62: 26.Ago,2016

0-lutotransp200Existe certo tipo de pessoas que afirmam nas redes sociais e em jornais online, a propósito de certas notícias, que têm nojo em serem Portugueses. Discordo completamente. Eu tenho muita honra em ser Português. Tenho é NOJO de ter políticos que (des)governaram Portugal depois do golpe de Estado do 25 de Abril’74 e que o levaram à ruína económica e social. Desses, é que eu tenho NOJO!

Ainda não recebi qualquer resposta ao meu pedido de transferência de médica de família, a mesma que “acompanhou” minha esposa até quase à véspera da sua morte, porque fui informado pelos serviços do Centro de Saúde, quando necessitei de uma consulta no princípio deste mês, que a médica estava doente e possivelmente durante este mês de Agosto não iria estar presente.

Hoje, vim a saber através de outros doentes que têm a mesma médica de família que a “doença” dela era GRAVIDEZ!

Bom, se a gravidez é doença (exclusivamente na classe médica porque nunca tinha ouvido falar nessa “doença”), compreende-se então porque razão a senhora deixou minha esposa definhar até à sua morte porque não era o trabalho de duas enfermeiras virem cá a casa 3 vezes por semana – e já nas últimas semanas de vida dela -, a fim de limparem as úlceras e colocarem novos pensos, com EXPOSIÇÃO ÓSSEA e cheiro fétido (relatório da urgência do hospital de S. Francisco Xavier) que ela própria constatou porque em duas vezes em que esteve cá em casa, que seria a via indicada para a situação decorrente mas sim o seu internamento hospitalar, não nessa altura, mas muito, muito antes conforme eu vinha a solicitar com insistência.

Minha esposa faleceu por ter entrado em falência respiratória devido a choque séptico provocado pela infecção das referidas úlceras. Será que uma médica não tem conhecimento disto?

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46: 25.Jul.2016

0-lutotransp200Ao ponto a que chegou o Serviço Nacional de “Saúde” que até cobra taxas “moderadoras” a pensos de feridas infectadas. Deve ser para “moderar” as feridas infectadas e elas não proliferarem tanto como aconteceu com a Tina…

Fui hoje ao Centro de Saúde (USF St. Condestável) para uma consulta dado que apareceu-me uma irritação na pele e fui confrontado com um valor a pagar de DEZ EUROS, descontados 4 euros de dedução conforme circular da ACSS, relativos a PENSOS A LESÃO COM INFECÇÃO.

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TaxasModeradorasFeridas

Mantendo o que sempre afirmei desde o início do agravamento do estado geral da Tina, que NENHUM MÉDICO que a assistiu (dois médicos de família e dois psiquiatras), a quiseram internar a fim de evitar que ela chegasse ao lastimável e escandaloso estado a que chegou. Nem a um animal selvagem se trata desta maneira!

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37: 15.Jul.2016

A noite foi calma, hoje vêm cá a(s) enfermeira(s) para mudar pensos e fazer tratamentos e retirar amostra para uma análise (Exsudado purulento superficial – exame cultural, identificação e TSA – úlcera sacro-coccigea) pedida pela médica de família, dra. Irene Martins.

Análise esta que o hospital não quis fazer, não sei com que razões, ou antes, menos uma trabalheira para fazerem…

Assim, a Vera ontem passou pelo laboratório de análise para recolher a zaragatoa e o tubo com que se faz este tipo de análises e hoje vem cá a casa um colega da Vera – a pedido dela e que faz serviço no exterior -, para levar essa análise ao laboratório.

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As enfermeiras vieram mais tarde mas tiveram hoje um trabalhão com a Tina porque tiveram de algaliá-la e introduzir-lhe uma sonda para mais facilmente receber os alimentos e medicação dado que a dificuldade para comer e beber eram cada vez maiores.

Segundo informação do hospital S. Francisco Xavier, introduzido na rede informática, a dra. Irene Martins, médica de família, recebeu a informação que a Tina estava com nova infecção urinária e já me enviou por SMS o receituário para o antibiótico a tomar. Também está com febre (37,5ºC) devido à infecção e já tomou um Ben-Uron 1g.

