167: 21.Fev.2017

Na qualidade de cuidador de minha filha Vera, diabética insulina-dependente há 16 anos e com graves crises de coma hipoglicémico, venho alertar para um equipamento que se encontra à venda apenas online, não distribuído pelas farmácias, nem comparticipado pelo Estado português.

Refiro-me ao FreeStyle Libre dos laboratórios Abbott.

Este equipamento supostamente substituiria as tradicionais palhetas e o sempre indesejável pica no dedo para extrair uma gota de sangue que será recolhido pela palheta inserida no medidor e que dará o valor de glicémia na altura.

Não existe dúvida quanto à praticabilidade deste sistema, bastando passar com o equipamento pelo sensor (que se encontra inserido no braço) e obterá uma leitura dos valores glicémicos, tendo depois acesso, via aplicação própria e através de uma ligação ao PC, do histórico das medições diárias em gráfico.

Mas o problema – e existe sempre um senão -, são de ordem económica e fiabilidade das leituras. Concluí hoje um teste que me deu a resposta que desde o início me intrigava, ou seja, fui informado pela Abbott, em contacto telefónico efectuado, que o equipamento apenas fazia leituras de valores acima dos 40.

Logo aqui, existe uma limitação que, no caso da minha filha e possivelmente no de muitos outros diabéticos, existem leituras abaixo desses valores, sendo que podem ir dos 20 aos 40, valor a partir da qual o FreeStyle Libre começa a informar valores e, abaixo disso (40) apenas menciona LO (baixo).

Ora, a mim não me interessa absolutamente nada a informação de LO porque necessito concretamente de saber quais os valores reais que minha filha apresenta dado que, em algumas vezes, tenho de chamar o INEM ao domicílio para lhe ser injectada glucose na veia e a primeira coisa que eles pedem são os valores e não lhes vou dizer LO, quando ela está inconsciente e sem poder recuperá-la pelas formas tradicionais da papa de açúcar na bochecha ou até inserir-lhe na boca uma ampola de 20 ml de Glucose a 30%, solução esta injectável via intravenosa mas que também pode ser administrada oralmente.

Para exemplo desta situação, apresento de seguida um quadro dos últimos dias de medições:

Dia 01.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=40 (devia acusar)
Dia 04.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=32
Dia 08.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=38
Dia 13.02.2017: leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=43 (acima de 40)
Dia 21.02.2017 (04:30 horas): leitura FreeStyle Libre=LO; leitura palhetas=50 (acima de 40)
Dia 21.02.2017 (06:40 horas): leitura FreeStyle Libre=423; leitura palhetas=368

Neste caso, por três vezes neste mês, o equipamento FreeStyle Libre não acusou valores acima dos 40 e sendo este um instrumento electrónico, não posso admitir que exista inexactidão neste tipo de leituras. De notar que hoje, na segunda medição e quando minha filha se levantou, o FreeStyle Libre marcava 423 e logo de imediato com o pica no dedo, o equipamento das palhetas indicava 368.

A segunda questão reside na aquisição dos sensores que apenas duram para 14 dias cada um e custam, portes incluídos, € 65,85, ou seja, a cada 28 dias o desembolso é de € 131,70 que não estará ao alcance de muitos orçamentos familiares mais reduzidos.

Seria excelente se:

01.- Este equipamento tivesse uma precisão electrónica mais fiável e com leituras abaixo dos 40 (que nem sempre são);
02.- Fosse mais económico ou comparticipado pelo Estado como é a insulina e outros produtos para diabéticos;
03.- Estivesse distribuído pelas farmácias porque quem não tem Net e/ou cartão de crédito (únicas formas de encomendar), não poderá efectuar a encomenda (utilizo o MbNet que é um cartão de crédito independente ligado à conta bancária e que é requisitado na hora e válido apenas para essa compra).

Aqui fica o aviso para quem for diabético e desconheça estes pormenores que são valiosos na hora de pretender adquirir o equipamento (custo inicial – leitor e sensor = € 169,90 (+ portes de envio).

20.Mai.2017

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149: 20.Dez.2016

Recebi hoje a notícia que a nota dada pela Câmara Municipal de Lisboa ao meu pedido de habitação municipal, tinha sido muito baixa (18,4), o que significa que devo ficar fora da atribuição.

