279: Cientistas descobrem o “Big Bang” do Alzheimer

Um grupo de cientistas da Universidade do Texas descobriu o “Big Bang” da doença de Alzheimer – o ponto exacto em que uma proteína saudável se torna tóxica, mas ainda não formou emaranhados mortais no cérebro. Podendo assim evitar o processo neuro degenerativo que leva à demência.

De acordo com os investigadores, esta descoberta é como encontrar o “Big Bang” da doença de Alzheimer e esperam que a pesquisa possa encontrar novos tratamentos e formas de diagnosticar a doença mais cedo, antes que apareçam os primeiros sintomas.

“Esta é, talvez, a maior descoberta que fizemos até agora”, disse Marc Diamond, um dos autores principais deste novo estudo em declarações ao New Atlas, “embora vá demorar provavelmente algum tempo até que qualquer benefício se materialize na medicina. Isso muda muito a forma como pensámos a doença.”

As mais recentes pesquisas sobre a doença de Alzheimer concentram-se numa proteína específica chamada de beta amilóide. A agregação desta proteína é apontada como a principal causa patológica dos sintomas desta doença neuro-degenerativa.

No entanto, e depois de várias falhas nos testes clínicos em medicamentos destinados a atacar esta proteína, os cientistas estão a direccionar a atenção para outras pesquisas.

Este novo estudo, publicado esta terça-feira na eLife, concentra-se numa proteína diferente, a proteína tau. A pesquisa descobriu que estas proteínas formam aglomerados anormais no cérebro – os emaranhados neurofibrilares – que pode acumular e até matar neurónios. Alguns investigadores acreditam mesmo que esta é a principal causa da doença de Alzheimer.

Até agora, não se sabia como ou quando é que estas proteínas tau se começavam a acumular em emaranhados no cérebro. Anteriormente acreditava-se que estas proteínas isoladas não tinham um papel prejudicial até que se começassem a juntar a outras proteínas tau.

No entanto, a nova pesquisa revelou que uma proteína tau tóxica apresenta-se, na verdade, de forma desdobrada, expondo partes que geralmente são dobradas no interior, antes de se começarem a agregar. São estas partes expostas da proteína que permitem a agregação, formando os maiores emaranhados tóxicos.

“Pensamos nesta descoberta como o “Big Bang” da patologia tau”, disse Diamond. “Esta é uma forma de olhar para o início do processo da doença. Isso leva-nos de volta a um ponto inicial, onde vemos o aparecimento da primeira mudança molecular que leva à neuro degeneração na doença de Alzheimer.”

Agora que esta alteração das moléculas tau foi identificada, os cientistas podem concentrar-se mais efectivamente em possíveis medicamentos que possam inibir estas agregações tóxicas ainda em fases iniciais.

“O desafio passa por pegar nesta descoberta e construir um tratamento que bloqueia o processo de neuro degeneração onde começa. Se funcionar, a incidência da doença de Alzheimer pode ser substancialmente reduzida. E isso seria incrível”, concluiu.

Por ZAP
12 Julho, 2018

Agora, resta saber se os grandes grupos farmacêuticos vão deixar ir para a frente essa descoberta, face à perda do negócio de venda de medicamentos utilizados na doença de Alzheimer…

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257: É barato, vende-se sem receita e pode evitar o Alzheimer

Auntie P / Flickr

Uma equipa de pesquisa liderada pelo neuro-cientista Patrick McGeer sugere que um regime diário de anti-inflamatórios não-esteróides, como o ibuprofeno, pode prevenir o início do Alzheimer.

Isso significa que, ao tomar um remédio que é vendido sem receita médica diariamente, as pessoas podem evitar uma doença que é a quinta principal causa de morte em pessoas com 65 anos ou mais.

De acordo com o Alzheimer’s Disease International, a condição afecta cerca de 47 milhões de pessoas em todo o mundo, custando aos sistemas de saúde globais mais de 818 mil milhões de reais – perto de 200 mil milhões de euros.

