Cuidadores informais: “Em que é que me vão formar depois de 23 anos a cuidar das minhas filhas?”

Iniciativas legislativas do governo e dos diferentes partidos são discutidas hoje no parlamento. Cuidadores não querem projectos-piloto e torcem o nariz a formações. Querem apoios concretos e imediatos para quem se dedica aos seus

© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Helena Lagartinho vai respondendo às perguntas em andamento. Está na faculdade, onde foi buscar uma das duas filhas gémeas. Ambas são estudantes universitárias. “A Rita está a tirar Artes e Humanidades e a Inês está a tirar Estudos Portugueses”. Ambas têm paralisia cerebral. Mas nunca deixou que essa condição as impedisse de sonhar alto. “Se as tivesse institucionalizado, acha que estavam na faculdade? Que tinham feito estes cursos”? Não espera pela resposta. “A Rita é atleta paraplégica de grau 1, de equitação adaptada. Já é internacional. A Inês publicou um livro. Tudo isto porque estão a ser criadas por mim”.

Desde que as filhas nasceram, há 23 anos, Helena pôs de lado a profissão de contabilista e passou a dedicar-se a elas a tempo inteiro. É cuidadora informal. Uma actividade que, segundo as associações, ocupa integralmente ou a tempo parcial cerca de 800 mil portugueses – o governo aponta para 230 mil, fazendo as contas com base nas pessoas que recebem complementos por dependência. Mas para a qual não existe qualquer enquadramento específico.

Esta sexta-feira, no Parlamento, na sequência de uma petição lançada há quase dois anos, serão discutidas propostas do governo e dos diferentes partidos no sentido de reconhecer esta actividade e lhe conceder alguns direitos. Quase todas contemplam a introdução de algum tipo de subsídio – pelo menos para os cuidadores a tempo inteiro – e reconhecem o direito ao descanso e à protecção no trabalho dos cuidadores, bem como o acesso em condições privilegiadas a serviços de saúde.

Mas todas ficam aquém das expectativas destes cuidadores. A começar pela proposta do governo, anunciada pelos ministérios da Saúde e da Segurança Social, que prevê a realização de projectos-piloto em cerca de 15% do território nacional e acções de formação dos cuidadores antes que as novas medidas sejam generalizadas, o que deverá atirar a sua aplicação concreta para 2020 ou 2021.

“Quando ouvimos o governo falar na capacitação e na formação dos cuidadores, pergunto em que é que me vão formar ou capacitar depois de 23 anos“, questiona Helena, que tem outras três filhas, já adultas, todas criadas unicamente com o salário do marido. “O cuidador informal é abandonado e marginalizado e ainda nos olham como se quiséssemos viver à conta das pessoas de que cuidamos”, lamenta. “Acompanhei as minhas filhas todo este tempo, não tenho carreira contributiva. O que é que vão fazer aos cuidadores que deixaram tudo, como é o meu caso”?

Das propostas dos partidos em cima da mesa, as que mais agradam a esta mãe são as “do Bloco de Esquerda e do CDS”, nomeadamente por contemplarem apoios concretos para os cuidadores a tempo inteiro, entre os 300 e os 380 euros. “Uma família de acolhimento que receba em casa uma pessoa normal recebe 380 euros do Estado. Se acolher uma pessoa deficiente, dão-lhe 600 euros. Eu sou cuidadora das minhas filhas e o Estado não me dá nada”, diz, estimando que terá poupado ao Estado “talvez meio milhão de euros” por ter decidido criar as filhas em vez de as entregar a uma instituição, à qual a Segurança Social pagaria “1040 euros por mês por cada uma”.

Reformada “compulsivamente”…por cuidar da irmã e dos sobrinhos

” É verdade que é a primeira que vemos um projecto do governo sobre esta matéria”, reconhece Maria dos Anjos Catapirra. “Mas está muito aquém das nossas expectativas. Não são os projectos-piloto que nos vão ajudar a mudar o quer que seja. Do que precisamos é de legislação aprovada e aplicada”, diz, apontando também a preferência para o projecto de outro partido. neste caso do CDS: “Além daquilo que acreditamos que seja viável, que é o descanso para o cuidador e o subsídio, defendem medidas laborais, inclusivamente, que nem estão contempladas no projecto do governo. E também apoios e benefícios fiscais”.

Helena aponta também a importância de proteger os cuidadores a tempo parcial ou temporários no emprego. “Se tivesse a possibilidade de conciliar o cuidado dos meus filhos com um período de trabalho, por exemplo da parte da manhã, mas sem perda de remuneração, seguramente que o que faria”, diz.

Maria dos Anjos era profissional de seguros quando começou a tratar da irmã, mãe solteira, que desenvolveu Alzheimer precoce. Acompanhou a irmã até à morte desta e tomou conta dos sobrinhos até estes se tornarem adultos e ganharem a sua independência. No processo, perdeu o emprego. “Acabei por ter uma reforma compulsiva pelas ausências, por tudo aquilo de que precisava e não compreendiam que precisava.

Foi uma das subscritoras da primeira petição a dar entrada no parlamento, para tentar mudar as coisas.

