Dia do Cuidador – 05.Nov.2018

Marcelo renova apelo para criação do estatuto do cuidador informal

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou esta segunda-feira para que se vençam “preconceitos e obstáculos institucionais” à criação do Estatuto do Cuidador Informal, uma causa que “merece o esforço de todos”.

Numa mensagem publicada no site da Presidência da República a propósito do Dia do Cuidador, que se assinala hoje, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que a criação de um estatuto próprio “é uma causa que é nacional”, que “reúne o apoio de todos os partidos” e frisou que a continuará a defender “até que seja uma realidade”.

“Assinalo, pois, este dia, renovando o apoio a esta causa e o apelo para que se faça mais, vencendo preconceitos e obstáculos institucionais à criação do Estatuto do Cuidador Informal. É uma causa que sei ser de todos. É uma causa que merece o esforço de todos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe do Estado defendeu que o país “não pode continuar à espera, sob pena de estar a perpetuar um erro imperdoável, confundindo prioridades, atropelando a defesa da dignidade humana”.

Em Portugal, assinalou, a grande maioria dos cuidados prestados a pessoas dependentes, sejam idosos, pessoas com deficiência, demências ou doenças crónicas “é prestado por cuidadores informais e não através das redes formais”.

Não podemos continuar a fingir que não existem milhares de compatriotas que são pais, filhos, netos, sobrinhos, primos, vizinhos, amigos, cuidadores de tantos e tantos outros portugueses”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa observou que há “milhares de cuidadores informais e cada vez haverá mais”, defendendo que “não podem continuar invisíveis” ou ignorados, “sem vencimentos, folgas, férias, reformas e direitos sociais”.

No passado dia 9 de Setembro, no encerramento do I Encontro regional de cuidadores informais, em Vila Nova da Cerveira, o Presidente da República já tinha afirmado acreditar que até ao final da legislatura será votado no parlamento a criação do Estatuto do Cuidador Informal, considerando que se isso não se verificar será “um erro imperdoável”.

Em Março passado, diplomas do BE, PCP, CDS-PP e PAN para reforçar medidas de apoio ao cuidador informal e às pessoas em situação de dependência baixaram, sem votação, à comissão de Trabalho e Segurança Social.

A criação de um estatuto próprio tem sido reclamada por grupos de cidadãos que prestam aquele tipo de cuidados e, em Junho passado, foi criada a Associação Nacional de Cuidadores Informais.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Novembro, 2018

Nota: Os políticos querem lá saber do Cuidador Informal, dos seus problemas e de quem  têm de cuidar! O que lhes interessa são as suas mordomias e dar dinheiro aos Bancos falidos, aos compadres e amigalhaços.

 

292: 01.Out.2018

Infelizmente, a Vera está novamente em casa dado que o contrato que ela tinha até ao dia 14 de Novembro, foi CANCELADO pela Segurança Social, em virtude de ter existido um concurso e os novos classificados terem de assumir as funções. Ou seja, apesar de um contrato ASSINADO, não se cumprem prazos, nem se HONRAM COMPROMISSOS ASSUMIDOS! Se fosse o DESEMPREGADO  a NÃO CUMPRIR, cairiam logo dezenas de penalizações sobre ele… E assim continua a chafurdice neste País de trafulhas, aldrabões, vígaros, corruptos, ralé da mais baixa estirpe que a raça humana alguma vez produziu.

Mas isto tem a ver com as visitas à nossa querida Tina que, em vez de serem ao sábado, vão passar a ser à segunda-feira. E porquê? Porque a merda dos transportes públicos (CARRIS) ao fim de semana, além de cortar carreiras, alonga horários, fazendo com que estejamos 40, 50 ou mais minutos à espera da carroça. Só que ao dia de semana, em muitas vezes, a trampa é a mesma… E viva o São Medina!!!

Ficam as imagens de hoje, com um lindo ramo de flores deixado na morada da nossa querida.