McGeer é presidente e director executivo da Aurin Biotech, empresa com sede em Vancouver. Ele e a esposa, Edith McGeer, estão entre os neuro-cientistas mais citados no mundo. O seu laboratório é reconhecido mundialmente por 30 anos de trabalho em neuro-inflamação e doenças neuro-degenerativas, particularmente Alzheimer.

Um artigo que detalha as suas descobertas mais recentes foi publicado na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease.

Em 2016, o médico e a sua equipa anunciaram ter desenvolvido um teste simples de saliva que pode diagnosticar a doença de Alzheimer, bem como prever o seu início. O teste baseia-se na medição da concentração da proteína beta amilóide peptídica 42 (Abeta42), secretada na saliva.

Todas as pessoas, independentemente do sexo ou da idade, produzem mais ou menos a mesma taxa de Abeta42. Se essa taxa de produção for duas a três vezes maior do que a média, esses indivíduos estão destinados a desenvolver Alzheimer.

Isso acontece porque o Abeta42 é um material relativamente insolúvel e, embora seja produzido em todo o corpo, os depósitos acumulam-se apenas no cérebro, causando neuro-inflamação e destruindo neurónios.

Ao contrário da crença generalizada de que o Abeta42 era produzido apenas no cérebro, a equipa de McGeer demonstrou que o peptídeo é produzido em todos os órgãos do corpo e é secretado na saliva pela glândula sub-mandibular.

Como resultado, com apenas uma colher de chá de saliva, é possível prever se um indivíduo terá Alzheimer, mesmo antes os sintomas aparecerem.

Isso, por sua vez, dá-lhes a oportunidade de tomar medidas preventivas precoces, como o consumo de medicamentos como o ibuprofeno.

“O que aprendemos com a nossa pesquisa é que as pessoas que estão em risco de desenvolver Alzheimer exibem os mesmos níveis elevados de Abeta42 que as pessoas que já têm a doença. Além disso, exibem esses níveis elevados durante toda a vida e, teoricamente, podem ser testados a qualquer momento. Sabendo que a prevalência de Alzheimer começa aos 65 anos, recomendamos que as pessoas sejam testadas dez anos antes, aos 55 anos. Se apresentam níveis elevados de Abeta42, então é a hora para começar a tomar o ibuprofeno diário”, explicou McGeer.

A maioria dos ensaios clínicos até hoje concentraram-se em pacientes que já possuíam défices cognitivos, de leves a graves. Como resultado, nenhum conseguiu evitar a progressão da doença.

De acordo com o médico, a sua descoberta vem mudar as regras do jogo.

“Temos agora um teste simples que pode indicar se uma pessoa está destinada a desenvolver a doença de Alzheimer muito antes de começar a desenvolver-se. Os indivíduos podem impedir que isso aconteça através de uma solução simples que não requer receita médica ou visita a um médico. Isso é um verdadeiro avanço, pois aponta numa direcção em que o Alzheimer pode eventualmente ser eliminado“, afirmou.

Os cientistas alertam, no entanto, que os resultados deste estudo não significam que deva começar a tomar um medicamento diariamente por conta própria. Se tem dúvidas quanto à sua saúde, consulte um especialista.

ZAP // HypeScience

Por HS
30 Março, 2018

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A propósito de “desonra”…

Um dia após a passagem de um ano do falecimento de minha esposa, li num diário online, o seguinte título: “Costa considera que manutenção de Ventura como candidato “desonra” Passos”, isto em ordem ao candidato autárquico André Ventura do PPD a Loures, por eventuais afirmações “racistas” contra a etnia cigana.

Mas quem se pode desonrar quem já não possui qualquer espécie de honra, de verticalidade, de honestidade, de dignidade, como é o caso do farsolas PaFioso que destruiu este país e o seu Povo, no governo anterior?

As imagens que se seguem, são extremamente chocantes para pessoas sensíveis, mas elas têm de ser mostradas para que provem o que o desgoverno do regime PaFioso proto-nazi do PPD/CDS e, concomitantemente, o seu executor principal, mais conhecido por Dr. Morte fez enquanto esteve no poder.