A proposta do PSD, que prevê um estatuto do cuidador informal, centra atenções nas pessoas que tratam de familiares idosos. Mas para Maria dos Anjos esse é um dos erros comuns: acreditar-se que estes são os únicos a precisar de cuidados permanentes.”Hoje em dia tomo conta da minha mãe, que é invisual e tem 87 anos. Mas nem mais ou menos é semelhante situação pela qual passei”, garante. “Tratar de uma pessoa com demência é completamente diferente. Por isso é que hoje em dia nem me considero uma cuidadora. Sou filha dela e tomo conta dela. As pessoas com demência perdem toda a remuneração que tinham – a minha irmã, porque era jovem, nem reforma tinha. Tinha filhos menores, era mãe solteira, e não tinha qualquer apoio estatal”.

Hoje, já não pede medidas a pensar em si mas, sobretudo, “nas imensas pessoas em situação de pobreza que não têm condições para aguardar por projectos-piloto”. Mas confessa estar pouco optimista. “Acredito que vai baixar tudo à comissão e vamos adiar esta história toda por mais algum tempo. É o que andamos a fazer há dois anos: adiar”.

Diário de Notícias
Pedro Sousa Tavares
08 Março 2019 — 08:20

142: Cidade japonesa cria adesivo com código QR para idosos com Alzheimer

Selo para colar na unha carrega identidade e informações para contacto

Adesivo é à prova d’água e se mantém colado por cerca de duas semanas – TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

RIO — Um dos maiores problemas enfrentados por idosos com demência é o risco de se perderem. Por causa dos distúrbios na memória, não são raros os casos de pessoas que saem de casa e não conseguem mais voltar. Para contornar essa questão, uma cidade japonesa, nos arredores de Tóquio, está distribuindo pequenos adesivos com um código QR, com informações sobre esses pacientes.

O serviço foi desenvolvido na cidade de Iruma e lançado este mês, de forma gratuita. As pessoas consideradas sob risco de se perderem recebem pequenos adesivos com um código QR para serem colados em uma das unhas dos dedos da mão. Medindo apenas 1 centímetro quadrado, os adesivos carregam o endereço, o número de telefone de algum parente e um número de identificação único.

De acordo com o escritório de bem-estar social de Iruma, a iniciativa foi lançada para facilitar o reencontro de idosos com a família, caso eles se percam. O adesivo é à prova de água e fica colado por cerca de duas semanas.

Informações para contacto com a família podem ser acedidas com um smartphone – TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

Com a tecnologia, policiais podem obter detalhes sobre a pessoas de forma simples, apenas escaneando o código QR com um smartphone. Por ficar colado em uma das unhas, o adesivo é discreto e está sempre com o idoso.

— Já existem identificadores para roupas e calçados, mas os pacientes com demência nem sempre estão vestindo esses itens — disse um oficial, à agência AFP.

O Globo
por O GLOBO
09/12/2016 9:56 / Actualizado 09/12/2016 11:47

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=33e5dab1_1481536923071]

128: Número de novos casos de demência está a diminuir

Regularmente aos sábados Margarida Monteiro almoça com a mãe, Maria Monteiro, 85 anos, que tem Alzheimer há cinco. “Estava repetitiva e algumas histórias não batiam certo. Foi ao neurologista e iniciou o tratamento para a doença." Margarida acredita que a vida ativa da mãe contribuiu para que os sinais não fossem tão evidentes. “Tinha o vício das palavras cruzadas e lia muito. Era uma pessoa muito ativa socialmente. Tenho a certeza que teve influência”.
Regularmente aos sábados Margarida Monteiro almoça com a mãe, Maria Monteiro, 85 anos, que tem Alzheimer há cinco. “Estava repetitiva e algumas histórias não batiam certo. Foi ao neurologista e iniciou o tratamento para a doença.” Margarida acredita que a vida ativa da mãe contribuiu para que os sinais não fossem tão evidentes. “Tinha o vício das palavras cruzadas e lia muito. Era uma pessoa muito ativa socialmente. Tenho a certeza que teve influência”.

Mais escolaridade e maior controlo dos riscos cardiovasculares ajudam a evitar doença. Portugal pode acompanhar tendência

Os novos casos de demência estão a diminuir. É esta a conclusão de um estudo realizado nos Estados Unidos que analisou mais de 21 mil pessoas em dois momentos: 2000 e 2012 e que revelaram que a taxa de incidência passou de 11,6% para 8,8%.Os dados vão ao encontro de outros estudos feitos na Europa, nomeadamente Reino Unido, que mostraram a mesma tendência.

Um sinal positivo que contraria as estimativas há muito traçadas: que as demências iriam aumentar muito com o envelhecimento da população. Mais educação e menos riscos cardiovasculares são fatores apontados como fundamentais na mudança desta equação. Portugal também pode acompanhar a tendência se continuar a apostar em políticas de saúde pública e com o aumento da escolaridade, dizem os especialistas contactos pelo DN.