Cuidador informal – ajuda NEGADA pelo primeiro ministro de Portugal

OE 2019
 
PM afasta hipótese de incluir medidas de protecção ao cuidador informal
 
 
Tinha mesmo de ser assim, não é, Costa? O dinheirinho faz mais falta aos banqueiros, aos salários faraónicos dos gestores, a alimentar pançudos do regime de toda a espécie e aos compadres e amigalhaços!
 
ENGANEM-SE todos aqueles que ainda pensam que este homenzinho é diferente do rapazola PaFioso anterior. Ao negar protecção ao cuidador informal, demonstra bem as raízes de que é feito e nem milhões de palavras que profira sobre a candura da situação, o ilibam do completo ESCROQUE que é. Ele e a pandilha que o apoia!

290: 22.Set.2018

Dia de visita e hoje é (foi) um dia especial para ti e para mim, minha querida. Faz hoje 45 anos que a nossa filha mais nova nasceu e também foi nesta data que ela se casou.

Apesar do calor, as flores da semana passada mantiveram-se fortes e juntámos mais um raminho que a Vera comprou ontem.

Aqui ficam as imagens e até para a semana, querida.

 

289: Viver com Alzheimer: «Ela fisicamente é a mesma pessoa, mas o resto já não é ela»

José Monteiro gostaria de cuidar da sua mulher, Odete, diagnosticada com Alzheimer há dez anos. Já não consegue, mas serve-lhe o jantar todas as noites na tentativa de combater a solidão. A dela e a sua. Num testemunho duro, conta-nos como é lidar com uma das doenças mais devastadoras que existe. O médico neurologista Martinho Pimenta explica como evolui a patologia e quais as formas de prevenir esta forma de demência, enquanto a psicóloga Ana Margarida Cavaleiro fala sobre a difícil tarefa dos cuidadores.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia Adelino Meireles/Global Imagens

Odete, 78 anos, está actualmente numa das fases mais avançadas da doença de Alzheimer. Não fala, não come, não se lava, está presa a uma cadeira de rodas e muito raramente sorri. Quem o diz é o marido, José Monteiro, em entrevista à DN Life, agendada para depois do jantar, que não abdica de dar, diariamente, a Odete.

«Vou visitá-la todos os dias [ao lar Casa do Alecrim, em Cascais, onde Odete passa os seus dias desde 2013]. Faz-me uma impressão tremenda a solidão em que ela vive.»

José, prestes a completar 79 anos, queria ainda cuidar da mulher. Percebeu, depois de uma queda de Odete e do stress constante em que vivia, que já não conseguia.

«Ainda tive uma pessoa que ia a nossa casa tomar conta dela, para o fim já eram três, por turnos. E os meus filhos também me ajudavam muito. Só que quando ficava sozinho com a Odete percebi que já não tinha capacidades, comecei a ir-me abaixo. Achei que depois, os meus filhos em vez de cuidarem de um tinham que cuidar de dois. Não queria isso», diz.

«A tua mulher não está bem, José». Foi assim que um casal amigo do oficial da Marinha o alertou para a demência de Odete. Depois desta conversa, consultou um dos seus quatro filhos, neuropediatra, sobre o estado da sua mulher. Este indicou-lhe logo um neurologista.

Até chegar a este ponto, José viu-se obrigado a aceitar a doença e os contornos desta. Frequentou todos os módulos de um curso realizado pela Associação Alzheimer Portugal, comprou vários livros sobre a doença e recorreu à Internet para esclarecer as dúvidas que persistiam.

Mais difícil que entender o que era esta demência, o oficial da marinha sentiu sérias dificuldades em entender os comportamentos, que se alteravam cada vez mais, dia após dia, sem saber a razão.

«Ela tinha uma dedicação doida ao trabalho. Era inspectora do ensino secundário do Ministério da Educação. Nessa altura, usava sempre um dispositivo de apoio informático e começou a erradicar e repudiar completamente aquilo. Depois, já era com os telemóveis. Perdi a conta aos telemóveis que lhe comprei. Não se entendia com nenhum. E com o dinheiro, já não sabia contar o que tinha. Também escrevia lindamente, deixou de o fazer».