Em contrapartida, a maioria destas casas são atribuídas a gente que possui casas noutros concelhos, migrantes ou que até as alugam a terceiros.

Como dizia o outro, é a vida, pá!

20.Mai.2017

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146: 15.Dez.2016

Como mencionado anteriormente, a minha filha teve hoje alta do hospital às 08:30 horas sem ter feito as análises pedidas pelo médico, a fim de estar presente às 10:30 horas no IEFP, IP da 5 de Outubro. Chegámos às 10:27 horas e a Vera foi chamada apenas às 11:27, ou seja, UMA HORA DEPOIS da mencionada na convocatória.

Uma hora de reunião na companhia de mais 5 desempregadas e amanhã foi-lhe marcada uma entrevista no Campo Grande. Para a manter “ocupada” e justificar o subsídio de desemprego.

Entretanto, a única “novidade” que a Vera trouxe do hospital foi um aparelho de medir a glucose sem ter de picar o dedo e medir pelo aparelho convencional, aparelho esse que funciona via NFC com um sensor (disco) que é colocado no braço e dá para 14 ou 15 dias (uns dizem que é 14, outros que é 15).

Cada disco desses custa a moda quantia de € 59,90 e tem de ser pedido online para uma empresa em Portugal que vende esse produto dado que as farmácias não o têm à venda e nem tem qualquer tipo de comparticipação.

Ou seja, são dois sensores/mês no valor de cerca de € 130,00 uma vez que tenho de pagar portes de envio de quase € 6,00 por cada encomenda. Os primeiros dois discos já foram encomendados.

Fica aqui um vídeo para quem estiver interessado:

20.Mai.2017

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145: 14.Dez.2016

Cheguei a um período da minha vida em que me estou completamente BORRIFANDO para o que pensem ou bolsem sobre a minha pessoa e a meu respeito. Hoje, e dando sequência ao que afirmei antes, tenho uma novela melhor que as que passam nas retretes das estações de TV tugas.

A minha filha Vera encontra-se internada num hospital (público, porque privado é para os ricos) desde segunda-feira passada. Entretanto e por via de encontrar-se desempregada por força de DESPEDIMENTO COLECTIVO, está inscrita no Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP, estando, por consequência, OBRIGADA a comparecer a todas as convocatórias que eles façam.

Até aqui, nada a apontar a não ser que aos CUMPRIDORES andam em cima deles com uma fiscalização absurda que nem no tempo do fascismo salazarista existia (e eu sou e vivi esse tempo), aos outros, os que recebem RSI e outros abonos, subvenções, etc., deixam-nos à solta, sem qualquer problema.

Ora, a trágico-novela que hoje vou contar, tem tanto de absurda como de inconcebível-hilariante-demagógica. Vou começar então a primeira e única parte e/ou capítulo, como a queiram apelidar.

Recebi hoje, dia 14 de Dezembro, no meu domicílio, uma carta do IEFP, IP, com data de 10 de Dezembro (sábado), por correio azul, cujo desenvolvimento passo a inserir já de seguida um e-mail que iria ser enviado ao serviço de emprego das Picoas (origem desta carta) e serviço de emprego de Benfica (entidade a que a minha filha pertence). E este e-mail não foi enviado, está em suspenso, pelos motivos que no final esclarecerei:

De: F Gomes
Para se.picoas@iefp.pt; se.benfica@iefp.pt
Data: 14 de Dezembro de 2016 (envio suspenso)

ASSUNTO: INFORMAÇÃO

Boa tarde

Em nome de minha filha Vera Gomes, utente nº. xxxxxxxx, beneficiária nº. xxxxxxxxxxxxx, informo:

01.-. Foi recebida hoje, dia 14 de Dezembro de 2016 uma carta por CORREIO AZUL, desse serviço, com data de 10 de Dezembro de 2016 (sábado), para minha filha se apresentar amanhã, dia 15 de Dezembro de 2016, pelas 10:30 horas, na Avenida 5 de Outubro, 24, Lisboa, a fim de verificar as suas condições para possível integração em Contrato Emprego-Inserção;