O estudo norte-americano, publicado no jornal JAMA Internal Medicine, avaliou pessoas a partir dos 65 anos. A maior percentagem de casos de demência – onde a idade é um dos principais fatores de risco – foram detetados em pessoas acima dos 85 anos. Ao mesmo tempo o trabalho mostrou que o nível de escolaridade aumentou no mesmo período (cerca de um ano), sugerindo que os níveis de educação e culturais podem ser protetores e retardar o surgimento e evolução da doença. Mas este pode não ser o único fator importante, ainda que não tenha sido possível estabelecer uma relação direta: a diminuição dos riscos cardiovasculares também podem ter um peso importante. Embora o estudo revele que existem mais pessoas com diabetes e hipertensão, o diagnóstico precoce e o acesso a medicação correta estar a atenuar esse efeito.

dn23112016_02

“Existem seis estudos que apontam para a redução da incidência. Pensa-se que na causa destes resultados podem estar o maior controlo do risco cardiovascular e a chamada reserva cognitiva. A escolaridade é um indicador importante. Mas é importante perceber que estes resultados não são consensuais e dizer que há uma redução da taxa de incidência (novos casos) não é o mesmo que dizer que haja uma redução da prevalência (casos totais)” afirma ao DN Isabel Santana, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade de de Coimbra.

A neurologista explica que há uma relação entre a doença e a idade. Com a redução dos riscos cardiovasculares, as pessoas vão viver mais anos e dessa forma aumenta o número de pessoas que poderão desenvolver a doença. “Mas os resultados do estudo são uma boa novidade. É sinal que estas doenças são preveníveis. Até hoje não tinha havido uma medida de prevenção eficaz”, diz Isabel Santana.

Poderemos esperar o mesmo em Portugal? “Não existem estudos nacionais, mas podemos dizer que as taxas de prevalência dos vários países são sobreponíveis. Em principio seguiremos o mesmo padrão. Existem vários planos estratégicos para controlo de fatores de risco e houve uma revolução cultural enorme nos últimos anos com o aumento dos anos de escolaridade”, aponta.

António Leuschner, presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, reforça a ideia: “Esta é uma tendência que se apurou nos últimos três a cinco anos, contrariando as muitas previsões que com o envelhecimento populacional muito acentuado haveria um aumento da incidência. Isto quererá dizer que haverá menos novos casos”, refere o psiquiatra, salientando que “o risco de demência é menor quanto maior é o nível de literacia e o nível de escolaridade atingido”. Quanto a Portugal, “se o nível de acesso aos cuidados for bom, se comermos melhor, se reduzirmos o consumo de álcool e tabaco, com o nível de escolaridade é razoável esperar que a população que terá 65 anos daqui a 15 anos tenha níveis de literacia superiores e condições melhores. Mas se essas condições não existirem, não podemos esperar milagres. É fundamental que não se pare o processo para não se andar para trás”, alerta.

Vítor Oliveira, presidente do Congresso de Neurologia, que decorre entre hoje e sábado em Lisboa, lembra que “quanto mais próximos estivermos dos países desenvolvidos, maior semelhança teremos com eles”. Mas há um grande desafio que Portugal tem de ultrapassar e pode ter peso nos resultados: “O grande drama é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que ainda é a primeira causa de morte em Portugal enquanto que na média europeia e nos EUA está em terceiro lugar. Um quarto das demências são vasculares e o AVC é uma das causas. Há margem para tratar melhor e a prevenção é importante: mais exercício, redução do consumo de sal, da diabetes, menos sedentarismo e apostar num envelhecimento activo”.

Jornal Diário de Notícias
23 DE NOVEMBRO DE 2016
00:30
Ana Maia

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=6bc01def_1479905659391]

104: Descoberto um novo método promissor para prevenir Alzheimer

Rebecca-Lee (Flickr)
Rebecca-Lee (Flickr)
Investigação do Imperial College de Londres encontra-se nas primeiras etapas de investigação

Uma equipa de investigadores desenvolveu um método para prevenir o Alzheimer, mediante a injecção de um vírus que transmite um gene específico ao cérebro, segundo uma investigação realizada em ratos e cujos resultados foram hoje publicados.

A descoberta realizada por cientistas do Imperial College de Londres, liderados pela espanhola Madgalena Sastre, poderá abrir a porta para possíveis novos tratamentos da doença, apesar de ainda se encontrar nas suas primeiras etapas de investigação.

No estudo, os investigadores consideram que este gene, denominado PGC1-alpha, pode prevenir a formação da proteína amiloide-beta péptida em células no laboratório.

Esta proteína é a principal componente das placas amiloides, uma massa viscosa de proteínas que se encontra no cérebro das pessoas com Alzheimer e que se pensa que causa a morte de células cerebrais.

Esta descoberta pode favorecer novos olhares sobre como prevenir ou travar a doença nas suas primeiras etapas.

“Apesar de estas descobertas serem muito iniciais, sugerem que esta terapia de genes pode ter um potencial uso terapêutico para os pacientes. No entanto, há muitos obstáculos a superar, e actualmente a única forma de transmitir este gene é através da injecção directa no cérebro”, explicou Magdalena Sastre, autora principal do estudo, do Departamento de Medicina do Imperial College.

Os cientistas injectaram as cobaias com o vírus com o gene em duas áreas do cérebro onde pode desenvolver-se Alzheimer – o hipocampo, que controla a memória a curto prazo, e o córtex, que controla a memória a longo prazo, e que são as primeiras onde começam as placas amiloides.