Foi a mudança na relação do casal que despertou José para a doença de Odete. «Notei que aquela convivência próxima, saudável e meiga se tinha deteriorado. Mas como não estava bem [nesta altura José lutava contra um cancro] achava que o problema era meu».

Estes foram, segundo José, alguns dos sintomas de Odete, que passou um ano entre exames, ressonâncias magnéticas, ecografias e consultas até lhe ser diagnosticado Alzheimer.

«Ela fisicamente é a mesma pessoa, mas o resto já não é ela», diz agora, conformado com a transformação, depois de ter sentido a sua relação arruinar-se, sem aparente explicação.

«Lembro-me que ela embirrava muito comigo e sabia que nada disto existia anteriormente. Repare, conheço esta mulher desde o dia 13 de Julho de 1957, num baile de Santo António, e nunca tinha sido assim. Ficava muito frustrado».

De acordo com o médico neurologista da CUF, Martinho Pimenta, a «deterioração da memória, que agrava outras funções cognitivas» é, tipicamente, um dos primeiros sinais deste tipo de demência.

«Na sua forma típica, 50 a 60 por cento dos casos inicia-se pelo defeito da memória. Depois, agrava outras funções cognitivas, dificultando muitas vezes o cálculo ou a orientação, por exemplo. Há também a deterioração da linguagem, em que se verifica uma grande complexidade em encontrar nomes para certas coisas», reforça o especialista.

Ana Margarida Cavaleiro, directora do departamento de formação e projectos da Associação Alzheimer Portugal, sublinha a importância da forma como familiares e amigos próximos lidam com estes sintomas.

«É importante sublinhar que as pessoas próximas do doente não devem corrigi-lo, insistir e contrariá-lo sobre algo que sabem que não disse bem. Muitas vezes caem nesse erro, na tentativa de os ajudar».

Ana Cavaleiro partilhou com a DN Life a história de um doente que acompanhava e que não percebeu os primeiros sinais da doença de Alzheimer. «Três anos antes do diagnóstico, tinha atirado um copo de água para cima de um prato, num restaurante, em vez de colocar o sal. Todos nós fazemos disparates, mas neste caso era já um sintoma».

O que aconselha a psicóloga é que se tente perceber porque estão a dizer ou fazer algo daquela forma e normalizar tanto quanto possível a situação. Explica, à DN Life, que a linguagem aplicada a estes doentes é muito importante.

«Pode fazer toda a diferença. Não falo só a nível verbal. Os gestos são essenciais. O gesto de beber água, de questionar se tem fome, se quer dormir ou ir tomar banho são facilmente perceptíveis pelos doentes e tornam a comunicação mais fácil para os cuidadores».

A especialista, que disponibiliza também apoio aos cuidadores na associação, não tem dúvidas de que «ninguém está preparado para a demência» e salienta as dificuldades – muitas vezes esquecidas entre os diagnósticos e tratamentos dos doentes – que passam os cuidadores.

Quando foi operado à bexiga, depois de lhe ter sido diagnosticado cancro, Odete já não se apercebeu do que José estava a viver. «Felizmente correu tudo bem», diz o cuidador.

«É difícil ver a pessoa que sempre conhecemos a fazer disparates, a comportar-se de forma diferente e a esquecer-se de quase tudo. Custa muito», diz Ana Margarida Cavaleiro, lembrando da importância que é «os cuidadores não se sentirem sozinhos».

Foi em busca deste suporte que José Monteiro se juntou ao grupo de apoio na Casa do Alecrim, que decidiu procurar ajuda psicológica e que se tornou activista pelo estatuto de cuidadores informais.

Os amigos, conta, deixaram de o escutar. «Eu preciso de falar e muito amigos acabaram por se fartar de me ouvir. Quando dava por mim já estava a falar da doença do Alzheimer. Não me sai da cabeça».

O que não sai da cabeça de José, vive na cabeça de Odete. O desgaste mental que aponta na entrevista é típico, segundo a psicóloga Ana Margarida Cavaleiro, de quem cuida. «É importante que os cuidadores mantenham algumas das suas actividades e rotinas. Por vezes, ir beber um café durante cinco minutos pode fazer toda a diferença para o resto do dia».