Minha esposa não morreu da doença (Alzheimer) mas da falta de assistência hospitalar – que vários médicos lhe negaram (médico de família, psiquiatria e neurologia) – e onde deveria estar para ser assistida, tratada, medicada e acompanhada, evitando o sofrimento atroz nos seus últimos dias de vida.

A resposta era sempre que não existiam meios, não existiam condições para o seu internamento e a solução passava, sempre, por um Lar de Idosos, como se estas instituições tivessem a capacidade técnica de uma unidade hospitalar ou, pelos cuidados paliativos e/ou continuados, todos eles de elevados custos para o nosso orçamento familiar.

Não satisfeitos com a situação em curso, ainda me acusaram de ter negado esses cuidados (paliativos e continuados) a minha esposa o que levou ao extremo da minha indignação informando-os que se pagasse aqueles “cuidados”, teria de ir viver para debaixo da ponte com a minha filha que também e infelizmente, possui uma doença crónica grave, com estados de coma frequentes.

Nas últimas semanas de vida de minha esposa, iam ao domicílio duas enfermeiras do Centro de Saúde fazerem-lhe a limpeza das feridas, renovarem pensos, duas vezes por semana, que passaram a três vezes dada a gravidade da situação. Mesmo com a presença da médica de família por duas vezes nas últimas semanas de vida e constatando in loco, ao vivo e a cores, a gravidade da situação, nunca lhe foi dada a mais pequena hipótese de internamento hospitalar.

Foi algaliada e colocaram-lhe uma sonda gástrica que já nada adiantava e que fez com que tivesse de chamar o INEM que a levou para a urgência do hospital de S. Francisco Xavier, onde viria a falecer horas depois, devido a insuficiência respiratória provocada por choque séptico. Quem pretender saber o que é choque séptico, vá ao Google e escreva essas palavras, mas resumidamente:

Choque séptico é uma complicação de uma infecção na qual as toxinas dão início a uma resposta inflamatória em todo o corpo. É frequente em idosos ou em pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Os médicos identificaram três estágios de sepse:

  • sepse, quando a infecção atinge a corrente sanguínea e causa inflamação em todo o corpo
  • sepse grave, que ocorre quando a infecção interrompe o fluxo de sangue para o cérebro ou para os rins, levando à falência órgãos. Os coágulos de sangue causam gangrena (morte do tecido) nos braços, pernas e dedos das mãos e dos pés.
  • choque séptico, quando a pressão sanguínea cai significativamente. Isso pode levar a falência respiratória, cardíaca ou de um órgão e à morte.

A queixa que ainda em vida de minha esposa apresentei contra a médica de família, logo, há mais de um ano, ainda encontra-se de pantanas de um lado para o outro na Ordem dos Médicos e, pelos vistos, vai morrer solteira. Meus amigos, quem neste País não tem uma forte componente financeira como suporte, está previamente condenado a este tipo de situações em toda e qualquer outra área social.

Atenção às imagens que podem chocar pessoas sensíveis:

Tratamento às úlceras

6 de Julho de 2016 – úlcera na anca com exposição óssea
Saco da algália com urina completamente castanha
Úlcera num dos braços
Úlcera na região sagrada, com exposição óssea
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.

Descansa em Paz, minha querida, que eu nunca perdoarei a quem tanto mal te fez em vida.

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143: Cidade japonesa cria adesivo com código QR para idosos com Alzheimer

Selo para colar na unha carrega identidade e informações para contacto

Adesivo é à prova d’água e se mantém colado por cerca de duas semanas – TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

RIO — Um dos maiores problemas enfrentados por idosos com demência é o risco de se perderem. Por causa dos distúrbios na memória, não são raros os casos de pessoas que saem de casa e não conseguem mais voltar. Para contornar essa questão, uma cidade japonesa, nos arredores de Tóquio, está distribuindo pequenos adesivos com um código QR, com informações sobre esses pacientes.