Os animais foram tratados nos primeiros episódios de doença, quando ainda não têm estas placas, e quatro meses depois, constatou-se que os ratos que tinham recebido o gene tinham muito poucas destas placas, comparadas com o grupo de cobaias que não tinham recebido tratamento.

Além disso, não se registou perda de células cerebrais no hipocampo.

A investigadora acrescentou que outros estudos apontam que o exercício e o componente resveratrol, que se encontra no vinho tinto, pode aumentar os níveis do gene PGC-1, apesar de apenas ter benefícios em comprimidos, já que é desactivado no vinho devido à presença do álcool.

“No entanto estamos a anos de utilizar esta solução como tratamento clínico. Mas, numa doença urgente que exige novas opções para os pacientes, este trabalho oferece esperança para futuras terapias”, afirmou Sastre.

A investigação foi financiada pela Agência de Investigação de Alzheimer do Reino Unido e o Conselho de Investigação Europeu.

Apesar de existir tratamento para minorar alguns sintomas, o Alzheimer não tem cura e implica perda de memória, confusão e mudanças de personalidade.

Em todo o mundo mais de 47 milhões de pessoas sofrem de demência, da qual o Alzheimer é a forma mais comum.

Diário de Notícias
10 DE OUTUBRO DE 2016 | 22:57

logo_transp_200

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=4b3f8205_1488653896993]

99: 07.Out.2016

Cuidadores informais de doentes vão ser compensados a partir de 2018

Os cuidadores informais de doentes vão ser, a partir de 2018, compensados com apoios que ainda não estão definidos, mas que poderão passar por regalias sociais, fiscais ou mesmo financeiras, anunciou o secretário de Estado de Saúde.

nm07102016

Manuel Delgado falava à agência Lusa no final da sessão de abertura da conferência que assinala o 60º aniversário da Unidade de Cuidados Domiciliários (UCD) do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Segundo Manuel Delgado, este governo está a trabalhar para criar “condições de apoio extraordinário” a estes cuidadores informais que recompense a opção que tomaram de abdicar da sua vida profissional pela compaixão pelos seus.

“Numa sociedade em que a maior parte das pessoas trabalha, como podemos resolver o problema dos que querem acompanhar os seus, mas não o conseguem fazer sem prejudicar a sua vida profissional e até económica?”, questionou.

O secretário de Estado da Saúde adiantou que no Orçamento do Estado para 2018 já deverá estar contemplado esse apoio aos cuidadores informais, o qual está ainda a ser desenhado.

“A compensação ainda não está definida. Pode ser remuneratória ou na forma de regalias sociais e fiscais ou no emprego”, adiantou.

Manuel Delgado sublinhou que este tipo de cuidados, além de permitir a continuidade do apoio destes doentes por quem está mais próximo, alivia as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O governante defendeu ainda que as mudanças na sociedade portuguesa obrigam a uma reelaboração do sistema de saúde, no qual os cuidados domiciliários deverão ter um papel cada vez maior e em áreas como situações agudas, que assim são tratadas sem internamento.

“Temos de ter os doentes sinalizados nos seus domicílios e estes serem o local de trabalho das equipas”, adiantou.

Notícias ao Minuto
07/10/2016
POR Lusa

0-lutotransp200Quando necessitei de ajuda, de apoio, fosse ele qual fosse, a resposta foi sempre: PAGA SE QUERES! Minha esposa faleceu não da doença de Alzheimer mas da incúria, incompetência, desleixo, desumanidade de quem a seguia medicamente e da COMPLETA FALTA DE APOIO das instituições agregadas ou não ao Serviço Nacional de “Saúde”. Morreu com FALÊNCIA RESPIRATÓRIA devido a CHOQUE SÉPTICO por falta dessa mesma assistência e por teimarem em não a quererem internar (médico de família e psiquiatra) mas quererem enviá-la para um Lar de Idosos a que eu sempre chamei de Depósito de Velhos. Os que beneficiarem, no futuro, deste apoio, não sabem por que passaram os que NUNCA tiveram qualquer apoio. Fotografias chocantes do estado a que minha esposa chegou já no final da sua existência:

06072016_03

06072016_02

06072016_04

06072016_05

Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas. 3 dias depois falecia…

0-assinatura

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=0556943d_1488654061104]

93: O Gabinete de Apoio ao Cuidador já abriu!

Para os cuidadores activos, uma notícia positiva embora com data de 27 de Maio e parece que ainda e apenas na zona norte.

O Gabinete de Apoio ao Cuidador (GAC) pretende apoiar o cuidador informal de pessoas com demência (ex. doença de Alzheimer) na prevenção de situações de conflito e sobrecarga e promover a qualidade de vida e saúde do cuidador e do receptor de cuidados.

Neste momento já se encontram em funcionamento os GAC no Castiis e em São João da Madeira. Brevemente entrarão em funcionamento novos GAC. O cuidador informal terá ao seu dispor, e de forma gratuita, profissionais de várias áreas como sejam a Psicologia, Gerontologia, Serviço Social, Jurídica entre outros, que darão resposta às suas necessidades.