Estiveram também a sugar as secreções que tinha, pelo que pediram um aparelho ao Centro de Saúde para o efeito.

As enfermeiras também tiveram de amarrar os braços da Tina à cama para ela não poder arrancar a sonda.

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35: 13.Jul.2016

O dia de hoje foi calmo, a Tina comeu as suas refeições normalmente e a enfermeira do centro de saúde veio de manhã tirar-lhe o catéter da veia que os INCOMPETENTES da urgência do hospital de S. Francisco Xavier lhe deixaram quando veio para casa (pela segunda vez, note-se!).

A médica de família, segundo informação da enfermeira, já tinha conhecimento que a Tina tinha tido alta e do relatório aqui publicado, dado que o sistema permite essa troca de informações e acesso.

Ficam aqui mais umas imagens do estado debilitado da Tina.

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Entretanto e da Ordem dos Médicos, ainda não obtive qualquer resposta à reclamação que efectuei no passado dia 30.Jun.2016 e AQUI PUBLICADA.

No final do dia, houve uma altura em que a respiração da Tina era esquisita, não sei se era expectoração mas fica aqui o registo. Já devia estar a sofrer bastante!

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34: 12.Jul.2016

A Tina ontem teve uma noite calma e hoje de manhã, pelas 11:30 horas apareceram cá em casa as enfermeiras do Centro de Saúde (não estava à espera delas) para avaliarem o estado da Tina dado que ontem tinha uma ponta de febre e devido ao seu estado de desidratação, queriam chamar o INEM dado o estado dela mas eu perguntei se só agora é que “apareceu” essa urgência dado que ando há dois anos a dizer que o lugar da Tina era num hospital para acompanhamento, vigilância, tratamento e estabilização e então sim, depois viria para casa!

A médica, dra. Irene Martins, disse ontem para ela tomar um Ben-Uron de 1g para a febre e que fizesse nova medição à hora do jantar para depois poder avaliar a situação.

Depois de terem verificado o estado da Tina, as enfermeiras disseram que o melhor era mesmo chamar o INEM e levá-la para S. Francisco a fim de ser vista, hidratada e o mais que fosse necessário ao estado dela.

Depois de a Tina ter apenas pele e osso, úlceras por todo o corpo, alimentada a cremes de legumes, sumos de pêssego e de pêra e gelatina, as únicas formas de a podermos alimentar, SÓ AGORA É QUE ACORDARAM, PORRA???!!!

Vou agora, mais a Vera ao hospital para sabermos o que se passa.

(actualização às 01:03 horas de 13.Jul.2016)

A Tina deu entrada na urgência do Hospital S. Francisco Xavier, levada pelo INEM a pedido das enfermeiras do Centro de Saúde, às 13:40 horas. Chegámos ao hospital cerca das 16:30 horas porque disseram que ela iria fazer análises e não adiantava estar mais cedo.

Como já temos “experiência” destas andanças, esperei que a Vera chegasse do emprego, apanhámos um táxi e fomos para o hospital onde chegámos 15 minutos depois.

Começou neste preciso instante mais uma aventura naquela urgência (porque tivemos aventuras anteriores idênticas) e resumindo, para não ser muito chato, eram 17:15 horas quando deram um iogurte à Tina que estava desde o jantar de ontem sem alimentos e sem medicação. Estes “profissionais” da saúde são “excepcionais” no que toca a “qualidade” e “dedicação” à causa…

Espera pelo médico, eram mais ou menos 18:00 horas quando lhe deram uma sopa e uma pêra (penso que cozida). A Vera esteve a dar-lhe o comer (os empregados não se podem cansar muito), a Tina desde que entrou até que saiu esteve sempre aos gritos de ó da guarda, quem me acode e não houve uma santa alminha (enfermeiro, no mínimo) que lhe desse um comprimido calmante para ela não ficar tão agitada. O excelente serviço de saúde que este hospital possui em ordem a quem tem a desgraça de lá cair…