O serviço foi desenvolvido na cidade de Iruma e lançado este mês, de forma gratuita. As pessoas consideradas sob risco de se perderem recebem pequenos adesivos com um código QR para serem colados em uma das unhas dos dedos da mão. Medindo apenas 1 centímetro quadrado, os adesivos carregam o endereço, o número de telefone de algum parente e um número de identificação único.

De acordo com o escritório de bem-estar social de Iruma, a iniciativa foi lançada para facilitar o reencontro de idosos com a família, caso eles se percam. O adesivo é à prova de água e fica colado por cerca de duas semanas.

Informações para contacto com a família podem ser acedidas com um smartphone – TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

Com a tecnologia, policiais podem obter detalhes sobre a pessoas de forma simples, apenas escaneando o código QR com um smartphone. Por ficar colado em uma das unhas, o adesivo é discreto e está sempre com o idoso.

— Já existem identificadores para roupas e calçados, mas os pacientes com demência nem sempre estão vestindo esses itens — disse um oficial, à agência AFP.

O Globo
por O GLOBO
09/12/2016 9:56 / Actualizado 09/12/2016 11:47

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129: Número de novos casos de demência está a diminuir

Regularmente aos sábados Margarida Monteiro almoça com a mãe, Maria Monteiro, 85 anos, que tem Alzheimer há cinco. “Estava repetitiva e algumas histórias não batiam certo. Foi ao neurologista e iniciou o tratamento para a doença." Margarida acredita que a vida ativa da mãe contribuiu para que os sinais não fossem tão evidentes. “Tinha o vício das palavras cruzadas e lia muito. Era uma pessoa muito ativa socialmente. Tenho a certeza que teve influência”.
Regularmente aos sábados Margarida Monteiro almoça com a mãe, Maria Monteiro, 85 anos, que tem Alzheimer há cinco. “Estava repetitiva e algumas histórias não batiam certo. Foi ao neurologista e iniciou o tratamento para a doença.” Margarida acredita que a vida ativa da mãe contribuiu para que os sinais não fossem tão evidentes. “Tinha o vício das palavras cruzadas e lia muito. Era uma pessoa muito ativa socialmente. Tenho a certeza que teve influência”.

Mais escolaridade e maior controlo dos riscos cardiovasculares ajudam a evitar doença. Portugal pode acompanhar tendência

Os novos casos de demência estão a diminuir. É esta a conclusão de um estudo realizado nos Estados Unidos que analisou mais de 21 mil pessoas em dois momentos: 2000 e 2012 e que revelaram que a taxa de incidência passou de 11,6% para 8,8%.Os dados vão ao encontro de outros estudos feitos na Europa, nomeadamente Reino Unido, que mostraram a mesma tendência.

Um sinal positivo que contraria as estimativas há muito traçadas: que as demências iriam aumentar muito com o envelhecimento da população. Mais educação e menos riscos cardiovasculares são fatores apontados como fundamentais na mudança desta equação. Portugal também pode acompanhar a tendência se continuar a apostar em políticas de saúde pública e com o aumento da escolaridade, dizem os especialistas contactos pelo DN.

O estudo norte-americano, publicado no jornal JAMA Internal Medicine, avaliou pessoas a partir dos 65 anos. A maior percentagem de casos de demência – onde a idade é um dos principais fatores de risco – foram detetados em pessoas acima dos 85 anos. Ao mesmo tempo o trabalho mostrou que o nível de escolaridade aumentou no mesmo período (cerca de um ano), sugerindo que os níveis de educação e culturais podem ser protetores e retardar o surgimento e evolução da doença. Mas este pode não ser o único fator importante, ainda que não tenha sido possível estabelecer uma relação direta: a diminuição dos riscos cardiovasculares também podem ter um peso importante. Embora o estudo revele que existem mais pessoas com diabetes e hipertensão, o diagnóstico precoce e o acesso a medicação correta estar a atenuar esse efeito.