Para ser atendido no GAC basta entrar em contacto com a equipa do projecto através de e-mail (cuidardequemcuida@castiis.pt) ou telemóvel (938343804).

Cuidar de quem Cuida

E para quando o estender deste tipo de gabinetes a todo o País? Só existe dinheiro para safar os banqueiros e a banca?

logo_transp_200

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=31644005_1488654330295]

71: 10.Set.2016

tina004aa55 dias passaram desde que partiste e nos deixaste em profunda dor e saudade. O tempo não arrefece estes sentimentos porque eles estão e continuarão a estar dentro de nós bem vivos e latentes a todo o minuto. Espero que te encontres em Paz. Um dia destes vou ter contigo minha querida.

Para os leitores deste Blogue, o primeiro post que aqui se encontra tem a data de 01 de Julho de 2016. Mas eu tenho um outro blogue (privado) onde conto as diárias anteriores a essa data sendo o primeiro episódio a 10 de Janeiro de 2014.

0-lutotransp200Conforme a minha disposição, porque mexer neste tema é muito doloroso e reviver acontecimentos recentes, ainda pior, vou tentar introduzir todos esses episódios começando pelos mais recentes, ou seja, 30 de Junho de 2016 para trás.

Minha esposa, não fosse a teimosia, a incompetência e a incúria médica, ainda hoje poderia estar viva embora a doença continuasse a progredir. Ela NÃO FALECEU DA DOENÇA mas de FALÊNCIA RESPIRATÓRIA provocada por CHOQUE SÉPTICO devido às úlceras espalhadas pelo corpo e da infecção bacteriana resultante dessas úlceras.

06072016_03

Úlcera de Pressão Região Sagrada

Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados

O aparecimento de uma Úlcera de Pressão é, quase sempre, consequência do incumprimento de boas práticas nos cuidados prestados a doentes sujeitos a longos períodos de imobilidade. A sua prevenção e tratamento requerem uma equipa multidisciplinar composta por enfermeiros, médicos, nutricionistas, assistentes sociais e fisioterapeutas. O risco de desenvolvimento de úlceras de pressão aumenta consideravelmente quando se combinam os seguintes factores:

Imobilidade

Compromisso do sistema imunitário
Perda de massa muscular

06072016_04

Definição de Úlceras de Pressão

Há vários métodos de classificação das Úlceras de Pressão, sendo o mais comum aquele que atribui graus ás estruturas e tecidos lesados.

Grau IV
– Ausência total da pele com necrose do tecido subcutâneo ou lesão do músculo, osso ou estruturas de suporte (tendão, cápsula articular, etc.)

Choque séptico: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Choque séptico?

O choque séptico é uma condição grave que ocorre em decorrência da sepse e traz risco de vida. Ocorre quando um agente infeccioso, como bactérias, vírus ou fungo, entra na corrente sanguínea de uma pessoa. Essa infecção afecta todo o sistema imunológico, desencadeando uma reação em cadeia que pode provocar uma inflamação descontrolada no organismo. Esta resposta de todo o organismo à infecção produz mudanças de temperatura, da pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

Causas

Choque séptico é geralmente causado por infecção bacteriana. Qualquer tipo de bactéria pode causar choque séptico. Fungos e vírus também podem causar essa condição, embora infecções virais sejam extremamente raras. As toxinas liberadas pelos agentes invasores podem causar danos nos tecidos e resultar em pressão arterial baixa e função reduzida dos órgãos. Alguns pesquisadores acreditam que os coágulos sanguíneos em pequenas artérias interrompem o fluxo sanguíneo e causam a redução da função dos órgãos.

O organismo também produz uma forte resposta inflamatória às toxinas. Essa inflamação pode contribuir para que ocorram danos nos órgãos.

O choque séptico tem uma alta taxa de mortalidade. A taxa de mortalidade depende da idade do paciente e de suas condições gerais de saúde, da causa da infecção e de quantos órgãos apresentaram insuficiência, assim como da rapidez e agressividade com as quais o tratamento médico foi iniciado.

Relatórios da urgência do hospital de S. Francisco Xavier:

urgencia01

12072016alogo_transp_200

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=a71541eb_1488655203500]

67: 07.Set.2016

Nano partículas encontradas no cérebro humano podem causar Alzheimer

Partículas minúsculas provavelmente resultantes da poluição atmosférica foram encontradas no cérebro humano, revela-se num novo estudo, segundo o qual estas nano partículas poderão contribuir para o desenvolvimento de doenças neuro degenerativas como o Alzheimer.

“Estes resultados sugerem que as nano partículas de magnetita presentes no ambiente podem penetrar no cérebro humano, onde podem representar um risco para a saúde”, escrevem os autores do estudo, citados pela agência AFP.

Cientistas externos ao estudo, publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), alertam no entanto que é demasiado cedo para estabelecer uma ligação de causa e efeito com a doença de Alzheimer.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
06 | 09 | 2016 15.38H

logo_transp_200

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=1df6f1a5_1488655323153]

66: 06.Set.2016

0-lutotransp200Não tenho qualquer tipo de conotação/ligação/simpatia político/partidária com NENHUM partido ou associação política existentes em Portugal ou no estrangeiro, por isso, encontro-me completamente à vontade para publicar o que entender deva ser do conhecimento público e, neste caso, ligado à doença que levou à morte de minha esposa no passado dia 18 de Julho. Quem usar palas nos olhos, passe à frente.