Para José, essa diferença está na hora de jantar. Espera, todos os dias, que a sua mulher lhe volte a sorrir ou a falar. Fá-lo uma ou duas vezes por semana. O sorriso é mais raro, mas, garante José, não desiste de o provocar.

Esta quinta-feira, o dia foi positivo. «Hoje, falou-me. Disse-lhe que ia buscar o jantar para nós (que é só para ela, na verdade, mas digo como se jantássemos os dois) e ela respondeu: «Pois, vai lá».

Life
21/09/2018

… “«Vou visitá-la todos os dias [ao lar Casa do Alecrim, em Cascais, onde Odete passa os seus dias desde 2013]. Faz-me uma impressão tremenda a solidão em que ela vive.»”…

Não é uma crítica, mas este senhor José Monteiro não sabe o que é realmente cuidar de um doente com Alzheimer, VINTE E QUATRO HORAS por dia, perder noites seguidas, sem qualquer tipo de ajuda porque as que existiam quando minha esposa era ainda viva, eram todas à força de dinheiro e o orçamento não dava para isso, por isso ele é. no meio da tristeza dessa doença, um homem com sorte por ter capacidade financeira para colocar a esposa num Lar. Se lhe faz uma tremenda impressão a solidão onde ela vive, talvez seja por não ter familiares por perto que falem com ela, que a acariciem, que a ajudam na hora da refeição, na hora da higiene – que são várias vezes ao dia, tal qual como um bebé a quem se tem de mudar a fralda -, na hora do banho… São VINTE E QUATRO HORAS POR DIA, senhor José Monteiro! Não é apenas na hora do jantar! A única ajuda que tinha foi a de minha filha, quando vinha do trabalho,  e que vive connosco desde que nasceu (há 52 anos), diabética, insulina-dependente há 19 anos e cheguei a noites em que às 04 horas da madrugada, tinha a minha esposa na sala a gritar ó da guarda está aqui um homem que me quer matar e a minha filha no quarto dela em coma hipoglicémico e à espera do 112 para lhe ministrarem injecção intra-venosa de glucose! Nos seis anos em que cuidei de minha esposa, as minhas saídas à rua nunca foram superiores a 4 vezes por ano e nessas vezes era para levá-la ao hospital ou ao Centro de Saúde. Cada caso é um caso, há pessoas quem têm capacidades financeiras para superar certo tipo de situações, outras que têm familiares que ajudam no que podem, eu não tive NINGUÉM a não ser esta filha! Foram CINQUENTA E DOIS ANOS de casamento que deu duas filhas e duas netas. E eu também tinha – e continuo a ter -, problemas de saúde. Sou um ex-combatente da guerra do Ultramar, com stress pós-traumático de guerra, que me trouxe alguns desequilíbrios psicológicos, ganhei uma úlcera gastro-duodenal, hipertensão e cheguei a pensar que não aguentaria muito mais tempo. Graças ao treino militar que tive, aos cenários de guerra que vivi, a alguns anos de artes marciais, Meditação Zen e exercícios de Yoga, consegui ultrapassar as fases mais negras e ainda mexo para continuar a cuidar de minha filha.

Sozinho…

SOZINHO

APRENDA A FICAR SOZINHO

Publicado por Rosa Xoki em Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018

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278: Cientistas descobrem o “Big Bang” do Alzheimer

Um grupo de cientistas da Universidade do Texas descobriu o “Big Bang” da doença de Alzheimer – o ponto exacto em que uma proteína saudável se torna tóxica, mas ainda não formou emaranhados mortais no cérebro. Podendo assim evitar o processo neuro degenerativo que leva à demência.

De acordo com os investigadores, esta descoberta é como encontrar o “Big Bang” da doença de Alzheimer e esperam que a pesquisa possa encontrar novos tratamentos e formas de diagnosticar a doença mais cedo, antes que apareçam os primeiros sintomas.

