órgãos. Os coágulos de sangue causam gangrena (morte do tecido) nos braços, pernas e dedos das mãos e dos pés.
  • choque séptico, quando a pressão sanguínea cai significativamente. Isso pode levar a falência respiratória, cardíaca ou de um órgão e à morte.

A queixa que ainda em vida de minha esposa apresentei contra a médica de família, logo, há mais de um ano, ainda encontra-se de pantanas de um lado para o outro na Ordem dos Médicos e, pelos vistos, vai morrer solteira. Meus amigos, quem neste País não tem uma forte componente financeira como suporte, está previamente condenado a este tipo de situações em toda e qualquer outra área social.

Atenção às imagens que podem chocar pessoas sensíveis:

Tratamento às úlceras

6 de Julho de 2016 – úlcera na anca com exposição óssea
Saco da algália com urina completamente castanha
Úlcera num dos braços
Úlcera na região sagrada, com exposição óssea
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.

Descansa em Paz, minha querida, que eu nunca perdoarei a quem tanto mal te fez em vida.

19.Ago.2017

19.Ago.2017

1 dia ago cuidador cuidador
Dia de visita à campa da nossa querida Tina que fez ontem 13 meses que nos deixou para sempre. Repou…
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18.JUL-2016 – 18.AGO.2017

2 dias ago cuidador cuidador
Há 13 meses que partiste e ainda parece que foi ontem... Não te esquecemos minha querida, vives nos…
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12.Ago.2017

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05.Ago.2017

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29.Jul.2017

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3 semanas ago cuidador cuidador
Mais um dia de visita à campa da nossa querida Tina. As flores de sábado passado estavam todas murch…
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178: Ordem dos Médicos

Neste artigo:
(http://cuidadordealzheimer.net/cuidador/2017/04/07/ordem-dos-medicos-para-que-serve/), de 7 de Abril, perguntava para que serve a Ordem dos Médicos, já que uma queixa apresentada no dia 30 de Junho do ano passado (2016), não tinha ainda obtido qualquer tipo de resposta.

Finalmente, quase UM ANO DEPOIS, chegou hoje, dia 10 de Abril, uma carta registada com aviso de recepção, proveniente da Ordem dos Médicos, Conselho Disciplinar Regional do Sul, com data de 7 de Abril, informando que, para adequada instrução do processo de averiguações sumária, tenho um prazo de 15 dias úteis para informar, por escrito, a identificação (nome completo e/ou número de cédula profissional) do médico contra quem apresentei queixa.

Tendo telefonado de imediato para aquele Conselho Disciplinar, a fim de saber se podia enviar a resposta por e-mail, foi-me confirmado que sim, o que fiz logo terminei a referida chamada telefónica.

Resta agora esperar (será mais um ano?) pela resposta. Mas pelo menos, responderam ao solicitado.

10.Abr.2017

19.Ago.2017

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Dia de visita à campa da nossa querida Tina que fez ontem 13 meses que nos deixou para sempre. Repou…
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145: 14.Dez.2016

Cheguei a um período da minha vida em que me estou completamente BORRIFANDO para o que pensem ou bolsem sobre a minha pessoa e a meu respeito. Hoje, e dando sequência ao que afirmei antes, tenho uma novela melhor que as que passam nas retretes das estações de TV tugas.

A minha filha Vera encontra-se internada num hospital (público, porque privado é para os ricos) desde segunda-feira passada. Entretanto e por via de encontrar-se desempregada por força de DESPEDIMENTO COLECTIVO, está inscrita no Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP, estando, por consequência, OBRIGADA a comparecer a todas as convocatórias que eles façam.

Até aqui, nada a apontar a não ser que aos CUMPRIDORES andam em cima deles com uma fiscalização absurda que nem no tempo do fascismo salazarista existia (e eu sou e vivi esse tempo), aos outros, os que recebem RSI e outros abonos, subvenções, etc., deixam-nos à solta, sem qualquer problema.

Ora, a trágico-novela que hoje vou contar, tem tanto de absurda como de inconcebível-hilariante-demagógica. Vou começar então a primeira e única parte e/ou capítulo, como a queiram apelidar.

Recebi hoje, dia 14 de Dezembro, no meu domicílio, uma carta do IEFP, IP, com data de 10 de Dezembro (sábado), por correio azul, cujo desenvolvimento passo a inserir já de seguida um e-mail que iria ser enviado ao serviço de emprego das Picoas (origem desta carta) e serviço de emprego de Benfica (entidade a que a minha filha pertence). E este e-mail não foi enviado, está em suspenso, pelos motivos que no final esclarecerei:

De: F Gomes
Para se.picoas@iefp.pt; se.benfica@iefp.pt
Data: 14 de Dezembro de 2016 (envio suspenso)

ASSUNTO: INFORMAÇÃO

Boa tarde

Em nome de minha filha Vera Gomes, utente nº. xxxxxxxx, beneficiária nº. xxxxxxxxxxxxx, informo:

01.-. Foi recebida hoje, dia 14 de Dezembro de 2016 uma carta por CORREIO AZUL, desse serviço, com data de 10 de Dezembro de 2016 (sábado), para minha filha se apresentar amanhã, dia 15 de Dezembro de 2016, pelas 10:30 horas, na Avenida 5 de Outubro, 24, Lisboa, a fim de verificar as suas condições para possível integração em Contrato Emprego-Inserção;

