145: 14.Dez.2016

Cheguei a um período da minha vida em que me estou completamente BORRIFANDO para o que pensem ou bolsem sobre a minha pessoa e a meu respeito. Hoje, e dando sequência ao que afirmei antes, tenho uma novela melhor que as que passam nas retretes das estações de TV tugas.

A minha filha Vera encontra-se internada num hospital (público, porque privado é para os ricos) desde segunda-feira passada. Entretanto e por via de encontrar-se desempregada por força de DESPEDIMENTO COLECTIVO, está inscrita no Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP, estando, por consequência, OBRIGADA a comparecer a todas as convocatórias que eles façam.

Até aqui, nada a apontar a não ser que aos CUMPRIDORES andam em cima deles com uma fiscalização absurda que nem no tempo do fascismo salazarista existia (e eu sou e vivi esse tempo), aos outros, os que recebem RSI e outros abonos, subvenções, etc., deixam-nos à solta, sem qualquer problema.

Ora, a trágico-novela que hoje vou contar, tem tanto de absurda como de inconcebível-hilariante-demagógica. Vou começar então a primeira e única parte e/ou capítulo, como a queiram apelidar.

Recebi hoje, dia 14 de Dezembro, no meu domicílio, uma carta do IEFP, IP, com data de 10 de Dezembro (sábado), por correio azul, cujo desenvolvimento passo a inserir já de seguida um e-mail que iria ser enviado ao serviço de emprego das Picoas (origem desta carta) e serviço de emprego de Benfica (entidade a que a minha filha pertence). E este e-mail não foi enviado, está em suspenso, pelos motivos que no final esclarecerei:

De: F Gomes
Para se.picoas@iefp.pt; se.benfica@iefp.pt
Data: 14 de Dezembro de 2016 (envio suspenso)

ASSUNTO: INFORMAÇÃO

Boa tarde

Em nome de minha filha Vera Gomes, utente nº. xxxxxxxx, beneficiária nº. xxxxxxxxxxxxx, informo:

01.-. Foi recebida hoje, dia 14 de Dezembro de 2016 uma carta por CORREIO AZUL, desse serviço, com data de 10 de Dezembro de 2016 (sábado), para minha filha se apresentar amanhã, dia 15 de Dezembro de 2016, pelas 10:30 horas, na Avenida 5 de Outubro, 24, Lisboa, a fim de verificar as suas condições para possível integração em Contrato Emprego-Inserção;

02.- Minha filha, Vera Maria Chadeca Gomes, supra referenciada, deu entrada no Hospital de Egas Moniz na passada segunda-feira, dia 12 de Dezembro de 2016, encontrando-se internada desde essa data e sem data previsível de alta médica dado que é uma doente diabética insulina-dependente desde há DEZASSEIS ANOS, por isso, pedi a ela que solicitasse na Secretaria da Unidade Hospitalar uma DECLARAÇÃO em como ela estava INTERNADA desde segunda-feira passada;

03.- Através do vosso contacto telefónico 21 580 21 00, fui informado pelo funcionário que me atendeu depois de 30 minutos de tentativas de chamada, que a declaração que o Hospital iria passar NÃO ERA VÁLIDA COMO JUSTIFICAÇÃO e que teria de ser a médica de família a passar a baixa médica, sendo esse documento o único válido para justificar a não comparência da beneficiária;

04.- Sendo o Hospital de Egas Moniz, um HOSPITAL PÚBLICO, como pode uma declaração emitida por essa Unidade, ser interpretada como NÃO VÁLIDA para fins justificativos de falta de comparência às vossas convocações? E mais, o mesmo funcionário informou que teria de ser a médica de família a passar a baixa médica para esse documento ser justificativo da falta de comparência. Ora, como pode a minha filha deslocar-se ao Centro de Saúde pedir a baixa médica se está INTERNADA? O mesmo funcionário esclareceu que podia ser eu a deslocar-me ao CS em nome da minha filha e pedir à médica essa baixa. Ou seja, NÃO CONFIAM num documento emitido por um Hospital Público, mas confiam que a médica vai confiar no que o pai da internada diz…

05.- Nesta conformidade e como apenas amanhã, dia 15 de Dezembro de 2016 poderei ter em minha posse os documentos justificativos – a minha filha vai tentar ainda hoje encontrar o médico que a assiste no Hospital para lhe pedir a emissão da baixa médica – e eu amanhã vou ao CS do Santo Condestável falar com a médica de família, Dra. Salomé, – dado que já marquei hora (12:00 horas) para esse efeito -, a fim de ela também emitir a baixa médica, constituindo assim duas justificações mais que justificáveis para a não comparência da minha filha às vossas convocatórias. Penso que não seja necessária uma terceira justificação.

