226: 07.Out.2017

Antes da visita semanal à campa da Tina, encontrei uma antiga amiga dela, conhecidas de décadas e que lhe apanhava as malhas das meias. Naquela época, as meias de nylon das senhoras quando tinham malhas caídas, era habitual levarem-nas à apanhadeira e esta amiga dela era uma delas.

Já não a via há mais de 5 anos e quando lhe disse que a Tina tinha falecido o ano passado, nem sequer esboçou um simples sentimento de tristeza, dizendo apenas que já está a descansar…

Se isto fosse dito de uma Manuela qualquer que conhecesse a Tina de vista, ainda poderia admitir, mas com esta gaja – e vou deixar de ser socialmente correcto para com este tipo de gente -, amigas durante décadas, ter uma reacção destas, deixou-me apenas perplexo e sem vontade de continuar conversa pelo que me despedi com um até mais ver.

Mas também quando a família se desligou completamente, ainda era ela viva, salvo meia dúzia de excepções durante 6 anos a fio, nomeadamente uma irmã que trabalhou com ela no hospital durante talvez 20 anos e que nem uma visita fez durante os 5 anos da doença, nem apareceu no velório e no funeral,  estou a espantar-me com este tipo de atitudes ou reacções?

Fica a nossa Saudade e o sentido de perda inconsolável pela ausência da nossa querida Tina.

18.Jul.2016-18.Out.2017

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221: 16.Set.2017

Hoje, como habitualmente todos os sábados eu e a Vera não vamos visitar a nossa querida à sua última morada.

Dado que na próxima segunda-feira, dia 18, verifica-se a passagem do 14º. mês em que nos deixou para sempre, aproveitamos essa data para a nossa visita semanal.

18.Jul.2016-18.Out.2017

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217: Processo na Ordem dos Médicos

Transcrevo – porque penso que já nem vale a pena escrever mais sobre o assunto -, os e-mails enviados e recebidos entre mim e a Ordem dos Médicos, sobre a queixa apresentada que envolveu o falecimento de minha esposa e a forma como a médica de família tratou do processo:

Fwd: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394
Enviado: seg 21/08/2017 09:59
Para: disciplinar OMSUL <disciplinar@omsul.pt>
CC: franciscogomes

Exmo. Senhor
Prof. Doutor Carlos Fernando Pereira Alves
Digmo. Presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos

Encarrega-me o Senhor Bastonário de lhe reencaminhar o pedido de informação do Sr. Francisco Gomes sobre reclamação em análise nesse conselho, para emissão de resposta ao requerente, seguindo este e-mail com conhecimento do mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

=====================================

———- Mensagem encaminhada ———-
De: F Gomes
Data: 21 de agosto de 2017 às 01:00
Assunto: RE: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394
Para: Lídia Martins <lidia.martins@omcne.pt> Cc: omcne@omcne.pt, disciplinar@omsul.pt

Boa noite

Em ordem ao e-mail infra de V. Exas. e passados mais de dois meses deste v/ e-mail e mais de um ano sobre a queixa apresentada, não tenho qualquer informação sobre este processo.

Apenas pretendo saber se o processo ainda se encontra para apreciação, se foi arquivado ou o que vos aprouver sobre o mesmo. Penso que é tempo demais para apreciar uma queixa fundamentada.

Obrigado,

Francisco Gomes

=================================

De: Lídia Martins [mailto:lidia.martins@omcne.pt]
Enviada: 8 de junho de 2017 14:17 p
Para: disciplinar@omsul.pt
Cc: franciscogomes
Assunto: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394

Exmo. Senhor
Prof. Doutor Carlos Fernando Pereira Alves
Digmo. Presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos

Encarrega-me o Senhor Bastonário de lhe reencaminhar o pedido de informação do Sr. Francisco Gomes sobre reclamação em análise nesse conselho, para emissão de resposta ao requerente, seguindo este e-mail com conhecimento do mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

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05.Mar.2017

07.Nov.2016

23.Ago.2016

17.Ago.2016

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A propósito de “desonra”…

Um dia após a passagem de um ano do falecimento de minha esposa, li num diário online, o seguinte título: “Costa considera que manutenção de Ventura como candidato “desonra” Passos”, isto em ordem ao candidato autárquico André Ventura do PPD a Loures, por eventuais afirmações “racistas” contra a etnia cigana.