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“Existem seis estudos que apontam para a redução da incidência. Pensa-se que na causa destes resultados podem estar o maior controlo do risco cardiovascular e a chamada reserva cognitiva. A escolaridade é um indicador importante. Mas é importante perceber que estes resultados não são consensuais e dizer que há uma redução da taxa de incidência (novos casos) não é o mesmo que dizer que haja uma redução da prevalência (casos totais)” afirma ao DN Isabel Santana, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade de de Coimbra.

A neurologista explica que há uma relação entre a doença e a idade. Com a redução dos riscos cardiovasculares, as pessoas vão viver mais anos e dessa forma aumenta o número de pessoas que poderão desenvolver a doença. “Mas os resultados do estudo são uma boa novidade. É sinal que estas doenças são preveníveis. Até hoje não tinha havido uma medida de prevenção eficaz”, diz Isabel Santana.

Poderemos esperar o mesmo em Portugal? “Não existem estudos nacionais, mas podemos dizer que as taxas de prevalência dos vários países são sobreponíveis. Em principio seguiremos o mesmo padrão. Existem vários planos estratégicos para controlo de fatores de risco e houve uma revolução cultural enorme nos últimos anos com o aumento dos anos de escolaridade”, aponta.

António Leuschner, presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, reforça a ideia: “Esta é uma tendência que se apurou nos últimos três a cinco anos, contrariando as muitas previsões que com o envelhecimento populacional muito acentuado haveria um aumento da incidência. Isto quererá dizer que haverá menos novos casos”, refere o psiquiatra, salientando que “o risco de demência é menor quanto maior é o nível de literacia e o nível de escolaridade atingido”. Quanto a Portugal, “se o nível de acesso aos cuidados for bom, se comermos melhor, se reduzirmos o consumo de álcool e tabaco, com o nível de escolaridade é razoável esperar que a população que terá 65 anos daqui a 15 anos tenha níveis de literacia superiores e condições melhores. Mas se essas condições não existirem, não podemos esperar milagres. É fundamental que não se pare o processo para não se andar para trás”, alerta.

Vítor Oliveira, presidente do Congresso de Neurologia, que decorre entre hoje e sábado em Lisboa, lembra que “quanto mais próximos estivermos dos países desenvolvidos, maior semelhança teremos com eles”. Mas há um grande desafio que Portugal tem de ultrapassar e pode ter peso nos resultados: “O grande drama é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que ainda é a primeira causa de morte em Portugal enquanto que na média europeia e nos EUA está em terceiro lugar. Um quarto das demências são vasculares e o AVC é uma das causas. Há margem para tratar melhor e a prevenção é importante: mais exercício, redução do consumo de sal, da diabetes, menos sedentarismo e apostar num envelhecimento activo”.

Jornal Diário de Notícias
23 DE NOVEMBRO DE 2016
00:30
Ana Maia

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109: 18.Out.2016

tresmeses_eternasaudade

Nunca te esqueceremos minha querida. Descansa em Paz!

0-lutotransp200Faz hoje TRÊS MESES que passaram desde que nos deixaste, cheios de dor e sofrimento pela tua perda. Porque tu, minha querida, NÃO MORRESTE da terrível doença incurável que tinhas – Alzheimer -, mas da completa falta de cuidados hospitalares, incompetência, incúria e desleixo da médica de família que te acompanhava e que VIU, por DUAS VEZES, na companhia das enfermeiras que vinham cá a casa 3 VEZES POR SEMANA, limpar e tratar das tuas úlceras que terminaram, por desleixo, em CHOQUE SÉPTICO e MORTE.

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105: Descoberto um novo método promissor para prevenir Alzheimer

Rebecca-Lee (Flickr)
Rebecca-Lee (Flickr)
Investigação do Imperial College de Londres encontra-se nas primeiras etapas de investigação

Uma equipa de investigadores desenvolveu um método para prevenir o Alzheimer, mediante a injecção de um vírus que transmite um gene específico ao cérebro, segundo uma investigação realizada em ratos e cujos resultados foram hoje publicados.

A descoberta realizada por cientistas do Imperial College de Londres, liderados pela espanhola Madgalena Sastre, poderá abrir a porta para possíveis novos tratamentos da doença, apesar de ainda se encontrar nas suas primeiras etapas de investigação.