02.- Minha filha, Vera Maria Chadeca Gomes, supra referenciada, deu entrada no Hospital de Egas Moniz na passada segunda-feira, dia 12 de Dezembro de 2016, encontrando-se internada desde essa data e sem data previsível de alta médica dado que é uma doente diabética insulina-dependente desde há DEZASSEIS ANOS, por isso, pedi a ela que solicitasse na Secretaria da Unidade Hospitalar uma DECLARAÇÃO em como ela estava INTERNADA desde segunda-feira passada;

03.- Através do vosso contacto telefónico 21 580 21 00, fui informado pelo funcionário que me atendeu depois de 30 minutos de tentativas de chamada, que a declaração que o Hospital iria passar NÃO ERA VÁLIDA COMO JUSTIFICAÇÃO e que teria de ser a médica de família a passar a baixa médica, sendo esse documento o único válido para justificar a não comparência da beneficiária;

04.- Sendo o Hospital de Egas Moniz, um HOSPITAL PÚBLICO, como pode uma declaração emitida por essa Unidade, ser interpretada como NÃO VÁLIDA para fins justificativos de falta de comparência às vossas convocações? E mais, o mesmo funcionário informou que teria de ser a médica de família a passar a baixa médica para esse documento ser justificativo da falta de comparência. Ora, como pode a minha filha deslocar-se ao Centro de Saúde pedir a baixa médica se está INTERNADA? O mesmo funcionário esclareceu que podia ser eu a deslocar-me ao CS em nome da minha filha e pedir à médica essa baixa. Ou seja, NÃO CONFIAM num documento emitido por um Hospital Público, mas confiam que a médica vai confiar no que o pai da internada diz…

05.- Nesta conformidade e como apenas amanhã, dia 15 de Dezembro de 2016 poderei ter em minha posse os documentos justificativos – a minha filha vai tentar ainda hoje encontrar o médico que a assiste no Hospital para lhe pedir a emissão da baixa médica – e eu amanhã vou ao CS do Santo Condestável falar com a médica de família, Dra. Salomé, – dado que já marquei hora (12:00 horas) para esse efeito -, a fim de ela também emitir a baixa médica, constituindo assim duas justificações mais que justificáveis para a não comparência da minha filha às vossas convocatórias. Penso que não seja necessária uma terceira justificação.

Nesta conformidade, amanhã serão enviadas cópias dos documentos justificativos quer para o serviço de emprego das Picoas, entidade que enviou a carta, quer para o serviço de emprego de Benfica, entidade a que ela pertence.

Obrigado,

(fim do e-mail não enviado)

Ora, o e-mail não foi enviado porque tendo estado em contacto com a minha filha no hospital via telemóvel, pedi-lhe que “apanhasse” o médico a fim de lhe passar a baixa médica para apresentar no serviço de emprego supra citado. Recebi o feedback dela mais tarde, informando que tinha conseguido falar com o médico e que este a informou que passaria hoje a alta médica a fim de ela poder amanhã tratar dos seus assuntos pessoais (serviço de emprego do IEFP, IP + convocatória para sexta-feira na Rua das Pedralvas em Benfica, ou seja, duas convocatórias de rajada), o que significa que o médico também borrifou-se para o facto da minha filha ainda não ter tido tempo para estabilizar os seus valores tipo escada rolante, apenas lhe sendo aplicado o novo equipamento de medição glicémica via wireless e que manterá por mais quinze dias. Depois, terá de o devolver ao hospital dado que o aparelho é de “testes”.

Assim, ela sairá do hospital amanhã, dia 15 às 08:30 horas (se os enfermeiros fizerem atempadamente a colheita para as análises), senão sairá sem essas colheitas a fim de estar às 10:30 horas na Av. 5 de Outubro para a convocatória acima mencionada no e-mail.

Ou seja, primeiro a OBRIGATORIEDADE da sua presença no IEFP, IP para não PERDER O DIREITO AO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO, em segundo lugar a merda da doença e da saúde.

A carta hoje recebida do IEFP, IP é bastante esclarecedora nestes termos de não comparência:

“A FALTA DE COMPARÊNCIA A ESTA CONVOCATÓRIA É UMA VIOLAÇÃO AO DEVER DE COMPARÊNCIA NOS LOCAIS E DATAS DETERMINADOS PELOS SERVIÇOS DO IEFP, IP, PREVISTA NA ALÍNEA g) do nº. 1 do artigo 41º. do Decreto-lei nº. 220/2006, de 3 de Novembro, NA ACTUAL REDACÇÃO (1) EXCEPTO SE FOR APRESENTADA NESTES SERVIÇOS UMA JUSTIFICAÇÃO DA FALTA NOS TERMOS CONSTANTES DO REGIME PREVISTO NO Código do Trabalho. A FALTA TEM QUE SER JUSTIFICADA NO PRAZO DE CINCO DIAS CONSECUTIVOS, A CONTAR DO DIA IMEDIATO À FALTA”.

Terminada esta novela, tipo mexicana de 5ª. categoria que ilustra bem o estado da Nação em que (infelizmente) tenho de (sobre)viver – e digo isto porque como atrás referi, os aldrabões, corruptos e vigaristas andam à solta, os cumpridores são incessantemente vigiados, sinto cada vez mais ÓDIO, sim, ÓDIO, por quem produz, legisla e aprova as leis deste País. Sem qualquer excepção.

19.Ago.2017

19.Ago.2017

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Dia de visita à campa da nossa querida Tina que fez ontem 13 meses que nos deixou para sempre. Repou…
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100: 07.Out.2016

Cuidadores informais de doentes vão ser compensados a partir de 2018

Os cuidadores informais de doentes vão ser, a partir de 2018, compensados com apoios que ainda não estão definidos, mas que poderão passar por regalias sociais, fiscais ou mesmo financeiras, anunciou o secretário de Estado de Saúde.

nm07102016

Manuel Delgado falava à agência Lusa no final da sessão de abertura da conferência que assinala o 60º aniversário da Unidade de Cuidados Domiciliários (UCD) do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Segundo Manuel Delgado, este governo está a trabalhar para criar “condições de apoio extraordinário” a estes cuidadores informais que recompense a opção que tomaram de abdicar da sua vida profissional pela compaixão pelos seus.

