166: 21.Fev.2017

Na qualidade de cuidador de minha filha Vera, diabética insulina-dependente há 16 anos e com graves crises de coma hipoglicémico, venho alertar para um equipamento que se encontra à venda apenas online, não distribuído pelas farmácias, nem comparticipado pelo Estado português.

Refiro-me ao FreeStyle Libre dos laboratórios Abbott.

Este equipamento supostamente substituiria as tradicionais palhetas e o sempre indesejável pica no dedo para extrair uma gota de sangue que será recolhido pela palheta inserida no medidor e que dará o valor de glicémia na altura.

Não existe dúvida quanto à praticabilidade deste sistema, bastando passar com o equipamento pelo sensor (que se encontra inserido no braço) e obterá uma leitura dos valores glicémicos, tendo depois acesso, via aplicação própria e através de uma ligação ao PC, do histórico das medições diárias em gráfico.

Mas o problema – e existe sempre um senão -, são de ordem económica e fiabilidade das leituras. Concluí hoje um teste que me deu a resposta que desde o início me intrigava, ou seja, fui informado pela Abbott, em contacto telefónico efectuado, que o equipamento apenas fazia leituras de valores acima dos 40.

Logo aqui, existe uma limitação que, no caso da minha filha e possivelmente no de muitos outros diabéticos, existem leituras abaixo desses valores, sendo que podem ir dos 20 aos 40, valor a partir da qual o FreeStyle Libre começa a informar valores e, abaixo disso (40) apenas menciona LO (baixo).

Ora, a mim não me interessa absolutamente nada a informação de LO porque necessito concretamente de saber quais os valores reais que minha filha apresenta dado que, em algumas vezes, tenho de chamar o INEM ao domicílio para lhe ser injectada glucose na veia e a primeira coisa que eles pedem são os valores e não lhes vou dizer LO, quando ela está inconsciente e sem poder recuperá-la pelas formas tradicionais da papa de açúcar na bochecha ou até inserir-lhe na boca uma ampola de 20 ml de Glucose a 30%, solução esta injectável via intravenosa mas que também pode ser administrada oralmente.

Para exemplo desta situação, apresento de seguida um quadro dos últimos dias de medições:

Dia 01.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=40 (devia acusar)
Dia 04.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=32
Dia 08.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=38
Dia 13.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=43 (acima de 40)
Dia 21.02.2017 (04:30 horas): leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=50 (acima de 40)
Dia 21.02.2017 (06:40 horas): leitura FreeStyle Libre=423; leitura palhetas=368

Neste caso, por três vezes neste mês, o equipamento FreeStyle Libre não acusou valores acima dos 40 e sendo este um instrumento electrónico, não posso admitir que exista inexactidão neste tipo de leituras. De notar que hoje, na segunda medição e quando minha filha se levantou, o FreeStyle Libre marcava 423 e logo de imediato com o pica no dedo, o equipamento das palhetas indicava 368.

A segunda questão reside na aquisição dos sensores que apenas duram para 14 dias cada um e custam, portes incluídos, € 65,85, ou seja, a cada 28 dias o desembolso é de € 131,70 que não estará ao alcance de muitos orçamentos familiares mais reduzidos.

Seria excelente se:

01.- Este equipamento tivesse uma precisão electrónica mais fiável e com leituras abaixo dos 40 (que nem sempre são);
02.- Fosse mais económico ou comparticipado pelo Estado como é a insulina e outros produtos para diabéticos;
03.- Estivesse distribuído pelas farmácias porque quem não tem Net e/ou cartão de crédito (únicas formas de encomendar), não poderá efectuar a encomenda (utilizo o MbNet que é um cartão de crédito independente ligado à conta bancária e que é requisitado na hora e válido apenas para essa compra).

Aqui fica o aviso para quem for diabético e desconheça estes pormenores que são valiosos na hora de pretender adquirir o equipamento (custo inicial – leitor e sensor = € 169,90 (+ portes de envio).

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154: 06.Jan.2017

Conforme post inserido neste Blogue (15.Dez.2016), o aparelho que a Vera trouxe do hospital para medição de glicose sem picar dedos, revelou-se muito pouco operacional para o efeito que deveria ter neste tipo de medições, ou seja, o valor mais baixo que ele apresenta, numericamente, é 40 e a partir daí para baixo, apresenta a indicação LO.

Ora, a Vera tem tendência para valores baixos, nomeadamente entre 20 e 39. Sendo assim, entre os 20 e os 40 não tenho qualquer indicação real de qual o valor que ela tem na altura da medição e isto chamou-me a atenção porque anteontem de madrugada estava com 31 (medido pelo sistema clássico de picada no dedo) e o FreeStyle Libre apresentava LO.

Dado o custo não só do equipamento (€ 59,90, com uma vida útil média de 3 anos de utilização normal), como dos sensores (discos – cada € 59,90 que duram apenas 14 dias), penso que o investimento não compensa a praticabilidade de evitar a picada no dedo e, por isso, contactei os Laboratórios Abbott registando a minha insatisfação por este equipamento, apesar de sofisticado dada a sua tecnologia, ser limitado nas leituras de glicose abaixo dos 40.

Fui então informado que este equipamento NÃO SUBSTITUÍA o leitor clássico de palhetas/picada no dedo e que, sempre e em caso de dúvida, o sistema clássico deveria ser utilizado. Cada um que tire as devidas conclusões sobre esta resposta.

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