Recebi do Grupo Parlamentar do BE a seguinte informação:

Lar de idosos

30 de Junho de 2016

proj.resolucao-gp_236O envelhecimento é um dos grandes fenómenos do século XXI. Segundo o relatório da ONU (World Population Prospects: The 2006 Revision): «A população mundial continua a envelhecer e irá exceder os 9 mil milhões de habitantes até 2050». Os dados do EUROSTAT apontam para três em cada dez pessoas ter 65 ou mais anos em 2050. Por força do aumento ininterrupto do número de idosos, o fenómeno do envelhecimento tem vindo a influenciar transversalmente toda a sociedade.

Conforme resulta dos princípios das Nações Unidas em favor das pessoas idosas, adoptados pela resolução n.º 46/91 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 16 de Dezembro de 1991, os governos devem adoptar medidas com vista à independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade dos idosos. No mesmo sentido, a Constituição da República Portuguesa prevê que as pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal, evitando e superando o isolamento ou a marginalização social.

Segundo o relatório da Comissão Europeia “The 2015 ageing report”, Portugal surge em 2060 como o país com o segundo maior índice de dependência dos idosos. Este é um fenómeno complexo, cuja resposta é multidimensional, mas que precisa de ser abordado com princípios inalienáveis de respeito pela autonomia das pessoas.

Ora, como é sabido, o fenómeno do envelhecimento tem carecido de respostas públicas e, frequentemente, é um nicho de negócio com regras em que os direitos das pessoas são depreciados em favor de outras lógicas. No nosso país, há hoje práticas inaceitáveis que têm vindo a ser denunciadas por várias organizações e pela imprensa e que não se compaginam, de forma alguma, com os princípios resultantes da referida resolução e que violam clamorosamente a Constituição. A ausência de políticas públicas capazes de contrariar o abandono, as listas de espera dos lares, a ausência de uma resposta pública adequada (73% das respostas ao nível de protecção social a idosos, crianças e deficientes estão delegadas pelo Estado em instituições privadas, por via de protocolos que ascendem aos 1,3 milhões de euros/ano), e a transformação em negócio de muitos dos lares protocolizados com a Segurança Social são alguns exemplos.

No caso específico dos lares, são diversos os problemas identificados: lacunas graves ao nível dos estímulos cognitivos e emocionais (jogos, música, exercício físico), a falta de articulação com as famílias para saídas e visitas que possam ser organizadas com os idosos, os horários de visitas restritivos e desajustados às necessidades, a vulgarização de práticas que se revelam impróprias para a saúde física e mental dos idosos – como ministrar doses excessivas de medicação -, a falta de incentivo às famílias que permitam cuidados domiciliários e que garantam um maior acompanhamento, a falta de aposta na formação de cuidadores, bem como a escassez de actividades culturais e de formação para os próprios idosos, de modo a prevenir o processo rápido de envelhecimento, entre outros problemas que têm vindo a ser identificados. A ausência de uma resposta pública e de uma fiscalização efectiva das instituições que mantêm protocolos privados com o Instituto de Segurança Social agrava estas dificuldades.

De acordo com a criadora do site Lares Online (laresonline.pt), Marina Lopes: «esta é uma área extremamente complexa. Há lares do sector social que têm camas reservadas para a Segurança Social, camas com acordos de comparticipação da Segurança Social e ainda camas privadas, algumas com custos superiores às dos lares lucrativos, o que é estranho, porque teoricamente não existem para ter lucro.»

A 3 de Maio de 2016, o Diário de Notícias escreve uma notícia segundo a qual «a Direcção-Geral da Saúde suspeita que os idosos estejam a tomar sedativos em excesso, principalmente em lares». Segundo Álvaro de Carvalho, director do programa nacional para a saúde mental da Direcção-Geral de Saúde (DGS), «relativamente às pessoas idosas, há muitos ecos de que há medicação em excesso em casa e, sobretudo, nos lares. Há a presunção de que é frequente serem medicadas com mais do que é indicado pelo médico para não incomodarem». Também Wolfgang Gruner, médico e vice-presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, dizia que «há a percepção de que pode haver excesso de medicação nos lares para os doentes estarem mais tranquilos e dormirem melhor.» A notícia assinalava ainda uma maior predominância de demência «em pessoas que vivem em lares do que naquelas que vivem em comunidade» e referia um estudo feito na Administração Regional de Saúde do Norte e citado pelo relatório da DGS, nos termos do qual a prevalência duplica nos idosos institucionalizados. Wolfgang Gruner mencionava que «se um idoso já com dificuldades cognitivas vai para uma sala cheia de idosos e passa o dia a ver televisão, é natural que a sua capacidade cognitiva se deteriore por falta de estímulos. Falar, discutir é muito importante. E isso é muito difícil na maioria dos lares».