A alta foi dada às 20:19 horas mas não sem antes ter ido falar com a médica que a assistiu e lhe ter explicado o historial da Tina e o porquê dela ter sido levada para a urgência por indicação da dra. Irene Martins, médica de família, e então a estória resumiu-se assim:

01.- Feitas as análises, estavam todas sem problemas;
02.- A Tina, ao contrário do que afirmaram a médica de família e as enfermeiras que vêm a casa tratar dos pensos e limpar as úlceras, que estava desidratada, afinal não estava desidratada de acordo com o parecer da dra. Paula Magro, médica que a assistiu;
03.- Pela área da demência, ela não podia fazer nada porque não era área daquele hospital mas iria reforçar uma análise à urina para ver se existia alguma infecção que a levasse a ter tido febre, conforme tirada pela médica de família, ontem, segunda-feira e depois hoje pelas enfermeiras;
04.- Executada a análise, não deu indício de infecção, por isso a Tina teria de ter alta porque não existiam motivos para o internamento, aliás, esta estória de recusa de internamento já vem de há dois anos atrás. Penso que actualmente os hospitais servem apenas para tirar unhas encravadas, dar cabelo a carecas, colocar bandas gástricas para os gordos ficarem mais elegantes, fazer implantes de silicone para as mamas ficarem mais firmes e tratar dos desastres que vão acontecendo no dia-a-dia.

Mas fora toda esta panóplia de extravagâncias – afinal a Tina, ao contrário do que vimos e assistimos no dia-a-dia -, está de boa saúde e apta para fazer a lida da casa. Amanhã já a vou por de faxina à cozinha porque ela o que tem é ronha.

O relatório da médica do hospital é que parece um capítulo de um filme de Drácula ou Frankenstein, mas eu vou traduzir o que está escrito nesse relatório:

Estado Clínico da Doente:
– Desconhecem-se AP ou MA (para mim, é chinês);
– Registo HCIS 12/2014: # AP-asma brônquica, Hipotiroidismo, HTA arritmia cardíaca, Demência e *Psicose (seguida de consulta de Psiquiatra HEM (hospital Egas Moniz), invisual por cataratas que não foram operadas (não foram porque a Tina não pode receber qualquer tipo de anestesia sob perigo de vida).
– Medicação habitual (segundo PDS): (note: esta é uma completa anedota e apenas demonstra a extrema “competência” destes médicozinhos de família que devem ter sacado os seus cursos de Medicina na Faculdade da Trafaria ou do Caneiro de Alcântara (excelentes instituições académicas): Oxazepan (Serenal)50 mg; Cilazapril+Hidroclorotiazida 5mg+12,5mg (este medicamento sou eu que o tomo para o controlo da hipertensão arterial e não a Tina); Bisoprolol 5 mg (este é outro medicamento que eu tomo para o mesmo efeito do anterior e não a Tina); Zotepina 25 mg (deixou de tomar há um ano ou mais); Quetiapina 100 mg e Memantina 20 mg. Já agora faltou mencionar (nem sei porquê) os seguintes: Filotempo (pneumologia, para a D.P.O.C.); Spiriva aerossol (para a DPOC), Seretaide aerossol (para a DPOC) e Tyrax para a tiróide. Mas continuando o relatório médico porque estes apartes são de minha autoria.
– Doente no domicílio, trazida pelos bombeiros (falso porque a Tina foi levada pelos técnicos do INEM e não pelos bombeiros), por quadro febril. Úlceras de pressão trocanter direito e região sagrada com sinais inflamatórios (a região sagrada, para quem não sabe e/ou tirou Medicina, é a área antes do ânus, no final das costas, por isso é que é sagrada).
– Observação (atenção a este razoado de males (que não devem ser tão males assim): Úlcera trocantera à direita, GIV com EXPOSIÇÃO ÓSSEA. Tecido desvitalizado no fundo, CHEIRO FÉTIDO, com bordos com tecido viável.
Úlcera sagrada extensa com CONTAMINAÇÃO DE FEZES, GIV com abundante tecido desvitalizado e sinais INFLAMATÓRIOS CIRCUNDANTES, CHEIRO FÉTIDO. (desconhecia, por completo, que as úlceras também eram sagradas, mas enfim, quem sou eu para desdizer um médico que até fez o juramento de Hipócrates quando terminou o curso de Medicina?).