02.- Minha filha, Vera Maria Chadeca Gomes, supra referenciada, deu entrada no Hospital de Egas Moniz na passada segunda-feira, dia 12 de Dezembro de 2016, encontrando-se internada desde essa data e sem data previsível de alta médica dado que é uma doente diabética insulina-dependente desde há DEZASSEIS ANOS, por isso, pedi a ela que solicitasse na Secretaria da Unidade Hospitalar uma DECLARAÇÃO em como ela estava INTERNADA desde segunda-feira passada;

03.- Através do vosso contacto telefónico 21 580 21 00, fui informado pelo funcionário que me atendeu depois de 30 minutos de tentativas de chamada, que a declaração que o Hospital iria passar NÃO ERA VÁLIDA COMO JUSTIFICAÇÃO e que teria de ser a médica de família a passar a baixa médica, sendo esse documento o único válido para justificar a não comparência da beneficiária;

04.- Sendo o Hospital de Egas Moniz, um HOSPITAL PÚBLICO, como pode uma declaração emitida por essa Unidade, ser interpretada como NÃO VÁLIDA para fins justificativos de falta de comparência às vossas convocações? E mais, o mesmo funcionário informou que teria de ser a médica de família a passar a baixa médica para esse documento ser justificativo da falta de comparência. Ora, como pode a minha filha deslocar-se ao Centro de Saúde pedir a baixa médica se está INTERNADA? O mesmo funcionário esclareceu que podia ser eu a deslocar-me ao CS em nome da minha filha e pedir à médica essa baixa. Ou seja, NÃO CONFIAM num documento emitido por um Hospital Público, mas confiam que a médica vai confiar no que o pai da internada diz…

05.- Nesta conformidade e como apenas amanhã, dia 15 de Dezembro de 2016 poderei ter em minha posse os documentos justificativos – a minha filha vai tentar ainda hoje encontrar o médico que a assiste no Hospital para lhe pedir a emissão da baixa médica – e eu amanhã vou ao CS do Santo Condestável falar com a médica de família, Dra. Salomé, – dado que já marquei hora (12:00 horas) para esse efeito -, a fim de ela também emitir a baixa médica, constituindo assim duas justificações mais que justificáveis para a não comparência da minha filha às vossas convocatórias. Penso que não seja necessária uma terceira justificação.

Nesta conformidade, amanhã serão enviadas cópias dos documentos justificativos quer para o serviço de emprego das Picoas, entidade que enviou a carta, quer para o serviço de emprego de Benfica, entidade a que ela pertence.

Obrigado,

(fim do e-mail não enviado)

Ora, o e-mail não foi enviado porque tendo estado em contacto com a minha filha no hospital via telemóvel, pedi-lhe que “apanhasse” o médico a fim de lhe passar a baixa médica para apresentar no serviço de emprego supra citado. Recebi o feedback dela mais tarde, informando que tinha conseguido falar com o médico e que este a informou que passaria hoje a alta médica a fim de ela poder amanhã tratar dos seus assuntos pessoais (serviço de emprego do IEFP, IP + convocatória para sexta-feira na Rua das Pedralvas em Benfica, ou seja, duas convocatórias de rajada), o que significa que o médico também borrifou-se para o facto da minha filha ainda não ter tido tempo para estabilizar os seus valores tipo escada rolante, apenas lhe sendo aplicado o novo equipamento de medição glicémica via wireless e que manterá por mais quinze dias. Depois, terá de o devolver ao hospital dado que o aparelho é de “testes”.

Assim, ela sairá do hospital amanhã, dia 15 às 08:30 horas (se os enfermeiros fizerem atempadamente a colheita para as análises), senão sairá sem essas colheitas a fim de estar às 10:30 horas na Av. 5 de Outubro para a convocatória acima mencionada no e-mail.

Ou seja, primeiro a OBRIGATORIEDADE da sua presença no IEFP, IP para não PERDER O DIREITO AO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO, em segundo lugar a merda da doença e da saúde.