No estudo, os investigadores consideram que este gene, denominado PGC1-alpha, pode prevenir a formação da proteína amiloide-beta péptida em células no laboratório.

Esta proteína é a principal componente das placas amiloides, uma massa viscosa de proteínas que se encontra no cérebro das pessoas com Alzheimer e que se pensa que causa a morte de células cerebrais.

Esta descoberta pode favorecer novos olhares sobre como prevenir ou travar a doença nas suas primeiras etapas.

“Apesar de estas descobertas serem muito iniciais, sugerem que esta terapia de genes pode ter um potencial uso terapêutico para os pacientes. No entanto, há muitos obstáculos a superar, e actualmente a única forma de transmitir este gene é através da injecção directa no cérebro”, explicou Magdalena Sastre, autora principal do estudo, do Departamento de Medicina do Imperial College.

Os cientistas injectaram as cobaias com o vírus com o gene em duas áreas do cérebro onde pode desenvolver-se Alzheimer – o hipocampo, que controla a memória a curto prazo, e o córtex, que controla a memória a longo prazo, e que são as primeiras onde começam as placas amiloides.

Os animais foram tratados nos primeiros episódios de doença, quando ainda não têm estas placas, e quatro meses depois, constatou-se que os ratos que tinham recebido o gene tinham muito poucas destas placas, comparadas com o grupo de cobaias que não tinham recebido tratamento.

Além disso, não se registou perda de células cerebrais no hipocampo.

A investigadora acrescentou que outros estudos apontam que o exercício e o componente resveratrol, que se encontra no vinho tinto, pode aumentar os níveis do gene PGC-1, apesar de apenas ter benefícios em comprimidos, já que é desactivado no vinho devido à presença do álcool.

“No entanto estamos a anos de utilizar esta solução como tratamento clínico. Mas, numa doença urgente que exige novas opções para os pacientes, este trabalho oferece esperança para futuras terapias”, afirmou Sastre.

A investigação foi financiada pela Agência de Investigação de Alzheimer do Reino Unido e o Conselho de Investigação Europeu.

Apesar de existir tratamento para minorar alguns sintomas, o Alzheimer não tem cura e implica perda de memória, confusão e mudanças de personalidade.

Em todo o mundo mais de 47 milhões de pessoas sofrem de demência, da qual o Alzheimer é a forma mais comum.

Diário de Notícias
10 DE OUTUBRO DE 2016 | 22:57

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18.Jul.2016 - 18.Jul.2018

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Cientistas descobrem o “Big Bang” do Alzheimer

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09.Jul.2018

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103: Petição em defesa do estatuto de cuidador entregue quarta-feira no Parlamento

No mesmo dia vai ser realizado um cordão humano de homenagem, às 13 horas, em Lisboa.

rr09102016

Um grupo de cuidadores vai ao Parlamento na quarta-feira à tarde entregar a petição que defende a criação do Estatuto do Cuidador informal de Doentes de Alzheimer e outras demências.

Mas antes, às 13 horas, vai ser organizado um cordão humano de homenagem aos doentes, cuidadores e ex-cuidadores, revelou à Renascença Sofia Figueiredo, uma das promotoras da petição.

Até agora já foram recolhidas quase 9400 assinaturas online mas também há que contar com as assinaturas tradicionais, em papel.

O objectivo da criação do Estatuto é o reconhecimento social e jurídico dos cuidadores informais, normalmente familiares. Pede também que essas pessoas tenham direito a redução do horário de trabalho em 50%, sem perda de vencimento, e benefícios fiscais, à semelhança do que já existe para as famílias que têm os seus doentes em lares.

Reforço do apoio a instituições para formação e aconselhamento de pessoas com demência ou cuidadores, direito a uma pensão de sobrevivência após a morte do doente e que o tempo enquanto cuidador conte para a reforma são algumas das medidas reivindicadas na petição.

Rádio Renascença
09 Out, 2016 – 19:05

Boa sorte para os que obtiverem frutos desta petição!