“Numa sociedade em que a maior parte das pessoas trabalha, como podemos resolver o problema dos que querem acompanhar os seus, mas não o conseguem fazer sem prejudicar a sua vida profissional e até económica?”, questionou.

O secretário de Estado da Saúde adiantou que no Orçamento do Estado para 2018 já deverá estar contemplado esse apoio aos cuidadores informais, o qual está ainda a ser desenhado.

“A compensação ainda não está definida. Pode ser remuneratória ou na forma de regalias sociais e fiscais ou no emprego”, adiantou.

Manuel Delgado sublinhou que este tipo de cuidados, além de permitir a continuidade do apoio destes doentes por quem está mais próximo, alivia as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O governante defendeu ainda que as mudanças na sociedade portuguesa obrigam a uma reelaboração do sistema de saúde, no qual os cuidados domiciliários deverão ter um papel cada vez maior e em áreas como situações agudas, que assim são tratadas sem internamento.

“Temos de ter os doentes sinalizados nos seus domicílios e estes serem o local de trabalho das equipas”, adiantou.

Notícias ao Minuto
07/10/2016
POR Lusa

0-lutotransp200Quando necessitei de ajuda, de apoio, fosse ele qual fosse, a resposta foi sempre: PAGA SE QUERES! Minha esposa faleceu não da doença de Alzheimer mas da incúria, incompetência, desleixo, desumanidade de quem a seguia medicamente e da COMPLETA FALTA DE APOIO das instituições agregadas ou não ao Serviço Nacional de “Saúde”. Morreu com FALÊNCIA RESPIRATÓRIA devido a CHOQUE SÉPTICO por falta dessa mesma assistência e por teimarem em não a quererem internar (médico de família e psiquiatra) mas quererem enviá-la para um Lar de Idosos a que eu sempre chamei de Depósito de Velhos. Os que beneficiarem, no futuro, deste apoio, não sabem por que passaram os que NUNCA tiveram qualquer apoio. Fotografias chocantes do estado a que minha esposa chegou já no final da sua existência:

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Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas. 3 dias depois falecia…

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19.Ago.2017

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73: 12.Set.2016

0-lutotransp200Em resposta ao meu e-mail:

De: F Gomes
Enviada: sexta-feira, 9 de Setembro de 2016 19:11
Para: Maria Carmo Dionísio

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde

Se possível, pretendia saber se as férias de todos os profissionais e das médicas de família já terminaram para saber qual a médica de família que nos foi atribuída.

Obrigado,

Finalmente, chegou hoje um e-mail informando que já tínhamos (eu e a Vera) novo médico(a) de família.

Boa tarde Sr. Francisco,

Venho por este meio informar que a partir de hoje a vossa médica de família é a Dra Salomé Sousa Coutinho.

Atentamente,

Continuo sem qualquer notícia sobre os subsídios a que tenho direito por parte do Centro Nacional de Pensões e da Caixa Geral de Aposentações e já decorreram quase DOIS MESES.

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19.Ago.2017

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62: 26.Ago,2016

0-lutotransp200Existe certo tipo de pessoas que afirmam nas redes sociais e em jornais online, a propósito de certas notícias, que têm nojo em serem Portugueses. Discordo completamente. Eu tenho muita honra em ser Português. Tenho é NOJO de ter políticos que (des)governaram Portugal depois do golpe de Estado do 25 de Abril’74 e que o levaram à ruína económica e social. Desses, é que eu tenho NOJO!

Ainda não recebi qualquer resposta ao meu pedido de transferência de médica de família, a mesma que “acompanhou” minha esposa até quase à véspera da sua morte, porque fui informado pelos serviços do Centro de Saúde, quando necessitei de uma consulta no princípio deste mês, que a médica estava doente e possivelmente durante este mês de Agosto não iria estar presente.

Hoje, vim a saber através de outros doentes que têm a mesma médica de família que a “doença” dela era GRAVIDEZ!

Bom, se a gravidez é doença (exclusivamente na classe médica porque nunca tinha ouvido falar nessa “doença”), compreende-se então porque razão a senhora deixou minha esposa definhar até à sua morte porque não era o trabalho de duas enfermeiras virem cá a casa 3 vezes por semana – e já nas últimas semanas de vida dela -, a fim de limparem as úlceras e colocarem novos pensos, com EXPOSIÇÃO ÓSSEA e cheiro fétido (relatório da urgência do hospital de S. Francisco Xavier) que ela própria constatou porque em duas vezes em que esteve cá em casa, que seria a via indicada para a situação decorrente mas sim o seu internamento hospitalar, não nessa altura, mas muito, muito antes conforme eu vinha a solicitar com insistência.

Minha esposa faleceu por ter entrado em falência respiratória devido a choque séptico provocado pela infecção das referidas úlceras. Será que uma médica não tem conhecimento disto?

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54: 11.Ago.2016

0-lutotransp200Anteontem, recebi do Hospital de São Francisco Xavier, a meu pedido, cópia do Certificado de Óbito da Tina. Nesse certificado vem mencionado:

Causa da Morte:

Parte I
a) Choque Séptico
b) Úlcera de pressão região sagrada

Parte II
Úlcera na região sagrada com exposição óssea; asma brônquica, hipotiroidismo, HTA; arritmia

Causa da morte indicada com base em elementos de ordem clínica.