Mas quem se pode desonrar quem já não possui qualquer espécie de honra, de verticalidade, de honestidade, de dignidade, como é o caso do farsolas PaFioso que destruiu este país e o seu Povo, no governo anterior?

As imagens que se seguem, são extremamente chocantes para pessoas sensíveis, mas elas têm de ser mostradas para que provem o que o desgoverno do regime PaFioso proto-nazi do PPD/CDS e, concomitantemente, o seu executor principal, mais conhecido por Dr. Morte fez enquanto esteve no poder.

Minha esposa não morreu da doença (Alzheimer) mas da falta de assistência hospitalar – que vários médicos lhe negaram (médico de família, psiquiatria e neurologia) – e onde deveria estar para ser assistida, tratada, medicada e acompanhada, evitando o sofrimento atroz nos seus últimos dias de vida.

A resposta era sempre que não existiam meios, não existiam condições para o seu internamento e a solução passava, sempre, por um Lar de Idosos, como se estas instituições tivessem a capacidade técnica de uma unidade hospitalar ou, pelos cuidados paliativos e/ou continuados, todos eles de elevados custos para o nosso orçamento familiar.

Não satisfeitos com a situação em curso, ainda me acusaram de ter negado esses cuidados (paliativos e continuados) a minha esposa o que levou ao extremo da minha indignação informando-os que se pagasse aqueles “cuidados”, teria de ir viver para debaixo da ponte com a minha filha que também e infelizmente, possui uma doença crónica grave, com estados de coma frequentes.

Nas últimas semanas de vida de minha esposa, iam ao domicílio duas enfermeiras do Centro de Saúde fazerem-lhe a limpeza das feridas, renovarem pensos, duas vezes por semana, que passaram a três vezes dada a gravidade da situação. Mesmo com a presença da médica de família por duas vezes nas últimas semanas de vida e constatando in loco, ao vivo e a cores, a gravidade da situação, nunca lhe foi dada a mais pequena hipótese de internamento hospitalar.

Foi algaliada e colocaram-lhe uma sonda gástrica que já nada adiantava e que fez com que tivesse de chamar o INEM que a levou para a urgência do hospital de S. Francisco Xavier, onde viria a falecer horas depois, devido a insuficiência respiratória provocada por choque séptico. Quem pretender saber o que é choque séptico, vá ao Google e escreva essas palavras, mas resumidamente:

Choque séptico é uma complicação de uma infecção na qual as toxinas dão início a uma resposta inflamatória em todo o corpo. É frequente em idosos ou em pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Os médicos identificaram três estágios de sepse:

  • sepse, quando a infecção atinge a corrente sanguínea e causa inflamação em todo o corpo
  • sepse grave, que ocorre quando a infecção interrompe o fluxo de sangue para o cérebro ou para os rins, levando à falência órgãos. Os coágulos de sangue causam gangrena (morte do tecido) nos braços, pernas e dedos das mãos e dos pés.
  • choque séptico, quando a pressão sanguínea cai significativamente. Isso pode levar a falência respiratória, cardíaca ou de um órgão e à morte.

A queixa que ainda em vida de minha esposa apresentei contra a médica de família, logo, há mais de um ano, ainda encontra-se de pantanas de um lado para o outro na Ordem dos Médicos e, pelos vistos, vai morrer solteira. Meus amigos, quem neste País não tem uma forte componente financeira como suporte, está previamente condenado a este tipo de situações em toda e qualquer outra área social.