Pedido de observação por Cirurgia Plástica:
Doente não fornece história, segundo registos anteriores com síndrome demencial.
Aparentemente não deambula (se está paralisada dos membros inferiores, como pode deambular? Nem sonambular…!), posição viciosa das articulações com flexão dos joelhos e cotovelos.
Trazida pelos Bombeiros – irra que já é abuso tirar o mérito aos técnicos do INEM – (reside em casa com o marido) – falta a filha desde que nasceu há 50 anos… – por febre.
Úlcera de pressão grau IV trocantérica direita (uma, chama troncantera, outro, chama trocantérica), com fundo de TECIDO NECROSADO E EXPOSIÇÃO ÓSSEA. Úlcera de pressão grau IV sagrada, com fundo de tecido NECROSADO E EXPOSIÇÃO ÓSSEA.
Dado o estado geral da doente, potencial de reabilitação e aparente infecção das úlceras descritas, não apresenta de momento indicação para procedimentos de cariz reconstrutivo.

E para concluir o relatório:
UII sem sinais de infecção
Tem ALTA mantendo o seguimento das úlceras de pressão em cuidados domiciliários.

Por aqui estamos conversados mas… mas…

Pela SEGUNDA VEZ neste mesmo hospital, chamado de São Francisco Xavier, a Tina quando chegou a casa, verifiquei que trazia o catéter espetado na veia, usado para as análises, além de equimoses nas duas mãos e na garganta (ver imagens)!

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Mas a aventura de hoje ainda não tinha terminado… O melhor veio depois, ou seja, o transporte para casa teria de ser feito pelos Bombeiros dado que a Tina só podia vir de maca. A Vera tinha uma colega cujo marido é dos bombeiros do Dafundo e pediu-lhe se eles podiam vir buscar a Tina já que ela tinha tido alta hospitalar. Ok, ficou acordado só que eles chegaram pelas 00.10 horas de dia 13, ou seja, estivemos mais de 4 horas à espera do retorno a casa com a Tina aos gritos de ó da guarda quem me acode até que, na mudança de turno, apareceu uma enfermeira que lhe deu um comprimido para a acalmar, mas não surtiu efeito porque veio todo o caminho na ambulância a gritar ó da guarda, quem me acode e a cuspir (puseram-lhe uma máscara no hospital).

À hora que estou a fazer o meu relatório da aventura de hoje, uma coisa é certa: a Tina NUNCA MAIS VAI PARA O HOSPITAL e se tiver de morrer infectada, desidratada e o raio que os parta a todos, morrerá em casa onde tem, 24 horas por dia, quem cuide dela, lhe dê atenção, amor e carinho e a ajude a passar, com um mínimo de dignidade e muito afecto, os últimos tempos que lhe restam de vida!

Porque enquanto estava à espera do resultado das análises, atiraram-na para um corredor, amarrada pelos pulsos como se fosse um animal selvagem perigoso e não um ser humano!

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31: 08.Jul.2016

Hoje, veio a enfermeira tratar da Tina e disse-me que as feridas dos pés estão a sarar e outras estão a nascer tecido novo, o que se traduz numa pequena melhoria da situação. Ficam aqui imagens do tratamento.

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29: 06.Jul.2016

Hoje, a noite foi tranquila, a Vera também acordou bem e a enfermeira chegou às 10:30 horas para o tratamento e mudança de pensos.

Com ela, veio uma nutricionista que realizou um inquérito sobre as variantes alimentares da Tina, além de outras questões sobre orçamento familiar, dificuldades e afins.