“Esta é, talvez, a maior descoberta que fizemos até agora”, disse Marc Diamond, um dos autores principais deste novo estudo em declarações ao New Atlas, “embora vá demorar provavelmente algum tempo até que qualquer benefício se materialize na medicina. Isso muda muito a forma como pensámos a doença.”

As mais recentes pesquisas sobre a doença de Alzheimer concentram-se numa proteína específica chamada de beta amilóide. A agregação desta proteína é apontada como a principal causa patológica dos sintomas desta doença neuro-degenerativa.

No entanto, e depois de várias falhas nos testes clínicos em medicamentos destinados a atacar esta proteína, os cientistas estão a direccionar a atenção para outras pesquisas.

Este novo estudo, publicado esta terça-feira na eLife, concentra-se numa proteína diferente, a proteína tau. A pesquisa descobriu que estas proteínas formam aglomerados anormais no cérebro – os emaranhados neurofibrilares – que pode acumular e até matar neurónios. Alguns investigadores acreditam mesmo que esta é a principal causa da doença de Alzheimer.

Até agora, não se sabia como ou quando é que estas proteínas tau se começavam a acumular em emaranhados no cérebro. Anteriormente acreditava-se que estas proteínas isoladas não tinham um papel prejudicial até que se começassem a juntar a outras proteínas tau.

No entanto, a nova pesquisa revelou que uma proteína tau tóxica apresenta-se, na verdade, de forma desdobrada, expondo partes que geralmente são dobradas no interior, antes de se começarem a agregar. São estas partes expostas da proteína que permitem a agregação, formando os maiores emaranhados tóxicos.

“Pensamos nesta descoberta como o “Big Bang” da patologia tau”, disse Diamond. “Esta é uma forma de olhar para o início do processo da doença. Isso leva-nos de volta a um ponto inicial, onde vemos o aparecimento da primeira mudança molecular que leva à neuro degeneração na doença de Alzheimer.”

Agora que esta alteração das moléculas tau foi identificada, os cientistas podem concentrar-se mais efectivamente em possíveis medicamentos que possam inibir estas agregações tóxicas ainda em fases iniciais.

“O desafio passa por pegar nesta descoberta e construir um tratamento que bloqueia o processo de neuro degeneração onde começa. Se funcionar, a incidência da doença de Alzheimer pode ser substancialmente reduzida. E isso seria incrível”, concluiu.

Por ZAP
12 Julho, 2018

Agora, resta saber se os grandes grupos farmacêuticos vão deixar ir para a frente essa descoberta, face à perda do negócio de venda de medicamentos utilizados na doença de Alzheimer…

15.Nov.2018

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267: Juramento de Hipócrates

 

Na passagem do 22º. mês do falecimento da Tina, na urgência do Hospital de São Francisco Xavier, por falência respiratória  devido a choque séptico que nada tem a ver com Alzheimer mas com negligência médica por invalidar todos os pedidos de internamento hospitalar efectuados por mim à médica de família do Centro de Saúde do Santo Condestável que nunca a quis internar num hospital, lugar que era o único a poder prestar-lhe assistência médica e de enfermagem a tempo inteiro.

Esta notícia sobre o Juramento de Hipócrates que todos os médicos fazem quando terminam o seu curso, do qual destaco a seguinte parte, fez-me recordar tempos que nunca esquecerei mil anos vivesse:

… … “Exercerei a minha arte com consciência e dignidade. A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.” … …

… … “Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente.

 

Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade.
Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra.” … …

 

Honra? Dignidade? Respeito pela Vida humana? Será que estas imagens abonam quem fez este juramento?

 

 

 

6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016
6 de Julho de 2016

 

Dói muito voltar a recordar estes cenários de dor e da total indiferença médica pelo paciente, demonstrada por esta “médica”, por isso penso que ela não deve ter feito o Juramento de Hipócrates mas o juramento de hipócritas.

 

Nem a participação/queixa à Ordem dos Médicos atenuou o que quer que fosse, dado que consideraram, passado mais de UM ANO, não ter existido negligência por parte da médica!