Atenção às imagens que podem chocar pessoas sensíveis:

Tratamento às úlceras

6 de Julho de 2016 – úlcera na anca com exposição óssea
Saco da algália com urina completamente castanha
Úlcera num dos braços
Úlcera na região sagrada, com exposição óssea
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.

Descansa em Paz, minha querida, que eu nunca perdoarei a quem tanto mal te fez em vida.

18.Jul.2016-18.Out.2017

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203: Pobres têm “limitações fortes no acesso” a cuidados de saúde

Relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde é apresentado nesta quarta-feira. Desigualdade entre ricos e pobres na hora de aceder a uma consulta, cirurgia ou de comprar medicamentos é um dos principais alertas.

20% dos mais pobres deixaram de aceder a consultas ou tratamentos devido a dificuldades financeiras Rui Gaudêncio

“Quanto mais doente mais pobre, e quanto mais pobre mais doente.” A doença e a pobreza andam de mãos dadas e, na altura de aceder a cuidados de saúde, o caminho é mais difícil e demorado para quem tem rendimentos mais baixos. Este é um dos principais alertas deixado no Relatório Primavera 2017, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), que será apresentado nesta quarta-feira, e que descreve que o acesso a serviços como consultas de especialidade ou de medicina dentária tem uma relação directa com os ordenados das famílias.

O documento Viver em Tempos Incertos – Sustentabilidade e Equidade na Saúde, que será apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, começa por fazer uma avaliação das principais políticas seguidas pelo Ministério da Saúde neste ano e meio de Governo. José Aranda da Silva, um dos coordenadores do OPSS, salientou ao PÚBLICO que, em linhas gerais, o ministro Adalberto Campos Fernandes tem “tido uma elevada taxa de cumprimento das medidas que apresentou”.

O antigo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos dá como exemplo algumas “medidas de reposição de justiça”, como a redução das taxas moderadoras ou a disponibilização de mais serviços nos centros de saúde, como dentistas, psicólogos e nutricionistas. No entanto, Aranda da Silva diz que isto não chega para garantir igualdade e alerta que “estão a ficar para trás mudanças urgentes e mais estruturais, como é o caso da reforma hospitalar ou da aposta na melhoria da literacia dos cidadãos”.

Reforma não está a ser feita

Para o investigador, o facto de as urgências continuarem a ser a porta de entrada nos hospitais é um dos exemplos de que a reforma não está a ser feita e de que a mensagem de que os utentes devem ir primeiro ao centro de saúde não está a passar. Este desconhecimento dos cidadãos, explica o especialista, acaba por influenciar a forma como cada pessoa é capaz de se movimentar nos serviços de saúde.

Os investigadores trabalharam os dados do Inquérito Nacional de Saúde de 2014 para perceber em que medida é que o rendimento influencia a utilização dos cuidados de saúde e perceberam que quase 20% dos mais pobres deixaram de aceder no ano anterior ao inquérito a consultas ou tratamentos por dificuldades financeiras. Entre os mais ricos o valor não chegava aos 5%.

Nos cuidados dentários o valor entre os mais pobres disparava para 50%, enquanto nos mais ricos não chegava a 10%. Mesmo para os cuidados de saúde no geral, 19% dos mais pobres têm dificuldades no acesso, contra 4% dos mais ricos. As pessoas com rendimentos mais elevados “têm uma probabilidade significativamente inferior de esperar por uma consulta, em comparação com as pessoas no rendimento mais baixo”.

“Não existem apenas limitações fortes no acesso, como também estas limitações afectam de forma desproporcional os mais pobres”, frisa o relatório. Aranda da Silva explica que os dados dizem respeito ao acesso tanto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) como a privados. No entanto, lembra que a grande maioria dos serviços ainda são públicos. “Regra geral, as pessoas com mais rendimentos sabem mexer-se melhor no SNS e conseguem consultas e tratamentos mais rapidamente. E quando não conseguem têm mais frequentemente seguros privados ou mesmo ADSE. Os pobres têm mais problemas tanto no acesso como na própria utilização do SNS”, diz.