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100: 07.Out.2016

Cuidadores informais de doentes vão ser compensados a partir de 2018

Os cuidadores informais de doentes vão ser, a partir de 2018, compensados com apoios que ainda não estão definidos, mas que poderão passar por regalias sociais, fiscais ou mesmo financeiras, anunciou o secretário de Estado de Saúde.

nm07102016

Manuel Delgado falava à agência Lusa no final da sessão de abertura da conferência que assinala o 60º aniversário da Unidade de Cuidados Domiciliários (UCD) do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Segundo Manuel Delgado, este governo está a trabalhar para criar “condições de apoio extraordinário” a estes cuidadores informais que recompense a opção que tomaram de abdicar da sua vida profissional pela compaixão pelos seus.

“Numa sociedade em que a maior parte das pessoas trabalha, como podemos resolver o problema dos que querem acompanhar os seus, mas não o conseguem fazer sem prejudicar a sua vida profissional e até económica?”, questionou.

O secretário de Estado da Saúde adiantou que no Orçamento do Estado para 2018 já deverá estar contemplado esse apoio aos cuidadores informais, o qual está ainda a ser desenhado.

“A compensação ainda não está definida. Pode ser remuneratória ou na forma de regalias sociais e fiscais ou no emprego”, adiantou.

Manuel Delgado sublinhou que este tipo de cuidados, além de permitir a continuidade do apoio destes doentes por quem está mais próximo, alivia as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O governante defendeu ainda que as mudanças na sociedade portuguesa obrigam a uma reelaboração do sistema de saúde, no qual os cuidados domiciliários deverão ter um papel cada vez maior e em áreas como situações agudas, que assim são tratadas sem internamento.

“Temos de ter os doentes sinalizados nos seus domicílios e estes serem o local de trabalho das equipas”, adiantou.

Notícias ao Minuto
07/10/2016
POR Lusa

0-lutotransp200Quando necessitei de ajuda, de apoio, fosse ele qual fosse, a resposta foi sempre: PAGA SE QUERES! Minha esposa faleceu não da doença de Alzheimer mas da incúria, incompetência, desleixo, desumanidade de quem a seguia medicamente e da COMPLETA FALTA DE APOIO das instituições agregadas ou não ao Serviço Nacional de “Saúde”. Morreu com FALÊNCIA RESPIRATÓRIA devido a CHOQUE SÉPTICO por falta dessa mesma assistência e por teimarem em não a quererem internar (médico de família e psiquiatra) mas quererem enviá-la para um Lar de Idosos a que eu sempre chamei de Depósito de Velhos. Os que beneficiarem, no futuro, deste apoio, não sabem por que passaram os que NUNCA tiveram qualquer apoio. Fotografias chocantes do estado a que minha esposa chegou já no final da sua existência:

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Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas.
Não é uma cama de hospital mas sim no domicílio já com sonda gástrica e algália instaladas. 3 dias depois falecia…

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93: O Gabinete de Apoio ao Cuidador já abriu!

Para os cuidadores activos, uma notícia positiva embora com data de 27 de Maio e parece que ainda e apenas na zona norte.

O Gabinete de Apoio ao Cuidador (GAC) pretende apoiar o cuidador informal de pessoas com demência (ex. doença de Alzheimer) na prevenção de situações de conflito e sobrecarga e promover a qualidade de vida e saúde do cuidador e do receptor de cuidados.

Neste momento já se encontram em funcionamento os GAC no Castiis e em São João da Madeira. Brevemente entrarão em funcionamento novos GAC. O cuidador informal terá ao seu dispor, e de forma gratuita, profissionais de várias áreas como sejam a Psicologia, Gerontologia, Serviço Social, Jurídica entre outros, que darão resposta às suas necessidades.

Para ser atendido no GAC basta entrar em contacto com a equipa do projecto através de e-mail (cuidardequemcuida@castiis.pt) ou telemóvel (938343804).

Cuidar de quem Cuida

E para quando o estender deste tipo de gabinetes a todo o País? Só existe dinheiro para safar os banqueiros e a banca?

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