233: 11.Nov.2017

Os dias da visita à campa da Tina são dias sempre muito tristes. Mas o que torna ainda mais triste este dia é acumular com a data de aniversário do meu querido Pai.

Uma data que todos os anos causa-me imensa dor e tristeza e já lá vão 55 anos que ele partiu. A vida pode continuar mas já não é a mesma quando recordamos a vivência anterior na companhia dos nossos entes queridos e que nos deixaram para sempre.

Eterna Paz para ti, minha querida Tina e para ti, meu querido Pai.

Hoje, comprei um raminho de flores numa florista ao pé da paragem do transporte que me leva ao cemitério, dado que os preços de “Dia de Finados” na florista onde desde há 15 meses comprava as flores, ainda se mantêm (e já nem vão descer).

16.Dez.2017

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A nossa visita semanal à campa da nossa querida, num dia cheio de Sol. Hoje, levámos um raminho de t…
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09.Dez.2017

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230: 28.Out.2017

Quem tudo quer, tudo perde… Um ditado antigo mas sempre actualizado. Hoje, é dia 28 de Outubro e o próximo dia 1 de Novembro é o dia em que se convencionou ser o Dia de Finados.

Para mim, Dia de Finados são todos os dias do ano e não apenas um em específico, mas esta conversa vem à tona porque ao comprar o habitual raminho de flores, numa das floristas que têm banca em frente à porta do Cemitério, fui confrontado com um aumento de 50 cêntidos (de € 1,50 passou para € 2,00) porque o tal Dia de Finados estava a proximar-se e as flores são mais caras.

Fazer negócio com os mortos nem me transtorna assim tanto já que as funerárias são as primeiras a fazê-lo, agora CINCO DIAS ANTES do Dia dos Mortos, aumentar o preço das flores, é puro oportunismo.

Há 15 meses que compro áquela florista, semanalmente, um ramo de flores. A partir de hoje, foi o último que lhe comprei e vou passar a escolher noutro local, por exemplo, o Pingo Doce e o Lidl possuem flores à venda e mais em conta.

16.Dez.2017

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226: 07.Out.2017

Antes da visita semanal à campa da Tina, encontrei uma antiga amiga dela, conhecidas de décadas e que lhe apanhava as malhas das meias. Naquela época, as meias de nylon das senhoras quando tinham malhas caídas, era habitual levarem-nas à apanhadeira e esta amiga dela era uma delas.

Já não a via há mais de 5 anos e quando lhe disse que a Tina tinha falecido o ano passado, nem sequer esboçou um simples sentimento de tristeza, dizendo apenas que já está a descansar…

Se isto fosse dito de uma Manuela qualquer que conhecesse a Tina de vista, ainda poderia admitir, mas com esta gaja – e vou deixar de ser socialmente correcto para com este tipo de gente -, amigas durante décadas, ter uma reacção destas, deixou-me apenas perplexo e sem vontade de continuar conversa pelo que me despedi com um até mais ver.

Mas também quando a família se desligou completamente, ainda era ela viva, salvo meia dúzia de excepções durante 6 anos a fio, nomeadamente uma irmã que trabalhou com ela no hospital durante talvez 20 anos e que nem uma visita fez durante os 5 anos da doença, nem apareceu no velório e no funeral,  estou a espantar-me com este tipo de atitudes ou reacções?

Fica a nossa Saudade e o sentido de perda inconsolável pela ausência da nossa querida Tina.

16.Dez.2017

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224: 23.Set.2017

Nova visita à campa da nossa querida Tina. Catorze meses depois de ter baixado à terra para a sua última morada temporal, fico triste por constatar que ninguém da sua família se dignou visitá-la para lhe deixar apenas uma flor de Saudade.

É certo que os mortos não necessitam de apoio, de solidariedade, de ajuda, de lhes levarem flores, isso faz-se enquanto se está vivo ou em estado de necessidade absoluta, situação esta que também se verificou durante os penosos cinco anos em que esteve doente e apenas recebeu meia dúzia de atenções por parte de poucos irmãos, sendo o marido (eu) e a filha (Vera), que suportámos todas as exigências relacionadas com as doenças que a Tina padecia.

Porque ela não morreu da doença mas de incúria médica e negação absoluta de internamento quando ainda não apresentava úlceras com EXPOSIÇÃO ÓSSEA por grande parte do seu corpo, ao ponto de ter de ser algaliada e entubada para alimentação (sonda gástrica) e a morte verificou-se na urgência do hospital de São Francisco Xavier por CHOQUE SÉPTICO devido a FALÊNCIA RESPIRATÓRIA provocada por essas úlceras.