“É mais fácil um alemão manter-se saudável”

O farmacêutico lembra que o problema do SNS, nomeadamente das listas de espera, foi agravado com os cortes durante o período de intervenção da troika. Aliás, o relatório destaca que “a percentagem do financiamento público dos cuidados de saúde prestados à população portuguesa (66,0%) tornou-se em 2014 das mais baixas da Europa”, com os portugueses a estarem entre os que mais pagam directamente do seu bolso quando precisam de cuidados de saúde, nomeadamente em medicamentos. “O peso dos gastos privados é o principal factor de agravamento da desigualdade”, insiste-se.

“É mais fácil para um alemão ou holandês manter-se saudável do que é para um português”, reforça o OPSS, que dá como exemplo que “em Portugal apenas 55% da despesa com medicamentos é publica, em comparação com a Alemanha (83%), a França (71%) e o Reino Unido (66%)”. Mais uma vez, Aranda da Silva fala numa “erro de estratégia”. Porquê? O adiamento dos cuidados de saúde pode levar a um agravamento do estado de saúde das pessoas que, chegando mais tarde aos centros de saúde e hospitais, podem gerar ainda mais despesa.

O relatório coloca o dedo noutra ferida – os entraves à contratação de mais profissionais de saúde para o serviço público. “As restrições nas admissões de profissionais é o maior problema com que o SNS está confrontado. Menos profissionais que o recomendado implica menor disponibilidade para praticar actos técnicos de saúde que consequentemente se traduzirão em maior morbilidade, mortalidade, reinternamentos, aumento da taxa de infecção, maiores tempos de espera e de listas de espera”, lê-se no documento. Os investigadores reconhecem o esforço para “reverter” este problema, mas dizem que as medidas ainda são insuficientes.

Por isso, nas recomendações que deixa ao Governo, o OPSS sugere a criação de orçamentos plurianais para a saúde, que permitam fazer um verdadeiro planeamento das necessidades, devendo incluir mais cidadãos em organismos consultivos, nomeadamente nos cuidados de saúde primários. Depois, insiste-se na importância de garantir que as pessoas tenham um acesso equitativo ao SNS, apelando-se a que a tutela aposte numa análise criteriosa dos novos investimentos que faz em equipamentos e tratamentos, acompanhando com estudos os resultados que tiveram de facto na melhoria da saúde das populações. Apostar numa melhor articulação entre centros de saúde, hospitais e cuidados continuados é outra das conclusões do relatório.

Jornal Público
Romana Borja-Santos
28 de Junho de 2017, 6:32

Obsv.: Nada que os pobres desconheçam…

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197: 10.Jun.2017

O raminho de flores de hoje foi mais pobrezinho porque estavam a pedir por um ramo de flores normais o que considerei exagerado. Não sei se por ser feriado do 10 de Junho, a informação que tive da florista foi a de o Verão ter aparecido mais cedo, mais calor e as flores escasseiam, por isso o seu aumento.

Ficámos pelas mais baratas porque o nosso orçamento não acompanha os aumentos devidos aos calores de Verão.

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Queixa de Francisco dos Santos Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394

Recebi hoje um novo e-mail, que nada adianta sobre a minha queixa efectuada o ano passado, ainda minha esposa era viva:

Enviado: qui 08/06/2017 14:17
Para: disciplinar@omsul.pt

Exmo. Senhor
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Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
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189: 13.Mai.2017

Tempo muito nublado, alguns pingos de chuva, mas isso não impediu de eu e a Vera irmos fazer a visita semanal de sábado à campa da nossa querida Tina.

Mudada a água das flores, tirando umas mais murchas, colando a N.S. de Fátima na laje (ver imagens abaixo), comprada ontem, inserindo novo raminho de flores lindas (rosas, cravos e lírios), missão cumprida por esta semana.