Ficam aqui imagens ao vivo e a cores (atenção a pessoas sensíveis) do estado em que se encontram as úlceras.

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25: 01.Jul.2016

05:00 horas da madrugada, dado o cansaço, falhei a primeira ronda da noite que deveria ter sido por volta das 03:00 horas, mas às 05:00 fui ver a Vera e vi que não estava bem (de novo). Tirei-lhe os valores e estava com 45. Acordei-a com muita dificuldade e consegui dar-lhe uma pastilha de GlucoTabs e a CocaCola. Ao fim de um quarto de hora conseguiu normalizar e deitou-se de novo.

Entretanto, a Tina esteve toda a noite muito agitada, acordada e a falar (não se percebe o que diz) apesar de ter tomado o Serenal como habitualmente. Tive de lhe dar meio comprimido de Quetiapina 100mg e por volta das 05:30 conseguiu acalmar.

Entretanto, tive de chamar a Vera dado que sou o despertador dela uma vez que é a única forma de ela acordar.

Também e devido ao cansaço, deixei-me adormecer e nem ouvi o despertador às 08:50 horas, altura em que me levanto quando vêm cá as enfermeiras para fazer o tratamento à Tina. Acordei eram 09:20 horas meio zaranza mas por sorte elas ainda não tinham batido à porta. Chegaram pelas 09:45 horas… Sorte a minha… Ficam aqui algumas imagens da sessão de hoje.

Entretanto, ficam aqui imagens do estado em que a Tina se encontra e quem quiser que tire as devidas conclusões. Estas imagens foram tiradas ontem à noite quando eu e a Vera estávamos a fazer-lhe a cama.

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Acham que uma pessoa, um SER HUMANO, neste estado de degradação absoluta, deve estar em casa sem o mínimo de cuidados que um hospital pode fornecer? Fica a pergunta.

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18: 24.Jun.2016

Hoje, é mais um desabafo que outra coisa porque esperança em algo positivo é coisa que já nem me passa pela cabeça. Estando a ler uma notícia num online, fui dar à arslvt (administração regional de saúde de Lisboa e vale do Tejo) onde pude ler, entre outras coisas maravilhosas em termos de cuidados de saúde para “todos”, as seguintes preciosidades:

O que são os Cuidados Continuados Integrados (CCI)?

Este nível intermédio de cuidados tem como desígnio a recuperação do doente em situação de dependência. O objetivo é ajudar a pessoa a recuperar ou manter a sua autonomia e maximizar a sua qualidade de vida.

Quem tem acesso aos Cuidados Continuados Integrados?

Todos os cidadãos nacionais que deles necessitem, tal como os cidadãos estrangeiros com situação regularizada no país.

Que tem direito aos Cuidados Continuados Integrados?

Tem direito aos cuidados continuados integrados as pessoas nas seguintes situações:

Dependência funcional temporária
Dependência funcional prolongada
Idosos com critérios de fragilidade (dependência e doença)
Incapacidade grave, com forte impacto psicológico ou social
Doença severa, em fase avançada ou terminal
Descanso do cuidador

Que tipo de respostas disponibiliza a RNCCI?

O modelo da RNCCI define tipologias de internamento e de ambulatório de acordo com a situação clínica e social do doente.

As tipologias de internamento são:

– Unidade de convalescença – até 30 dias
– Unidade de média duração e reabilitação – até 90 dias
– Unidade de longa duração e manutenção – até 6 meses, com reavaliação da situação
– Unidade cuidados paliativos – de acordo com a situação clínica

A nível domiciliário, os serviços são assegurados por equipas multidisciplinares sediadas nos Centros de Saúde:

– Equipas domiciliárias de cuidados continuados integrados de saúde e de apoio social.
– Equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos

Tudo muito precioso, blá, blá, blá, só não mencionam que esses serviços ou “cuidados continuados” SÃO PAGOS com uma fórmula completamente DESAJUSTADA da realidade de quem deles precisa, ou seja, o cálculo dos custos para esses “cuidados”, não contemplam despesas básicas de uma família como sejam: renda da casa, água, electricidade, gás, farmácia, alimentação, pagamento de impostos (IRS), etc. e recaem sobre os rendimentos, neste caso, das pensões de reforma! Será que os cavalheiros pensam que todas essas despesas primárias são oferecidas? Eles sabem, mas fingem que não…

Eu tive de desistir de “cuidados” diários (de segunda a sexta-feira, excluindo fins-de-semana e feriados) da Associação Alzheimer, no valor de € 300,00, para higiene pessoal, porque o orçamento não dá para esse luxo!

Hoje, foi mais um dia de tratamento para a Tina:

A Tina encontra-se reduzida a um farrapo do que era no passado não muito distante…

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18.Mar.2017 - 8 meses de eterna saudade

18.Mar.2017 – 8 meses de eterna saudade

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15: 20.Jun.2016

O dia hoje começou às 08:00 horas com a Vera a acordar com 35 de glicémia, bastante agressiva e completamente descontrolada. Depois de passada a crise, a Vera ficou em casa para me ajudar a desmantelar o quarto porque sozinho já não o conseguiria fazer e o esforço foram enormes porque já não tenho forças para trabalhos desta natureza.

Tinha telefonado na sexta-feira a uma Loja Solidária (Betel) para marcar a recolha da mobília de quarto, ficou agendado para as 11:00 horas de hoje, mas dado que a médica e enfermeira vinham de manhã, telefonei para eles a pedir para virem um pouco mais tarde dado que a Tina tinha de ser tratada e observada na cama.

Parecendo que eram eles que estavam a fazer um enorme favor dada a fraca humildade e enorme arrogância demonstrada no trato, informaram-me que tinham atrasado uma entrega de manhã, de tarde tinham uma mudança para fazer e já não poderiam vir cá hoje recolher a mobília (doada).

Como não sou de tretas e já constatei que ser bonzinho não ajuda absolutamente nada, telefonei para a Câmara Municipal de Lisboa, pedi o levantamento dos objectos, disseram-me para os colocar na rua depois das 20:00 horas mas como aqui os passeios são parques de estacionamento privativos dos lordes cá do sítio, o espaço é sempre zero. Assim, eu e a Vera começámos a carregar com a tralha para a rua dado que existia um “buraco” disponível à nossa porta e passada nem uma hora, já lá não estava nada!

Estamos completamente derreados mas ainda falta vir a cama e o colchão para acabarmos a nova arrumação do quarto. Entretanto, a Vera pediu à médica uma semana de apoio à família (sem vencimento) e fomos informados que a Tina terá de ser operada à úlcera que tem na anca para que o osso não saia dado o estado de necrose em que a zona circundante já se encontra. Mais outro problema a juntar a tantos outros…

Entretanto a Tina está a não querer alimentar-se e a médica falou na eventual hipótese de lhe colocar uma sonda. Veremos o desenrolar dos próximos capítulos.

Mais tarde, quando tivermos a disposição final do quarto, colocarei aqui as imagens.

17:00 horas, chegou a cama da Tina mais o colchão viscoelástico, que já foi montada pelos técnicos da empresa e a funcionar (parte eléctrica do comando manual). Tem elevação do tronco e das pernas (duas secções).

Por cima do viscoelástico foi colocado o colchão pneumático com compressor, mesmo à medida e a Tina já se encontra a descansar mais confortável e adaptada às suas maleitas. Não sei se por obra do ruído do aspirador (limpezas), se eu e a Vera estarmos sempre a falar, a Tina está um pouco agitada.

Esta foi a cama e o colchão que a irmã Esmeralda negou dar ajuda através dos restantes irmãos da Tina e da sua filha Isabel que nem se dignou responder ao meu segundo e-mail a saber se tinha entregue o primeiro e-mail à mãe… E anda esta gente a invocar Deus (o delas), orações & companhia… Beatas de merda!

A primeira refeição da Tina na cama:

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