Para os interessados, pesquisei no Google, dado que não tenho presunção a conhecimentos de medicina e deparei-me com o seguinte:

Choque séptico: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Choque séptico?

O choque séptico é uma condição grave que ocorre em decorrência da sepse e traz risco de vida. Ocorre quando um agente infeccioso, como bactérias, vírus ou fungo, entra na corrente sanguínea de uma pessoa. Essa infecção afecta todo o sistema imunológico, desencadeando uma reação em cadeia que pode provocar uma inflamação descontrolada no organismo. Esta resposta de todo o organismo à infecção produz mudanças de temperatura, da pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

Causas

Choque séptico é geralmente causado por infecção bacteriana. Qualquer tipo de bactéria pode causar choque séptico. Fungos e vírus também podem causar essa condição, embora infecções virais sejam extremamente raras. As toxinas liberadas pelos agentes invasores podem causar danos nos tecidos e resultar em pressão arterial baixa e função reduzida dos órgãos. Alguns pesquisadores acreditam que os coágulos sanguíneos em pequenas artérias interrompem o fluxo sanguíneo e causam a redução da função dos órgãos.

O organismo também produz uma forte resposta inflamatória às toxinas. Essa inflamação pode contribuir para que ocorram danos nos órgãos.

Factores de risco

Os factores de risco para choque séptico incluem:

Idade: tanto pessoas muito jovens quanto pessoas muito idosas são mais propensas a ter choque séptico
Diabetes
Doenças do sistema geniturinário, sistema biliário e no sistema intestinal
Doenças que enfraquecem o sistema imunológico, como a Aids
Cateteres de longa permanência (aqueles que permanecem no lugar por longos períodos de tempo, especialmente linhas intravenosas, cateteres urinários e stents de plástico e metal usados para drenagem)
Leucemia
Uso prolongado de antibióticos
Linfoma
Infecção recente
Cirurgia ou procedimento médico recente
Uso recente de medicamentos esteroides.

Sintomas
Sintomas de Choque séptico

O choque séptico pode afectar qualquer parte do organismo, incluindo coração, cérebro, rins, fígado e intestinos. Os sintomas podem incluir:

Extremidades frias e pálidas
Temperatura alta ou muito baixa, tremores
Tontura leve
Pressão arterial baixa, especialmente quando de pé
Produção de urina reduzida ou ausente
Palpitações
Frequência cardíaca acelerada
Inquietação, agitação, letargia ou confusão
Falta de ar
Exantema cutâneo ou descoloração da pele

Convivendo (prognóstico)
Complicações possíveis

Entre as principais complicações decorrentes de choque séptico, estão:

Insuficiência respiratória
Insuficiência cardíaca
Falência de qualquer outro órgão do corpo.

Pode ocorrer gangrena, resultando possivelmente em amputação de um membro, principalmente pernas.

Expectativas

O choque séptico tem uma alta taxa de mortalidade. A taxa de mortalidade depende da idade do paciente e de suas condições gerais de saúde, da causa da infecção e de quantos órgãos apresentaram insuficiência, assim como da rapidez e agressividade com as quais o tratamento médico foi iniciado.

In Minha Vida

Úlcera de Pressão Região Sagrada

Do mesmo modo, pesquisei esta área e fui dar a um documento que pode ler NA ÍNTEGRA AQUI, com origem na Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados

0 – Introdução
O aparecimento de uma Úlcera de Pressão é, quase sempre, consequência do incumprimento de boas práticas nos cuidados prestados a doentes sujeitos a longos períodos de imobilidade. A sua prevenção e tratamento requerem uma equipa multidisciplinar composta por enfermeiros, médicos, nutricionistas, assistentes sociais e fisioterapeutas. O risco de desenvolvimento de úlceras de pressão aumenta consideravelmente quando se combinam os seguintes factores:
ƒ
  • Imobilidade
  • Compromisso do sistema imunitário
  • Perda de massa muscular
A manutenção da integridade cutânea, intervindo nos factores que a condicionam, é determinante para a qualidade de cuidados prestados. A circular informativa da Direcção Geral da Saúde de 23-06-98 refere que “ o aparecimento de Úlceras de Pressão, associado ou não a outros factores, é um indicador da qualidade dos  cuidados prestados pela equipe de saúde”.
As presentes recomendações pretendem alertar para os meios de prevenção. Os diagnóstico e tratamento adequados deverão obedecer a normas e protocolos consensualizados, que oportunamente serão divulgados.

1 – Definição de Úlceras de Pressão

As Úlceras de Pressão são áreas da superfície corporal localizadas que sofreram exposição prolongada a pressões elevadas, fricção ou estiramento, de modo a impedir a circulação local, com consequente destruição e/ou necrose tecidular. A classificação da ferida é particularmente importante quando a lesão do tecido é
observada pela primeira vez, uma vez que será a referência para avaliação da sua evolução.

Há vários métodos de classificação das Úlceras de Pressão, sendo o mais comum aquele que atribui graus ás estruturas e tecidos lesados.

Grau I

– Presença de eritema cutâneo que não desaparece ao fim de 15 min de alívio da pressão. Apesar da integridade cutânea, já não está presente resposta capilar.

Grau II
– A derme, epiderme ou ambas estão destruídas. Podem observar-se flictenas e escoriações.

Grau III
– Ausência da pele, com lesão ou necrose do tecido subcutâneo, sem atingir a fascia muscular.

Grau IV
– Ausência total da pele com necrose do tecido subcutâneo ou lesão do músculo, osso ou estruturas de suporte (tendão, cápsula articular, etc.)