A carta hoje recebida do IEFP, IP é bastante esclarecedora nestes termos de não comparência:

“A FALTA DE COMPARÊNCIA A ESTA CONVOCATÓRIA É UMA VIOLAÇÃO AO DEVER DE COMPARÊNCIA NOS LOCAIS E DATAS DETERMINADOS PELOS SERVIÇOS DO IEFP, IP, PREVISTA NA ALÍNEA g) do nº. 1 do artigo 41º. do Decreto-lei nº. 220/2006, de 3 de Novembro, NA ACTUAL REDACÇÃO (1) EXCEPTO SE FOR APRESENTADA NESTES SERVIÇOS UMA JUSTIFICAÇÃO DA FALTA NOS TERMOS CONSTANTES DO REGIME PREVISTO NO Código do Trabalho. A FALTA TEM QUE SER JUSTIFICADA NO PRAZO DE CINCO DIAS CONSECUTIVOS, A CONTAR DO DIA IMEDIATO À FALTA”.

Terminada esta novela, tipo mexicana de 5ª. categoria que ilustra bem o estado da Nação em que (infelizmente) tenho de (sobre)viver – e digo isto porque como atrás referi, os aldrabões, corruptos e vigaristas andam à solta, os cumpridores são incessantemente vigiados, sinto cada vez mais ÓDIO, sim, ÓDIO, por quem produz, legisla e aprova as leis deste País. Sem qualquer excepção.

20.Mai.2017

20.Mai.2017

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139: 06.Dez.2016

RECUSAR
Significado de Recusar

v.t.
1. Renegar, declinar, negar ou não aceitar;
2. Acção de não oferecer, não dar ou não disponibilizar;
3. Não assumir ou não admitir;
4. Impedir, evitar ou conter;

v.pron.
5. Não se disponibilizar para; negar-se;
6. Insurgir-se ou adversar-se;
7. Abster-se ou privar-se.
(Etm. do latim: recusāre)

In Dicionário de Português online

0-lutotransp200Esta palavra tem siso sistematicamente empregue por médicos e profissionais de saúde e/ou a ela associados, pelo que me permite deduzir ser uma espécie de “doutrina” a aplicar quando se pretende justificar algo.

Aconteceu durante a doença de minha esposa; está a acontecer a minha filha. Vejamos: O médico de endocrinologia que assiste a Vera há anos na especialidade, a meu pedido e dado os valores instáveis e quase diários de comas hipoglicémicos, informou que ia interná-la para saberem o porquê dessa instabilidade e tentarem corrigi-la ou estabilizá-la.

Na penúltima quinta-feira do mês passado, telefonaram a informar para se apresentar no hospital a fim de ser internada no dia seguinte. Dado que a Vera já tinha marcado há uns meses o jantar anual de colegas e ex-colegas da empresa onde trabalhou mais de 30 anos, informou que nesse dia não poderia ir, por esse motivo, mas que marcassem outro dia seguinte a esse.

Ora, esta situação não preconiza uma RECUSA a ser internada mas um adiamento que até poderia ser logo no dia seguinte. Não entendeu assim o médico dela que, a um e-mail que lhe enviei a informar que os valores hipoglicémicos da Vera continuavam a ser comatosos e que o hospital não deu mais uma resposta sobre o internamento, respondeu desta forma:

“… … Pois já a convidámos na semana passada p/ vir ser internada mas recusou”… …

Já tinha ouvido esta palavra – RECUSA -várias vezes quando solicitei o internamento de minha esposa por razões óbvias e informaram-me que a solução não passava pelo internamento hospitalar mas por cuidados continuados, paliativos, lares e outros que, dados os seus custos, encontravam-se fora do nosso orçamento familiar, por isso disse que não poderia suportar esses valores por insuficiência orçamental, pelo que me foi atribuída a palavra RECUSA a esses cuidados.

O facto é que afinal eu tinha razão em andar há 3 anos a solicitar o seu internamento, ainda numa fase preliminar do agravamento da doença, dado que não sendo médico, qualquer pessoa com um mínimo de neurónios funcionais no cérebro, percebe que a situação não passava pelo domicílio onde não existia conhecimentos nem meios, mas por um internamento hospitalar, que redundou na morte de minha esposa, não por motivo da demência de Alzheimer, mas numa urgência hospitalar, por insuficiência respiratória, provocada por CHOQUE SÉPTICO devido a não ter sido devidamente tratada embora a médica de família estivesse ao corrente da situação, inclusive, das duas vezes que veio ao domicílio vê-la, constatou o estado degradante em que se encontrava. Passemos às imagens chocantes da situação, já aqui publicadas no Blogue:

6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016
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6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016

Doze dias depois falecia por motivo destas úlceras, com exposição óssea, cheiro fétido, conforme consta da sua certidão de óbito, que levaram – a úlcera da região sagrada -, à sua morte por CHOQUE SÉPTICO.