E ainda hoje, estou à espera, mais de QUINZE MESES depois de ter apresentado queixa na Ordem dos Médicos, que o processo seja avaliado disciplinarmente!

Fica aqui o registo da nossa visita de hoje:

16.Dez.2017

16.Dez.2017

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09.Dez.2017

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25.Nov.2017

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217: Processo na Ordem dos Médicos

Transcrevo – porque penso que já nem vale a pena escrever mais sobre o assunto -, os e-mails enviados e recebidos entre mim e a Ordem dos Médicos, sobre a queixa apresentada que envolveu o falecimento de minha esposa e a forma como a médica de família tratou do processo:

Fwd: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394
Enviado: seg 21/08/2017 09:59
Para: disciplinar OMSUL <disciplinar@omsul.pt>
CC: franciscogomes

Exmo. Senhor
Prof. Doutor Carlos Fernando Pereira Alves
Digmo. Presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos

Encarrega-me o Senhor Bastonário de lhe reencaminhar o pedido de informação do Sr. Francisco Gomes sobre reclamação em análise nesse conselho, para emissão de resposta ao requerente, seguindo este e-mail com conhecimento do mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

=====================================

———- Mensagem encaminhada ———-
De: F Gomes
Data: 21 de agosto de 2017 às 01:00
Assunto: RE: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394
Para: Lídia Martins <lidia.martins@omcne.pt> Cc: omcne@omcne.pt, disciplinar@omsul.pt

Boa noite

Em ordem ao e-mail infra de V. Exas. e passados mais de dois meses deste v/ e-mail e mais de um ano sobre a queixa apresentada, não tenho qualquer informação sobre este processo.

Apenas pretendo saber se o processo ainda se encontra para apreciação, se foi arquivado ou o que vos aprouver sobre o mesmo. Penso que é tempo demais para apreciar uma queixa fundamentada.

Obrigado,

Francisco Gomes

=================================

De: Lídia Martins [mailto:lidia.martins@omcne.pt]
Enviada: 8 de junho de 2017 14:17 p
Para: disciplinar@omsul.pt
Cc: franciscogomes
Assunto: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394

Exmo. Senhor
Prof. Doutor Carlos Fernando Pereira Alves
Digmo. Presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos

Encarrega-me o Senhor Bastonário de lhe reencaminhar o pedido de informação do Sr. Francisco Gomes sobre reclamação em análise nesse conselho, para emissão de resposta ao requerente, seguindo este e-mail com conhecimento do mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

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3 semanas ago25.Nov.2017

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A propósito de “desonra”…

Um dia após a passagem de um ano do falecimento de minha esposa, li num diário online, o seguinte título: “Costa considera que manutenção de Ventura como candidato “desonra” Passos”, isto em ordem ao candidato autárquico André Ventura do PPD a Loures, por eventuais afirmações “racistas” contra a etnia cigana.

Mas quem se pode desonrar quem já não possui qualquer espécie de honra, de verticalidade, de honestidade, de dignidade, como é o caso do farsolas PaFioso que destruiu este país e o seu Povo, no governo anterior?

As imagens que se seguem, são extremamente chocantes para pessoas sensíveis, mas elas têm de ser mostradas para que provem o que o desgoverno do regime PaFioso proto-nazi do PPD/CDS e, concomitantemente, o seu executor principal, mais conhecido por Dr. Morte fez enquanto esteve no poder.

Minha esposa não morreu da doença (Alzheimer) mas da falta de assistência hospitalar – que vários médicos lhe negaram (médico de família, psiquiatria e neurologia) – e onde deveria estar para ser assistida, tratada, medicada e acompanhada, evitando o sofrimento atroz nos seus últimos dias de vida.

A resposta era sempre que não existiam meios, não existiam condições para o seu internamento e a solução passava, sempre, por um Lar de Idosos, como se estas instituições tivessem a capacidade técnica de uma unidade hospitalar ou, pelos cuidados paliativos e/ou continuados, todos eles de elevados custos para o nosso orçamento familiar.

Não satisfeitos com a situação em curso, ainda me acusaram de ter negado esses cuidados (paliativos e continuados) a minha esposa o que levou ao extremo da minha indignação informando-os que se pagasse aqueles “cuidados”, teria de ir viver para debaixo da ponte com a minha filha que também e infelizmente, possui uma doença crónica grave, com estados de coma frequentes.

Nas últimas semanas de vida de minha esposa, iam ao domicílio duas enfermeiras do Centro de Saúde fazerem-lhe a limpeza das feridas, renovarem pensos, duas vezes por semana, que passaram a três vezes dada a gravidade da situação. Mesmo com a presença da médica de família por duas vezes nas últimas semanas de vida e constatando in loco, ao vivo e a cores, a gravidade da situação, nunca lhe foi dada a mais pequena hipótese de internamento hospitalar.