Nos graus III e IV podem apresentar-se lesões com trajectos sinuosos. Para  proceder a uma classificação correcta das úlceras deve primeiro, ser retirado o
tecido necrosado.

2 – Etiologia das Úlceras

A sucessão de acontecimentos que levam ao aparecimento de uma Úlcera de pressão são:

Pressão – Hipoxia e isquemia tecidular

– Necrose das células – Ulceração.

2.1 Pressão

A aplicação directa de pressão superior à pressão de encerramento dos capilares (16-33 mm Hg ), sobre a pele e tecidos moles vai provocar hipoxia em toda a região abrangida e, se a pressão se mantiver, anóxia tecidular. Um doente debilitado, com zonas cutâneas sujeitas a uma pressão de 20 mm Hg por um período superior a 2 horas, pode desencadear nelas uma situação de isquémia grave.

A pressão e o tempo a que os tecidos a ela estão sujeitos são factores determinantes no aparecimento de lesões. As proeminências ósseas, ao aumentarem a pressão directa contra os tecidos moles, são local preferencial
para o aparecimento das lesões.

As feridas assim provocadas têm uma extensão maior perto da proeminência óssea e menor à superfície, tomando a característica forma de cone invertido. A ulceração inicia-se junto ao osso e progride até à superfície, no sentido da  aplicação da pressão.

Quando a pressão é aplicada longitudinalmente, surge uma úlcera de pressão com características diferentes. A extensão é maior à superfície e menor em profundidade. Na etiologia das úlceras de pressão temos ainda que considerar factores de risco intrínsecos e extrínsecos

2.2 Factores intrínsecos

Os factores intrínsecos podem ser:

Vasculares: incluem alterações como arteriopatias obliterantes, insuficiência venosa periférica e microarteriopatia diabética. Em todos os casos a oxigenação dos tecidos a nível local ou geral está comprometida, devido à redução da pressão capilar por interrupção ou inversão do fluxo sanguíneo.

Neurológicos: alterações da sensibilidade, da motricidade e do estado de consciência, podem induzir situações de imobilidade ou agitação, que favorecem as forças de pressão e/ou de fricção.

Tópicos: a diminuição da elasticidade da pele, a perda de gordura sub-cutânea e a
atrofia muscular, levam ao aparecimento de proeminências ósseas mais salientes, facilitadoras do aparecimento de úlceras de pressão, sobretudo em pessoas idosas

Gerais: neoplasias, febre, infecções, desnutrição, fármacos (córticosteroides, analgésicos e sedativos) que possam diminuir a sensibilidade.

2. 3 Factores extrínsecos

São as forças físicas que actuam a nível local, como compressão prolongada, fricção e estiramento.