No relatório Saúde Mental em Números 2015, publicado recentemente pela DGS, focado na faixa etária dos 65 aos 69 anos, registava-se um aumento do consumo de ansiolíticos (mais de 30 milhões de doses diárias) do que em 2014, valores próximos dos que se observavam na população entre os 70 e os 79 anos. Quanto à utilização de antidepressivos, era também entre os 65 e 69 que havia o maior consumo (quase 35 milhões de doses diárias).

Além dos problemas relacionados com os lares enquanto resposta social e com o seu funcionamento, há ainda desigualdades inaceitáveis no acesso às vagas existentes. É do conhecimento público que algumas Misericórdias e instituições de solidariedade social contornam a ordem da lista de entrada nos lares e priorizam a entrada de quem tem reformas mais altas, a fim de obterem maiores rendimentos pelo serviço prestado. Esta realidade, que configura uma prática que vai contra a lei e contra os próprios protocolos estabelecidos é, de resto, assumida pelos responsáveis do sector particular. Em declarações ao Diário de Notícias, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias, confirma-a: «Eu próprio tenho dito aos provedores para, depois de uma avaliação da situação das pessoas, e em nome da nossa sustentabilidade, fazerem o equilíbrio nas entradas. Ou seja, que deixem entrar um que tem mais posses e dois com menos. É uma questão de equilíbrio», considera. Ora, estas práticas em instituições com protocolos de cooperação com o Instituto de Segurança Social não nos parecem aceitáveis.

A restituição da dignidade aos idosos, garantindo o cumprimento do seu direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário é essencial. Neste caso particular, isso passa por reforçar o conhecimento deste fenómeno, garantir uma maior fiscalização, o respeito por regras a que o próprio Estado está obrigado e pelo aumento da resposta pública neste domínio.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:

1. Proceda a um estudo sobre a problemática do envelhecimento e da institucionalização dos idosos que contemple:

a) O mapeamento das respostas sociais aos idosos, quer públicas, quer protocolizadas, quer do sector lucrativo;
b) Um levantamento das práticas existentes nos lares de idosos, nomeadamente ao nível do respeito pelo bem-estar, pela saúde física e mental e pela autonomia e autodeterminação dos idosos;
c) Um levantamento sobre as qualificações e os programas de formação dos cuidadores;
d) A identificação de respostas alternativas à institucionalização;
e) A redacção de um manual de boas práticas nos lares de idosos, de aplicação obrigatória em todos os lares com protocolo com a Segurança Social.

2. Garanta a fiscalização, por parte da Segurança Social, dos lares de idosos, nomeadamente com os seguintes objectivos:

a) O respeito, em todos lares e independentemente da sua natureza, dos princípios a que o Estado português está vinculado, designadamente ao nível da garantia da independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade dos idosos;
b) A garantia de que, nas instituições privadas com protocolos de cooperação com o Instituto de Segurança Social, as ordens das listas de espera são respeitadas, cessando os protocolos de cooperação com as instituições que façam passar idosos com maiores rendimentos à frente de idosos com pensões e rendimentos menores que estejam à frente na lista.

3. Um reforço da resposta pública nesta área, especialmente através:

a) do reforço da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e do apoio domiciliário;
b) de um plano para o reforço dos equipamentos públicos de resposta a pessoas idosas;
c) de um programa de formação de cuidadores e o reconhecimento do Estatuto do Cuidador Informal.
d) Assembleia da República, 29 de Junho de 2016.

As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda

(texto integral apenas corrigido para a ortografia pré-Acordo Ortográfico do qual não sou aderente).

Lendo bem o texto, foi por muitas das deficiências apontadas em Lares de Idosos que NUNCA quis que minha esposa fosse depositada numa dessas instituições mas sim internada num hospital para tratamento, acompanhamento, estabilização e depois ser devolvida ao domicílio onde tinha quem cuidasse dela com todo o carinho que se pode prestar a um ser humano.

Tal não foi entendido pelos médicos que a assistiram, quer de medicina familiar, quer de psiquiatria e até mesmo de neurologia que todos eles, sem excepção, apontaram sempre para Lares de Idosos.

Quanto a ajudas, estamos conversados porque até os tratamentos – efectuados por enfermeiras do Centro de Saúde a que pertencemos -, às úlceras que levaram à morte de minha esposa por CHOQUE SÉPTICO (consta do óbito), foram taxados e pagos.

 

logo_transp_200

15.Jul.2019

15.Jul.2019

2 dias ago cuidador cuidador
A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh…
Read More
2 dias ago15.Jul.2019
08.Jul.2019

08.Jul.2019

1 semana ago cuidador cuidador
Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu…
Read More
1 semana ago08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…

2 semanas ago cuidador cuidador
Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh…
Read More
2 semanas agoPartidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019

28.Jun.2019

3 semanas ago cuidador cuidador
Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a…
Read More
3 semanas ago28.Jun.2019
19.Jun.2019

19.Jun.2019

4 semanas ago cuidador cuidador
Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas…
Read More
4 semanas ago19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=6bca6658_1488655357247]

57: 17.Ago.2016

0-lutotransp20030 dias passaram desde a tua partida e é como tivesse sido hoje minha querida. A dor teima em não sair cá de dentro e penso que nunca mais sairá.