Foi algaliada e colocaram-lhe uma sonda gástrica que já nada adiantava e que fez com que tivesse de chamar o INEM que a levou para a urgência do hospital de S. Francisco Xavier, onde viria a falecer horas depois, devido a insuficiência respiratória provocada por choque séptico. Quem pretender saber o que é choque séptico, vá ao Google e escreva essas palavras, mas resumidamente:

Choque séptico é uma complicação de uma infecção na qual as toxinas dão início a uma resposta inflamatória em todo o corpo. É frequente em idosos ou em pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Os médicos identificaram três estágios de sepse:

  • sepse, quando a infecção atinge a corrente sanguínea e causa inflamação em todo o corpo
  • sepse grave, que ocorre quando a infecção interrompe o fluxo de sangue para o cérebro ou para os rins, levando à falência órgãos. Os coágulos de sangue causam gangrena (morte do tecido) nos braços, pernas e dedos das mãos e dos pés.
  • choque séptico, quando a pressão sanguínea cai significativamente. Isso pode levar a falência respiratória, cardíaca ou de um órgão e à morte.

A queixa que ainda em vida de minha esposa apresentei contra a médica de família, logo, há mais de um ano, ainda encontra-se de pantanas de um lado para o outro na Ordem dos Médicos e, pelos vistos, vai morrer solteira. Meus amigos, quem neste País não tem uma forte componente financeira como suporte, está previamente condenado a este tipo de situações em toda e qualquer outra área social.

Atenção às imagens que podem chocar pessoas sensíveis:

Tratamento às úlceras

6 de Julho de 2016 – úlcera na anca com exposição óssea
Saco da algália com urina completamente castanha
Úlcera num dos braços
Úlcera na região sagrada, com exposição óssea
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.

Descansa em Paz, minha querida, que eu nunca perdoarei a quem tanto mal te fez em vida.

16.Dez.2017

16.Dez.2017

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Há muitos jagunços merdosos que precisavam de ter passado por isto…

Top 10 Homecoming Videos || JukinVideo Top 10

SO MANY FEELS… 😭

Publicado por JukinVideo em Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

… para aprenderem a ser Homens com H muito grande, pois a maioria que não foi à tropa ou não fez a guerra do Ultramar, arriscando a vida vinte e quatro horas por dia, com esposa e filha(o) na Metrópole – como então se chamava -, porque a educação e o relacionamento social deles é pior que estar numa pocilga imunda cheia de porcos.

Quando fui para a guerra em África, deixei cá a Tina e a Vera com 2 anos de idade e quando regressei já a Vera tinha quase 4 anos. A infância dela passou-me ao lado mas ainda fui a tempo de saborear, como pai, o resto da sua infância, adolescência e maturidade até aos dias de hoje.

16.Dez.2017

16.Dez.2017

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198: 12.Jun.2017

Faz hoje, dia 12 de Junho de 2017, 53 anos que começámos a namorar. Foi no baile dos Santos Populares do Mercado de Algés, estava eu a actuar como vocalista do Conjunto Nice 64 e não resististe à minha voz…

Foste a minha princesa e rainha durante 52 anos, celebrámos muitas vésperas de Santo António juntos, hoje já não o podemos fazer nem nos últimos anos da tua terrível doença que te levou para bem longe de mim.

A minha Saudade não se esgota querida, sinto muito a tua falta. Desejo que te encontres em Paz onde quer que estejas e se lá chegar, envio-te um beijão muito sentido.

16.Dez.2017

16.Dez.2017

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18.Abr.2017 – 9 meses de eterna saudade

Faz hoje nove meses que partiste, deixando-nos com uma Saudade sem fim e uma dor incurável.

Onde quer que estejas, sintas que nunca te esqueceremos.

Descansa em Paz querida.

16.Dez.2017

16.Dez.2017

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180: 15.Abr.2017

Mais uma visita à campa da Tina, véspera de Domingo de Páscoa, o primeiro que não celebramos em família.

Extremamente doloroso, muita saudade, lágrimas q.b. por não ter a minha querida entre nós, difícil de explicar. São sentimentos muito profundos de uma vivência em comum de 52 anos.

Novo raminho de flores, limpeza das que estavam secas (o copo já não tinha uma gota de água dado o calor que tem feito sentir-se nestes últimos dias).

Ficam as imagens, a dor, a saudade, a tristeza de não a termos connosco.

16.Dez.2017

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