Nesta conformidade, amanhã serão enviadas cópias dos documentos justificativos quer para o serviço de emprego das Picoas, entidade que enviou a carta, quer para o serviço de emprego de Benfica, entidade a que ela pertence.

Obrigado,

(fim do e-mail não enviado)

Ora, o e-mail não foi enviado porque tendo estado em contacto com a minha filha no hospital via telemóvel, pedi-lhe que “apanhasse” o médico a fim de lhe passar a baixa médica para apresentar no serviço de emprego supra citado. Recebi o feedback dela mais tarde, informando que tinha conseguido falar com o médico e que este a informou que passaria hoje a alta médica a fim de ela poder amanhã tratar dos seus assuntos pessoais (serviço de emprego do IEFP, IP + convocatória para sexta-feira na Rua das Pedralvas em Benfica, ou seja, duas convocatórias de rajada), o que significa que o médico também borrifou-se para o facto da minha filha ainda não ter tido tempo para estabilizar os seus valores tipo escada rolante, apenas lhe sendo aplicado o novo equipamento de medição glicémica via wireless e que manterá por mais quinze dias. Depois, terá de o devolver ao hospital dado que o aparelho é de “testes”.

Assim, ela sairá do hospital amanhã, dia 15 às 08:30 horas (se os enfermeiros fizerem atempadamente a colheita para as análises), senão sairá sem essas colheitas a fim de estar às 10:30 horas na Av. 5 de Outubro para a convocatória acima mencionada no e-mail.

Ou seja, primeiro a OBRIGATORIEDADE da sua presença no IEFP, IP para não PERDER O DIREITO AO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO, em segundo lugar a merda da doença e da saúde.

A carta hoje recebida do IEFP, IP é bastante esclarecedora nestes termos de não comparência:

“A FALTA DE COMPARÊNCIA A ESTA CONVOCATÓRIA É UMA VIOLAÇÃO AO DEVER DE COMPARÊNCIA NOS LOCAIS E DATAS DETERMINADOS PELOS SERVIÇOS DO IEFP, IP, PREVISTA NA ALÍNEA g) do nº. 1 do artigo 41º. do Decreto-lei nº. 220/2006, de 3 de Novembro, NA ACTUAL REDACÇÃO (1) EXCEPTO SE FOR APRESENTADA NESTES SERVIÇOS UMA JUSTIFICAÇÃO DA FALTA NOS TERMOS CONSTANTES DO REGIME PREVISTO NO Código do Trabalho. A FALTA TEM QUE SER JUSTIFICADA NO PRAZO DE CINCO DIAS CONSECUTIVOS, A CONTAR DO DIA IMEDIATO À FALTA”.

Terminada esta novela, tipo mexicana de 5ª. categoria que ilustra bem o estado da Nação em que (infelizmente) tenho de (sobre)viver – e digo isto porque como atrás referi, os aldrabões, corruptos e vigaristas andam à solta, os cumpridores são incessantemente vigiados, sinto cada vez mais ÓDIO, sim, ÓDIO, por quem produz, legisla e aprova as leis deste País. Sem qualquer excepção.

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28: 05.Jul.2016

Mais uma noite quase que em branco dado que a Tina, mais uma vez, esteve muito agitada e sem dormir. Depois de lhe dar a terceira dose de Quetiapina, pelas 05:00 horas, conseguiu acalmar, encostei-me um pouco para descansar a cabeça já que meia hora depois tinha de acordar a Vera.

Quanto a Vera, sem problemas, valores um pouco altos mas depois fui deitar-me e fiz uma directa até quase ao meio-dia, embora tivesse acordado duas vezes pelo meio para ver como estava a Tina.

Os vídeos, com narração, a seguir inseridos, dão conta da forma como a Tina está a ser alimentada e as peripécias que hoje aconteceram e que nem foram todas mencionadas.

Desde as 13:00 horas até cerca das 15:30 a tentar ligar para a consulta de Psiquiatria e sem atenderem já que o sinal era de chamada e não de impedido. Liguei para S. Francisco Xavier que é a Central da rede hospitalar desta zona e deram-me mais 2 números que, como os que já me tinham dado, tocaram, tocaram e nada!

Entretanto, recebi uma chamada da médica psiquiatra do Egas, dra. Inês Macedo, que pode ser resumidamente analisada no primeiro vídeo abaixo.

A Tina, depois de almoçar, em descanso apenas (hoje) com meia dose de Quetiapina:

05072016_01

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