52 anos a aturar-nos um ao outro, nos bons e maus momentos, nas crises e nas alegrias, são muitos anos que nunca passarão em branco! Onde quer que estejas, um beijão muito grande e espero que descanses em Paz.

Deixo aqui um vídeo (a imagem vale por mil palavras) para o Joaquim Ribeiro e todos aqueles que se encontram no topo da Petição Pública, bem como todos os que já assinaram.

Entretanto, enviei hoje um e-mail à Ordem dos Médicos com o seguinte conteúdo:

 

Data: qua 17/08/2016 18:25
Para: omcne@omcne.pt

Boa tarde

A paciente a que se referem os e-mails infra, faleceu no passado dia 18 de Julho de 2016, pelas 00:30, no hospital de S. Francisco Xavier para onde foi levada numa ambulância do INEM.

A causa da morte, segundo o Certificado de Óbito emitido pelo hospital foi de choque séptico, úlcera de pressão região sagrada com exposição óssea.

Não preciso explicar a V. Exas. o que é choque séptico até porque não sou médico nem tenho qualquer formação na área da saúde, contudo e como pesquisador temático na Internet, li tudo o que tinha a ler sobre choques sépticos e respectivas origens e causas.

O que me leva a concluir que, embora a médica de família do Centro de Saúde tivesse conhecimento da situação porque assistiu, em pessoa, a dois dos últimos tratamentos efectuados pelas enfermeiras desse CS e referenciou as úlceras instaladas, uma delas com infecção devido às fezes expelidas, não tomou as precauções devidas a esta situação porque não é no domicílio e apenas TRÊS VEZES POR SEMANA, que este tipo de infecções – que causaram o choque séptico -, são tratadas.

Não sei que adjectivo deveria atribuir a esta situação, apenas sei que minha esposa faleceu e V. Exas. nem sequer se dignaram dar uma resposta aos meus e-mails infra, de 30 de Junho e 01 de Julho de 2016.

Obrigado,

0-assinatura

(E-mails referenciados acima):

01.- De: F Gomes
Enviada: 1 de Julho de 2016 10:00 a
Para: omcne@omcne.pt
Assunto: FW: Envio de formulário

Bom dia

Em adenda ao meu e-mail anterior, junto envio mais imagens do estado degradado em que se encontra minha esposa, sem que sejam tomadas quaisquer providências a não ser o tratamento 3 vezes por semana no domicílio pela enfermagem da USF Santo Condestável às úlceras.

Obrigado

02.- De: F Gomes
Enviada: 30 de Junho de 2016 00:03 a
Para: ‘omcne@omcne.pt’
Assunto: Envio de formulário

Boa tarde

Com este e-mail, pretendo saber de V. Exas. se uma doente com demência de Alzheimer, D.P.O.C. (entretanto controlada), anemia crónica, hipotiroidismo, arritmias cardíacas (mais ou menos controladas) e com úlceras espalhadas pelo corpo provenientes do seu estado de acamada, uma delas na anca com um a visão muito arrepiante conforme poderão constatar pelas imagens anexas, não tem o direito como ser humano de ser internada para tratamento (já que a recuperação é impossível) em vez da presença 3 vezes por semana de enfermeiras da USF Santo Condestável que lhe vêm limpar as feridas e mudar os pensos.

Se os hospitais não são indicados para este tipo de pacientes, para que servem eles? Tem sido uma luta constante desde há 3 anos a esta data com os médicos o pedido de internamento mas eles canalizam sempre para um Lar de Idosos. Lar de Idosos? Desconhecia que agora os Lares de Idosos, são hospitais onde estes pacientes são vigiados, tratados e medicados convenientemente e de acordo com as patologias apresentadas.

Nesta conformidade, agradeço o favor de um parecer de V. Exas. sobre se realmente é assim, ou seja, a doente ficar no domicílio em estado semi-vegetativo já que não fala, está paralisada dos membros inferiores, a mão direita quase que não mexe e a esquerda está a ir pelo mesmo caminho, toma os medicamentos esmagados e bebe-os por uma palhinha assim como os alimentos que estão reduzidos a sopas, gelatinas e néctares de fruta, causando perigosos desequilíbrios psicológicos nos cuidadores (marido e filha) que a acompanham 24 horas por dia (marido) e horário pós-laboral (filha, que é diabética insulino-dependente e cujos episódios de coma hipoglicémico estão a ser quase diários).

Com os melhores cumprimentos e agradecendo a atenção dispensada,

0-assinatura

15.Jul.2019
cuidador cuidador 2 dias ago

A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolh… Read More

15.Jul.2019
08.Jul.2019
cuidador cuidador 1 semana ago

Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocu… Read More

08.Jul.2019
Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal
cuidador cuidador 2 semanas ago

Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalh… Read More

Partidos aprovam por unanimidade a criação do Esta…
28.Jun.2019
cuidador cuidador 3 semanas ago

Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a… Read More

28.Jun.2019
19.Jun.2019
cuidador cuidador 4 semanas ago

Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas… Read More

19.Jun.2019

[powr-hit-counter id=309256ca_1488655617552]