Concluindo, não empreguem a palavra RECUSA para salvaguardar interesses que não são os dos doentes ou de quem infelizmente não possui verbas para cuidar dos seus familiares em CLÍNICAS PRIVADAS. E seria bom que os intervenientes da saúde em Portugal, se lembrassem, coisa que parece andar arredada desta gente, do que a Constituição da República Portuguesa decreta na PARTE I – Direitos e deveres fundamentais – TÍTULO III – Direitos e deveres económicos, sociais e culturais . CAPÍTULO III – Direitos e deveres sociais – Artigo 64.º – (Saúde).

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20.Mai.2017

20.Mai.2017

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130: 24.Nov.2016

A minha filha recebeu hoje uma carta da directora da Segurança Social, em que informava que o processo de subsídio de desemprego tinha sido deferido por um período de 1.140 dias (38 meses ± 3 anos e 2 meses), com início em 8 de Novembro, data em que o processo deu entrada no IEFP e não na data do desemprego (04.11.2016).

Mais informa que o valor agora calculado, será reduzido em 10% a partir do 181º. dia de subsídio.

Esclarece também que, em caso de não concordância com os termos da decisão, poderá recorrer hierarquicamente para o Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Segurança Social no prazo de 3 meses ou impugnar contenciosamente no prazo de 3 meses.

Um colega dela, que se encontra na mesma situação de despedimento colectivo, foi à SS e informaram-no que o pagamento do subsídio de desemprego possivelmente se fará em Janeiro do próximo ano. Não sei se no princípio, se no meio, se no final do mês.

Nos entretantos, a pessoa debilitada psicologicamente pelo facto de com 50 anos já não ter qualquer esperança de conseguir outro emprego porque é muito “velha” para os empregadores nacionais, mas ainda muito “nova” para a reforma, tem de pagar a renda da casa, a água, a electricidade, o gás, a alimentação, os transportes (colectivos) assim como as despesas inesperadas que parecem cair todas nestas alturas de fraqueza financeira.

Segundo informação prestada por uma leitora deste blogue que deduzo encontrar-se dentro da matéria versada, tudo bateu certo com o que nos indicou. O problema encontra-se “nos entretantos” entre a data de deferimento do processo e a data de início de pagamento do subsídio. Porque se não for paga a água, cortam-na; se não for paga a electricidade, cortam-na, se não for pago o gás, cortam-no, se não for paga a renda da casa, pode existir motivo para o senhorio executar um despejo e no que toca à alimentação, vai-se remediando com umas sopas, umas sandes, isto se os fornecimentos atrás mencionados não forem cortados, porque pelos vistos, todo o mundo está-se borrifando para que as pessoas não tenham dinheiro para pagar os seus compromissos por terem ficado sem rendimentos de trabalho. E como reza o velho ditado, quem não tem dinheiro, não tem vícios…

Porque isto de ter casa, electricidade, água e gás, são vícios que não são para todos, além de que ter uma alimentação minimamente digna, também não é para todos, já não mencionando quando tiver de se deslocar, não o poder fazer porque o dinheiro não chega para o passe social.

Como dizia o outro, é a vida pá…!

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20.Mai.2017

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Sobrecarga dos cuidadores é equivalente ao ‘burnout’ dos médicos e enfermeiros – especialista

O presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos defendeu hoje que a sobrecarga dos cuidadores informais de doentes “é equivalente” ao ‘burnout’ dos médicos e enfermeiros e advertiu que aqueles não podem substituir os profissionais de saúde.

“É muito fácil tirar os doentes do hospital e entregá-los à família, mas é preciso ter atenção ao impacto que isto gera nas famílias”, disse Manuel Luís Capelas à agência Lusa, na véspera de se assinalar o Dia do Cuidador.