3 – Prevenção das Úlceras de pressão
Qualquer atitude ou programa de prevenção deve iniciar-se pela informação e educação, pelo que os cuidadores, incluindo os informais, assim como o doente devem estar esclarecidos acerca da correlação directa entre a ocorrência das úlceras e a qualidade dos cuidados prestados.
A manutenção da integridade cutânea e a ausência de lesões reflecte mais o trabalho da equipa de cuidadores do que o estado geral do doente.
São de considerar:
3.1 Áreas de risco
A localização das úlceras está associada às proeminências ósseas do esqueleto  humano e à atitude postural do doente. São áreas preferenciais para o seu aparecimento:
ƒ
  • região sacro coccígea
  • ƒregião trocanteriana / crista ilíaca
  • ƒregião isquiática
  • ƒregião escapular
  • ƒregião occipital
  • ƒcotovelos
  • ƒcalcâneos
  • ƒregião maleolar
Áreas de risco relacionadas com posições:
Em decúbito lateral:
ƒ
  • maléolo externo
  • ƒtrocânter
  • caixa torácica, na região das costelas
  • ƒacrómio
  • ƒpavilhão auricular
  • ƒface externa dos joelhos
Em decúbito dorsal:
ƒ
  • calcâneos
  • ƒregião sacro coccígea
  • ƒcotovelos
  • ƒregião occipital
  • ƒomoplatas
Em posição de Fowler:
ƒ
  • região sagrada
  • ƒregião isquiática
  • ƒcalcâneos
3.2 Medidas de conforto, higiene e hidratação cutânea
A pele deve ser observada diariamente e sujeita a cuidados:
ƒ
  • manter a pele seca (e limpa);
  • ƒlavar com água morna e sem esfregar/causar fricção;
  • secar a pele, sem friccionar e utilizar toalhas ou outros tecidos suaves e lisos;
  • não utilizar álcool;
  • usar sabões não irritantes e hidratantes;
  • massajar com cremes hidratantes;
  • não massajar sobre as proeminências ósseas ou zonas ruborizadas (os capilares já estão afectados);
  • quando presentes situações de incontinência, a zona afectada deve ser limpa e seca o mais rapidamente possível;
  • usar meios de protecção que não danifiquem ou irritem a pele.
3.3 Medidas de alívio de pressão
3.3.1 Meios materiais
Existem vários materiais e dispositivos que podem ser utilizados na prevenção de úlceras de pressão. Muitos deles também têm o seu uso no tratamento das mesmas. Entre os materiais existentes, são de referir:
Colchões:
ƒ
  • colchão de água
  • ƒcolchão de sílica
  • ƒcolchão de silicone
  • ƒcolchão hidro-aéreo
  • ƒcolchão de pressão alternada.
A escolha do colchão deverá considerar a relação custo/benefício, tendo presente que todos eles podem ser eficazes, mas que a alternância de decúbitos do doente é obrigatória, seja qual for o colchão usado.
Roupa:
ƒ
  • lençóis moldáveis, sem bordas, lisos
  • ƒroupa de tecidos naturais
  • ƒtêxteis de lã de carneiro (“meias”, resguardos)
Suportes:
ƒ
  • almofadas
  • ƒalmofadas e dispositivos especiais para suporte dos pés e cotovelos
  • ƒ“sogras” (com uso limitado)
Pensos protectores:
ƒ
  • placas hidrocolóides
  • ƒdermoprotectores de gel
  • ƒpelículas especiais
Basicamente, na prevenção, a característica mais importante dos materiais utilizados é aliviar e/ou diluir a pressão no corpo, sem causar fricção, estiramento ou “pontos quentes”.
3.3.2 Recursos humanos.
Nunca é demais repetir que a mobilização e alternância de decúbitos do doente são fundamentais para a prevenção das úlceras de pressão. Para tal são fundamentais os recursos humanos, quer em número, quer em competências.
Neste sentido, existem regras e protocolos que estabelecem qual o número mínimo de elementos que deverão estar presentes numa determinada situação e perante patologias determinadas.
Por exemplo, quando se estabelece um protocolo de posicionamento é necessário garantir os elementos necessários ao seu cumprimento, de acordo com recomendações comunitárias, que visam estabelecer critérios de segurança no  trabalho. Está implícito que todos os intervenientes conhecem quais as atitudes a ter na mobilização dos doentes.
Assim:
ƒ
  • Pesos (doentes) até 25 kg podem ser manipulados por uma pessoa.
  • ƒPesos (doentes) entre 25 e 50 kg devem de ser manipulados por duas pessoas.
  • ƒPesos (doentes) de mais de 50 kg devem de ser manipulados por 3 pessoas (mínimo) ou com ajuda mecânica, ou ambas.
O respeito por estas recomendações garante não só a protecção dos prestadores como e sobretudo, a correcção de execução das manobras necessárias ao correcto posicionamento.
3.3.3 Técnicas de alívio de pressão
Para além dos meios descritos anteriormente, existe um conjunto de técnicas que contribuem para a prevenção de úlceras de pressão e que se baseiam nas operações de posicionamento dos doentes.
Técnicas de posicionamento dos doentes:
ƒ
  • evitar arrastar o doente –levantar!
  • ƒdistribuir o peso do doente no colchão, evitando zonas de pressão.
  • ƒcolocar o doente em posições “naturais”. (respeitando o alinhamento corporal).
  • ƒnão elevar a parte superior da cama mais que 30-35º quando o doente estiver em posição lateral, de modo a evitar pressão de deslizamento.
o tempo que um doente pode permanecer em qualquer posição, depende dos meios e materiais usados, posição e estado geral. O tempo médio considerado para reposicionar doentes é com intervalos de 3-4 horas. Isto permite que a pele “descanse” após o posicionamento anterior e evita mobiliza-los demasiado , com fricção desnecessária.
3.4 Alimentação
3.4.1 – Necessidades de nutrientes na prevenção de úlceras de pressão
Indivíduos portadores de doença ou deficiência ou em situação de acamados precisam de uma alimentação adequada, com valor energético acima do basal.
O aporte dos nutrientes necessários deverá ser, tanto quanto possível, garantido através de produtos naturais e uma alimentação com confecção e apresentação “normais”, devendo o recurso a produtos farmacêuticos (suplementos alimentares) ser restrito aos casos em que existe indicação estrita para tal.
A título de exemplo, recorda-se que:
ƒ
  • As Proteínas são fundamentais para a regeneração tecidular e estimulam a função imunitária.
  •  ƒA Arginina aumenta a irrigação na área da ferida e facilita a regeneração do tecido.
  •  ƒAs vitaminas, principalmente a Vitamina C, ajudam na anulação dos radicais livres obtendo-se uma melhor síntese de colagéneos.
  •  ƒO Zinco facilita a mitose, com consequente aceleração do processo cicatricial.

In ACSS – Ministério da Saúde de Portugal

COMENTÁRIO FINAL: Resumindo e depois de ler estes textos, não é necessário ter-se um canudo em medicina para, depois do que passámos nestes últimos três anos, concluir que a Tina NÃO TEVE A ASSISTÊNCIA QUE LHE SERIA DEVIDA em ordem à sua doença, e MUITO MENOS OS CUIDADOS QUE ESTES MESMOS DOCUMENTOS INDICAM como sendo normas a seguir.

Negligência? Incúria? Desleixo? Incompetência?

Descansa em Paz querida. Espero que o teu sofrimento, causado por inadequados, insuficientes e inexistentes meios de CUIDADOS a que todo o SER HUMANO tem direito e NÃO FORAM UTILIZADOS EM TI, tenha finalmente terminado.

Não termino este post sem antes reproduzir, novamente, as úlceras de pressão que a Tina vinha apresentando, primeiro tratadas duas vezes por semana, depois três vezes por semana, com o conhecimento da médica de família que, por duas vezes, assistiu a esses tratamentos pelas enfermeiras do CENTRO DE SAÚDE, já nos últimos dias de vida.

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06072016_0306072016_02

01072016_01Deixa-se chegar um SER HUMANO a este estado de degradação total?

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A cama (com os colchões) em que a Tina passou os seus últimos dias de vida

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52: 4~5.Ago.2016

0-lutotransp200Solicitei ao Coordenador do Centro de Saúde Santo Condestável, do qual sou utente, a mudança de médico de família (dra. Irene Martins).