A nossa querida, onde quer que esteja, estará muito contente por nunca nos esquecermos dela.

18.Jul.2016-18.Out.2017

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188: 12.Mai.2017

Minha esposa era devota (não fundamentalista) a Nossa Senhora de Fátima. Por ser amanhã o dia dessa santa, comprámos hoje uma imagem dela para colocar na campa, quando amanhã formos fazer a visita semanal de sábado.

18.Jul.2016-18.Out.2017

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3 dias ago cuidador cuidador
Há 15 meses que partiste e ainda parece que foi ontem... Não te esquecemos minha querida, vive…
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14.Out.2017

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6 dias ago cuidador cuidador
Visita semanal à campa da nossa querida Tina, com florzinhas azuis e brancas.…
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07.Out.2017

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2 semanas ago cuidador cuidador
Antes da visita semanal à campa da Tina, encontrei uma antiga amiga dela, conhecidas de décadas e qu…
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01.Out.2017

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3 semanas ago cuidador cuidador
A nossa visita de hoje, dado que ontem não existiu disposição da minha parte. Acontece e há dias ass…
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23.Set.2017

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4 semanas ago cuidador cuidador
Nova visita à campa da nossa querida Tina. Catorze meses depois de ter baixado à terra para a sua úl…
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187: Familiares não vão poder ser os cuidadores dos deficientes

Este artigo, publicado no Diário de Notícias online, causou-me revolta, repugnou-me e fiquei ainda com mais raiva da classe política asquerosa que temos. Deixei lá ficar este comentário que fica aqui registado dado que o DN é muito lesto a CENSURAR – como nos tempos da outra senhora -comentários que não interessam ser lidos.

“Vê-se mesmo que esta malta NUNCA foi cuidador de absolutamente NADA na vida! Mete nojo ler estes pensamentos eruditos destes políticos de pacotilha e seus derivados. Fui cuidador de minha esposa durante 5 anos (Alzheimer e DPOC) que acabou por falecer sem qualquer apoio de cuidados paliativos ou outros e numa urgência do hospital com falência respiratória devido a choque séptico, ou seja, negaram-me o internamento hospitalar quando ela tinha úlceras abertas com exposição óssea e trataram dessas úlceras no domicílio já quase em estado de coma. E vêm estes “representantes do Povo”, armados em sabichões de pacotilha, mandar uns bitaites pela matraca fora… Que raiva, carago!”

Mas vamos ao artigo em apreço:

Governo está a ultimar a versão final do modelo de apoio à vida independente para discutir documento no início de Junho

As pessoas com deficiência vão contar com o apoio de assistentes pessoais para terem uma vida independente. Mas estes cuidadores – que vão desempenhar tarefas desde a higiene, transporte ou mediação na comunicação – não podem ser familiares nem vão ser escolhidos diretamente pelas pessoas com incapacidades.

Estas são duas das condições inscritas na versão inicial do modelo de apoio à vida independente que o governo está agora a ultimar, para discutir em Conselho de Ministros “no início de junho”, adiantou ao DN o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS). Porém, a contratação de assistentes está limitada a uma bolsa de inscritos nos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) e não é feita directamente pela pessoa com deficiência, algo que todos os partidos da oposição criticam e que gostariam que ficasse diferente na versão final. Porém, como este modelo vai ser aplicado em projectos-piloto (15 a 20) pagos com fundos comunitários – mais de 15 milhões -, o dinheiro não pode ser entregue directamente aos beneficiários, explicou o governo aos partidos e associações.

Uma das principais críticas vem do Bloco de Esquerda (BE), que, depois de ter feito um inquérito e diversas audições públicas, reuniu 17 propostas de alteração que entregou na semana passada ao MTSSS. No documento, a que o DN teve acesso, os bloquistas defendem que “a escolha do assistente pessoal é livre e da exclusiva responsabilidade da pessoa com deficiência”.