Apesar de ser “um dos grandes defensores” da ideia de cuidar dos doentes em casa, Manuel Capelas disse que para isso acontecer têm de estar reunidas as “condições adequadas”.

Destak/Lusa
destak@destak.pt
04 | 11 | 2016 07.30H

Olha a grande novidade…!!!

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120: 04.Nov.2016

0-lutotransp200É facto que o CNP-Centro Nacional de Pensões é um organismo que debita COMPLETO DESPREZO por quem se lhe dirige para obter qualquer tipo de informação. Razão tem, de sobra, o dr. Garcia Pereira – embora não seja admirador deste personagem -, no artigo que escreveu e que aqui inseri sob o título “A insustentável arrogância da Segurança Social“.

Dos vários e-mails anteriormente dirigidos ao CNP para saber o estado do pagamento das pensões a que tenho direito, apenas responderam uma vez (que sorte…!!!) e nem assim deram qualquer tipo de informação concreta.

No passado dia 2 do corrente, enviei o e-mail que a seguir transcrevo, este também condenado a não obter resposta daquela instituição:

Data: qua 02/11/2016 13:20
Para: _0CNP <cnp-pensoes@seg-social.pt>
Asunto: Pedido de informação urgente

A/c da Exma. Sra.
Chefe de Equipa
D. ANA MARIA ANTUNES
Sector 4.1.4

Boa tarde

Recebi hoje uma carta da CGA informando que não tinha direito ao subsídio por morte dado que esse mesmo pedido tinha sido efectuado no CNP.

Dado que não fui eu que tratei deste assunto, embora tenha a cópia dos documentos, estava plenamente convencido que a CGA pagaria as pensões de sobrevivência referentes à pensão de minha esposa, mais as despesas de subsídio por morte/funeral e o CNP pagaria as pensões de sobrevivência da pensão que ela tinha convosco.

Qual não foi o meu espanto quando hoje telefonei para a CGA e informaram-me que era o CNP que iria pagar essas prestações.

Nesta conformidade, agradeço informação sobre quais os montantes a receber este mês, quer da pensão de sobrevivência, quer das despesas de funeral.

Obrigado,

===========================

Como é referido no e-mail supra, foram dois os processos entregues, um na CGA e outro no CNP, para pedido dos respectivos subsídios e pensões de sobrevivência, sendo que o pedido para as despesas de funeral foi solicitado à CGA e não ao CNP. Por que motivo as voltas foram trocadas, desconheço mas também não me esclarecem.

Resta-me esperar pelo dia 10 para saber (se souber) a resposta a todas as minhas dúvidas sendo mais que certo que o CNP, como habitualmente e ao contrário da CGA, não possui no site deles a informação sobre o que cada pensionista recebe mensalmente. Neste aspecto o CNP fica a milhares de milhas de distância da CGA.

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117: 31.Out.2016

.

0-lutotransp200Hoje, paguei € 300,00 referente à 2ª. e última prestação referente ao IRS de 2015, imposto que até à tomada do poder pela caranguejola PaFiosa PPD/CDS, nunca antes tinha pago devido aos baixos rendimentos auferidos pelas pensões de reforma do casal.

Apenas desejo que o PaFioso Pedro Passos Coelho e todo o gang que o ajudou na tarefa de saquear os mais necessitados, passem tantas amarguras e desastres nas suas vidas como as que tenho passado pelo austericídio que eles impuseram a quem mais necessita e possui rendimentos básicos de sobrevivência.

Mas que, pelos vistos, a geringonça que lá está agora, continua sem aliviar este autêntico saque ao bolso dos mais precários.

As moscas mudaram mas a trampa é a mesma. Apenas diferem nas cores que utilizam para os identificarem politicamente.

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116: 28.Out.2016

O Fisco ataca sem dó nem piedade

E-mail recebido hoje:

Assunto: IRS – Pagamento da prestação – outubro 2016

De: Autoridade Tributária e Aduaneira <info@at.gov.pt>
Data: sex 28/10/2016 17:13

Ex.mo(a) Senhor(a),

FRANCISCO GOMES

Termina segunda-feira, dia 31 de outubro, o prazo para efetuar o pagamento da prestação de IRS referente ao mês de outubro (N.R.: € 300,00), da qual foi recentemente enviada notificação pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

O pagamento poderá ser efetuado nas caixas de Multibanco, nos balcões dos CTT, nas instituições de crédito aderentes e home-banking ou em qualquer Serviço de Finanças.