A troca de e-mails, neste sentido, vem a seguir e a apreciação aos mesmos faço-a no final:

Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Data: qui 28/07/2016 20:18
Para: condestavel.sec@csscondestavel.min-saude.pt

A/c do Exmo. Coordenador da USF Santo Condestável

Exmo. Senhor

Eu, abaixo assinado, Francisco dos Santos Gomes, utente do SNS XXXXXXXXX, solicito a mudança do actual médico de família (Dra. Irene Martins), de acordo com o disposto no

Artigo 15.º

Livre escolha pelo doente

1 — O doente tem o direito de escolher livremente o seu médico, e este o dever de respeitar e defender tal direito.
2 — O médico assistente deve respeitar o direito do doente a mudar de médico, devendo antecipar -se, por dignidade profissional, à menor suspeita de que tal vontade exista.

Publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 139 — 21 de Julho de 2016

Com os melhores cumprimentos,

A resposta obtida foi a seguinte:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 3 de agosto de 2016 17:41 p
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde Sr. Francisco,

Venho por este meio informar que para se dar seguimento ao solicitado por si e de acordo com o ponto 1 e 2 do Artigo 15.º, do DR nº 139, II Série de 21 de Julho de 2016, dispomos de um modelo próprio para o efeito sendo o mesmo facultado ao utente e posteriormente preenchido e entregue no balcão de atendimento desta unidade de saúde.

Aproveito também para o informar que aquando do preenchimento do respectivo modelo deverá informar para que médico solicita a inscrição, assim como o motivo e se o seu pedido é extensível ao outro elemento do seu agregado familiar.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

A minha resposta a este e-mail:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família
Data: qua 03/08/2016 19:06
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Boa tarde

Para não estar a deslocar-me duas vezes ao Centro de Saúde, percurso que me é bastante penoso dada a extensão do mesmo sem qualquer meio de transporte, agradeço enviem por e-mail o formulário a fim de ser preenchido e devolvido.

01.- Quanto à questão do novo médico, não tenho preferência dado que não conheço os médicos em serviço nesse Centro de Saúde;

02.- De acordo com o estipulado – e volto a mencionar:

Artigo 15.º

Livre escolha pelo doente

1 — O doente tem o direito de escolher livremente o seu médico, e este o dever de respeitar e defender tal direito.
2 — O médico assistente deve respeitar o direito do doente a mudar de médico, devendo antecipar -se, por dignidade profissional, à menor suspeita de que tal vontade exista.

Diário da República, 2.ª série — N.º 139 — 21 de Julho de 2016

Não estou obrigado a informar o motivo da mudança de médico.

03.- Sim, o novo médico será extensivo também à minha filha, segundo membro do agregado familiar.

Obrigado

Nova resposta do Centro de Saúde ao e-mail anterior:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 4 de agosto de 2016 16:16 p
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde,

Conforme solicitado segue em anexo o documento para preenchimento.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

Minha resposta a este e-mail:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família

Data: qui 04/08/2016 17:33
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Boa tarde

Junto envio formulário para mudança de médico de família

Obrigado,

Documento em PDF: Pedido_Mudança_de_Médico

Resposta do Centro de Saúde ao envio do formulário:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 4 de agosto de 2016 17:53 p
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Boa tarde Sr. Francisco,

Conforme o tinha informado ontem o formulário teria de ser entregue no balcão de atendimento desta unidade de saúde e não por email.

Aproveito para lembrar que lhe enviei o formulário por esta via, para evitar que se deslocasse 2 vezes à USF, como o sr. me indicou na mensagem.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

Minha resposta ao e-mail anterior do Centro de Saúde:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família
Data: qui 04/08/2016 20:56
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Boa tarde D. Maria Carmo Dionísio

Ao mencionar a minha dificuldade em deslocar-me a esse Centro de Saúde, a dificuldade mantém-se seja por duas ou apenas por uma vez dado que tenho de caminhar bastantes metros desde a paragem dos transportes públicos até à porta da USF nos dois sentidos (ida e volta).

Contudo, parece-me que esta insignificante deficiência motora pessoal, derivada de um “acidente” na guerra do Ultramar, não tenha grande impacto na apreciação da forma do envio do formulário e gostaria até de saber qual a diferença entre o enviar por e-mail, facilitando a vida ao utente, ou a entrega pessoal, uma vez que tantas acções actualmente se executam electronicamente (IRS, Certidões, operações bancárias, receitas médicas, etc.).

Mas se é inteiramente “obrigatória”, no vosso entender, a minha presença, farei mais um sacrifício em deslocar-me a esse C.S. para entregar pessoalmente o formulário do pedido de mudança de médico de família, pelo que solicito a vossa confirmação.

Contudo, esta situação será reportada à Ordem dos Médicos uma vez que o artº. 15º já mencionado aqui diversas vezes, não obriga o utente nem a preencher qualquer tipo de formulário, nem a ter de deslocar-se pessoalmente ao Centro de Saúde para esse efeito, mesmo com a dificuldade acrescida que não só é do vosso conhecimento, como da dra. Irene Martins.

Obrigado,

Adenda ao meu e-mail anterior por tê-lo enviado incompleto (a cabeça ainda não se encontra no seu lugar):

Data: qui 04/08/2016 21:06
Para: Maria Carmo Dionísio (cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt)

Boa tarde de novo

Por lapso, enviei incompleto o meu e-mail anterior, talvez porque ainda não esteja completamente refeito do falecimento de minha esposa há 15 dias, pelo que apresento as minhas desculpas pelo facto.