Também o PCP, lembrando que foi o primeiro partido a defender o apoio à vida independente (num projecto de resolução de maio de 2015), quer ver esclarecido no documento final a relação que se vai estabelecer entre os CAVI e a pessoa com deficiência. “Não há o contacto directo da pessoa na contratação do assistente e temos que ver como fica esta matéria, que nos suscita a necessidade de reflexão”, admite a deputada Diana Ferreira.

À direita, a percepção é a mesma. De que a pessoa com deficiência devia ser a responsável por escolher quem vai prestar apoio no seu dia-a-dia. “O modelo de apoio é nessa matéria ainda bastante assistencialista”, aponta a deputada social-democrata Sandra Pereira. A escolha através do CAVI – que tem de estar ligado a uma IPSS (instituição particular de solidariedade social) – torna o modelo “muito burocrático e parte da desconfiança quando impede os elementos da família de serem assistentes”, acrescenta Filipe Anacoreta Correia, do CDS-PP.

No entanto, neste último ponto, os centristas estão isolados, uma vez que todos consideram positivo o facto de os familiares ficarem fora do cargo de assistente. “Deve ser uma relação profissional sem esquemas de dominação de nenhuma parte. Percebemos que as famílias estejam muito zangadas porque, no fundo, passaram 10, 15 anos em que desistiram de tudo para tratar do familiar e agora vêem uma pessoa ganhar para tratar dele. Mas temos de separar claramente a independência das pessoas das relações familiares”, explica o deputado do BE Jorge Falcato. Sem exemplificar que pontos vão ser alterados, o MTSSS referiu ao DN estar a analisar os contributos “com vista à elaboração dos diplomas legislativos que enquadrarão o modelo e de definição dos aspectos que há que rever em resultado das sugestões recebidas”.

Independência com oito horas

Para quem deseja ter uma vida independente, a proposta inicial ainda fica aquém do desejado. “Sou totalmente dependente e as 40 horas semanais de apoio para mim não chegam. Oito horas por dia para mim é um apoio domiciliário e isso já existe”, lamenta Eduardo Jorge, activista pela vida independente. Aos 55 anos, tetraplégico desde 1991, quando sofreu um acidente de viação, viu-se obrigado a ir viver para um lar da terceira idade por não conseguir viver sozinho.

“Tenho de ser virado de três em três horas, não posso passar uma noite sozinho e ficar oito horas na mesma posição”, explica. Finalmente, conseguiu ter um contrato de trabalho como assistente social no lar da Carregueira, onde também vive. O seu sonho “era trabalhar aqui, mas viver numa casa aqui ao lado”. No entanto, sente que o limite de 40 horas no apoio não o vai tornar independente. Eduardo gostava também de ter uma palavra a dizer na escolha do assistente. “A filosofia de vida independente está toda alterada quando é alguém a escolher quem nos dá apoio. Não posso despedi-la quando quiser e além disso, como os CAVI podem decidir quem faz apoio, todos os dias vão ser pessoas diferentes”, alerta.

A ligação com o assistente é fundamental, lembra Eduardo. Já que em muitos casos – como no seu – a pessoa com deficiência precisa que cuidem da sua higiene pessoal, da mudança de fraldas e de ser alimentada. A que se juntam as horas que passam sozinhos: “Se for para casa, vai lá uma senhora umas horas e depois fico na cama, sozinho, deitado de barriga para baixo oito horas. Com água e umas bolachas à mão, mas sem poder fazer nada. Se o saco da urina fica muito cheio, não posso fazer nada, se me acontece alguma coisa, como falhar a electricidade, fico assim até ela voltar de manhã.” Com esta descrição, Eduardo quer mostrar que oito horas por dia são insuficientes e que a solução passava por um banco de horas, que podia ser usado conforme as necessidades. “Pode haver dias em que preciso de 18 horas e outros em que preciso só de cinco, e vamos gerindo essas horas.”

Diário de Notícias
10 DE MAIO DE 2017
07:46
Ana Bela Ferreira

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