A falta de pagamento de qualquer das prestações resulta no vencimento imediato das seguintes e a instauração do respetivo processo de execução fiscal pelo valor em dívida a que acrescem todas as custas do processo, pelo que deverá efetuar o pagamento dentro deste prazo.

A AT privilegia sempre o cumprimento voluntário das obrigações fiscais e por isso disponibiliza toda a informação necessária para o efeito.

Para qualquer esclarecimento adicional, contacte:

– Centro de Atendimento Telefónico (CAT), através do número 707 206 707, nos dias úteis, das 09:00H às 19:00H;
– Serviço e-balcão, disponível no Portal das Finanças, selecionando “Registar Nova Questão”, Imposto ou área: Cobrança / Reembolsos>> Tipo questão: Cobrança>> Questão: Prestações/Informações.

Se entretanto já efetuou o pagamento, considere esta comunicação sem efeito.

Com os melhores cumprimentos,

O Chefe de Finanças

(e não satisfeitos com o saque, quem pretender telefonar para este organismo estatal, paga uma chamada de valor acrescentado (707206707)).

================================

Esta malta está-se completamente borrifando para que o contribuinte se encontre em situação precária financeira, tenha já duas rendas de casa em atraso tudo isto porque as instituições CNP-Centro Nacional de Pensões e CGA-Caixa Geral de Aposentações – esta última porque ainda não recebeu informação do CNP para desbloquear o subsídio de funeral -, não cumprem com os beneficiários que têm DIREITOS e não apenas deveres.

Paga e não refiles senão tens à perna um processo de execução fiscal com todas as custas do processo, juros de mora e alcavalas adjacentes. É como dar um tiro a quem já está morto. Só para se certificarem que o gajo morreu mesmo…

Vamos lá observar o que diz o dicionário de Língua Portuguesa Priberam:

ex·tor·quir |eis…quir| ou |es…quir| Conjugar

verbo transitivo

1. Obter com violência; tirar à força.
2. Arrancar.
3. Roubar.

“extorquir”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/extorquir [consultado em 28-10-2016].
E o que quer dizer ROUBAR:

rou·bar Conjugar

verbo transitivo e intransitivo

1. Tirar o que está em casa alheia ou o que outrem leva consigo.DEVOLVER, RESTITUIR
2. Cometer fraude em.
3. Subtrair às escondidas, furtar.
4. Rapar.
5. Despojar de.
6. Plagiar; dar como invenção sua o que outrem inventou.
7. [Figurado]  Arrebatar, enlevar, arroubar, extasiar.

verbo pronominal

8. Esquivar-se.

“ROUBAR”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/ROUBAR [consultado em 28-10-2016].
É como me sinto actualmente: ROUBADO por um sistema decadente, podre, ineficaz, pior que o existente nos tempos do Estado Novo fascista-salazarista.
Minha esposa foi ROUBADA pelo PaFioso Passos Coelho desde 01.01.2012 até falecer, na quantia de € 50,00 à sua pensão do CNP de € 240,00, ficando esta em € 190,00. Porquê? Porque a senhora tinha o desplante e a ousadia de receber uma outra pensão de € 460,00 da CGA para as quais descontou os anos que teve de serviço!
E não contente com este ROUBO, achou que o casal estava a receber a mais e toca de reduzir os escalões do IRS para estes miseráveis pensionistas/reformados, levarem com mais um ataque às suas parcas remunerações pelo trabalho de décadas, situação que não se verificava até o PaFioso Passos Coelho ter assaltado o poder em 2011.
Quer a geringonça-esquerdola, quer a caranguejola direitola, são todos farinha da mesma saca. Apenas divergem nas cores que utilizam para terem uma certa diferença e os seus seguidores não se enganarem quando tiverem de botar a cruzinha do voto: azul-cueca, laranjinha, rosinha e vermelhinho-sangue. O resto é tudo igual…
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