Apenas pretendo lembrar à Exma. Sra. Dra. Irene Martins, o mencionado no artº. 40º. do Código Deontológico da Ordem dos Médicos, a que pertence, e que se traduz no mesmo parafraseado do artº. 15º. publicado no Diário da República e já aqui mencionado, pelo que anexo esse mesmo Código.

Obrigado,

Documento original:

https://www.ensp.unl.pt/dispositivos-de-apoio/cdi/cdi/sector-de-publicacoes/revista/2000-2008/pdfs/rpsp-1-2009-1/08-2009.pdf

Resposta do Centro de Saúde ao meu e-mail anterior:

De: Maria Carmo Dionísio [mailto:cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt]
Enviada: 5 de agosto de 2016 09:20 a
Para: F Gomes
Assunto: Pedido de mudança de médico de família

Bom dia Sr. Francisco,

Venho por este meio informar que na próxima 2ª feira entregarei o seu pedido à sua médica de família, uma vez que a mesma se encontra ausente.

Assim que o circuito de mudança de médico de família esteja completo, comunicar-lhe-emos.

Atentamente,

Mª Carmo Dionísio
Assistente Técnica

R. Patrocínio 60, 1350-230 Lisboa
Telefone 21 391 32 20; Fax 21 395 04 32
e-mail: cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt

Minha resposta ao e-mail anterior do Centro de Saúde:

Assunto: RE: Pedido de mudança de médico de família
Data: sex 05/08/2016 11:00
Para: ‘Maria Carmo Dionísio’ <cdionisio@csscondestavel.min-saude.pt>

Bom dia D. Maria Carmo Dionísio

Obrigado.

Parece uma novela mexicana? Não, apenas representa, em meu parecer, uma tentativa de atrasar o pedido de mudança de médico que, a partir do pedido do utente DEVIA ser automático e não passar por todo este palavreado inútil, sem preenchimento de formulário (não está mencionado na Lei) e muito menos ter o utente de deslocar-se pessoalmente para fazer essa entrega.

Penso também que a menção de reportar este processo à Ordem dos Médicos e, se não bastasse, ao Ministério da Saúde e Provedor de Justiça, fez com que certas “exigências processuais” fossem ultrapassadas.

Fico a aguardar, então, a entrega à médica de família, na próxima segunda-feira, do formulário enviado por e-mail.

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48: 28.Jul.2016

0-lutotransp200Hoje, enviei o seguinte e-mail para o Coordenador da USF Santo Condestável:

Data: qui 28/07/2016 20:18
Para: condestavel.sec@csscondestavel.min-saude.pt

Assunto: Pedido de mudança de médico de família

A/c do Exmo. Coordenador da USF Santo Condestável

Exmo. Senhor

Eu, abaixo assinado, Francisco Gomes, utente do SNS XXXXXXXXX, solicito a mudança do actual médico de família (Dra. Irene Martins), de acordo com o disposto no

Artigo 15.º

Livre escolha pelo doente

1 — O doente tem o direito de escolher livremente o seu médico, e este o dever de respeitar e defender tal direito.
2 — O médico assistente deve respeitar o direito do doente a mudar de médico, devendo antecipar-se, por dignidade profissional, à menor suspeita de que tal vontade exista.

Publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 139 — 21 de Julho de 2016

Com os melhores cumprimentos,

F Gomes

Não mencionei motivos porque penso que o que se encontra estipulado na Lei, não me obriga a fazê-lo, mas se for preciso e solicitado, enviarei todos os motivos e razões, juntamente com as imagens dos últimos dias da Tina, para justificar este pedido de mudança de médico de família.

Mais uma vez refiro o juramento de Hipócrates que TODOS os médicos fazem quando terminam o seu curso, entre eles:

Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.
A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.

Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra.

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46: 25.Jul.2016

0-lutotransp200Ao ponto a que chegou o Serviço Nacional de “Saúde” que até cobra taxas “moderadoras” a pensos de feridas infectadas. Deve ser para “moderar” as feridas infectadas e elas não proliferarem tanto como aconteceu com a Tina…

Fui hoje ao Centro de Saúde (USF St. Condestável) para uma consulta dado que apareceu-me uma irritação na pele e fui confrontado com um valor a pagar de DEZ EUROS, descontados 4 euros de dedução conforme circular da ACSS, relativos a PENSOS A LESÃO COM INFECÇÃO.

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TaxasModeradorasFeridas

Mantendo o que sempre afirmei desde o início do agravamento do estado geral da Tina, que NENHUM MÉDICO que a assistiu (dois médicos de família e dois psiquiatras), a quiseram internar a fim de evitar que ela chegasse ao lastimável e escandaloso estado a que chegou. Nem a um animal selvagem se trata desta maneira!

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19.Ago.2017
cuidador cuidador 1 dia ago

Dia de visita à campa da nossa querida Tina que fez ontem 13 meses que nos deixou para sempre. Repou… Read More

19.Ago.2017
18.JUL-2016 - 18.AGO.2017
cuidador cuidador 2 dias ago

Há 13 meses que partiste e ainda parece que foi ontem... Não te esquecemos minha querida, vives nos… Read More

18.JUL-2016 – 18.AGO.2017
12.Ago.2017
cuidador cuidador 1 semana ago

As flores naturais cada vez estão mais caras e os ramos mais pequenos o que nos levou a escolher uma… Read More

12.Ago.2017
05.Ago.2017
cuidador cuidador 2 semanas ago

Dia de visita à campa da nossa querida Tina. Flores da semana passada algo murchas, sem uma gota de… Read More

05.Ago.2017
29.Jul.2017
cuidador cuidador 3 semanas ago

Mais um dia de visita à campa da nossa querida Tina. As flores de sábado passado estavam todas murch… Read More

29.Jul.2017

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