 

É por isso que fiquei a ODIAR médicos, embora também reconheça que entre a merda que existe, nascem flores que honram a sua profissão.

 

Descansa em Paz minha querida. Ela pagará o que te fez, ardendo no Inferno!

 

 

15.Nov.2018

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216: Processo na Ordem dos Médicos

Transcrevo – porque penso que já nem vale a pena escrever mais sobre o assunto -, os e-mails enviados e recebidos entre mim e a Ordem dos Médicos, sobre a queixa apresentada que envolveu o falecimento de minha esposa e a forma como a médica de família tratou do processo:

Fwd: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394
Enviado: seg 21/08/2017 09:59
Para: disciplinar OMSUL <disciplinar@omsul.pt>
CC: franciscogomes

Exmo. Senhor
Prof. Doutor Carlos Fernando Pereira Alves
Digmo. Presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos

Encarrega-me o Senhor Bastonário de lhe reencaminhar o pedido de informação do Sr. Francisco Gomes sobre reclamação em análise nesse conselho, para emissão de resposta ao requerente, seguindo este e-mail com conhecimento do mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

=====================================

———- Mensagem encaminhada ———-
De: F Gomes
Data: 21 de agosto de 2017 às 01:00
Assunto: RE: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394
Para: Lídia Martins <lidia.martins@omcne.pt> Cc: omcne@omcne.pt, disciplinar@omsul.pt

Boa noite

Em ordem ao e-mail infra de V. Exas. e passados mais de dois meses deste v/ e-mail e mais de um ano sobre a queixa apresentada, não tenho qualquer informação sobre este processo.

Apenas pretendo saber se o processo ainda se encontra para apreciação, se foi arquivado ou o que vos aprouver sobre o mesmo. Penso que é tempo demais para apreciar uma queixa fundamentada.

Obrigado,

Francisco Gomes

=================================

De: Lídia Martins [mailto:lidia.martins@omcne.pt]
Enviada: 8 de junho de 2017 14:17 p
Para: disciplinar@omsul.pt
Cc: franciscogomes
Assunto: Queixa de Francisco Gomes sobre a assistência médica prestada à sua esposa – lm / 2017 / 6596 / N27394

Exmo. Senhor
Prof. Doutor Carlos Fernando Pereira Alves
Digmo. Presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos

Encarrega-me o Senhor Bastonário de lhe reencaminhar o pedido de informação do Sr. Francisco Gomes sobre reclamação em análise nesse conselho, para emissão de resposta ao requerente, seguindo este e-mail com conhecimento do mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Lídia Chaves Martins
Técnica Administrativa

Conselho Nacional/Conselho Superior
Ordem dos Médicos
Av. Alm. Gago Coutinho, 151
1749-084 LISBOA
Telef.: 21 842 71 00
Fax: 21 842 71 01/99

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199: 17.Jun.2017

Dia de visita à campa da nossa querida Tina. As flores da semana passada estavam boas (são mais resistentes ao calor e à falta de água), apenas retirando umas mais antigas e que estavam secas. Um calor abrasador, mas a campa ficou novamente bem florida como a Tina gostava de tratar, em vida, as suas flores. Ficaram os nossos beijinhos de Saudade na tua imagem querida.

A caminho da campa da Tina, deparei-me, por acaso, com uma homenagem a antigos jogadores do Clube de Futebol os Belenenses (Pepe, Matateu e José Pereira). Pena que esse clube não se tivesse lembrado, aquando da morte de meu Pai, Francisco Gomes, uma das 3 Torres de Belém como chamavam aos defesas dessa época, pela sua altura e porte físico, galardoado com a Cruz de Cristo (símbolo do clube) de Mérito e Valor Desportivo do Clube de Futebol Os Belenenses, campeão nacional (pela última vez) em 1945/46, época em que meu Pai arrumou as chuteiras depois de uma brilhante passagem por aquele clube e nem um contínuo enviaram com a bandeira do clube para colocá-la sob a sua urna, quando faleceu em 1962.

Este “esquecimento”, nunca lhes vou perdoar, mil anos que vivesse!

 

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