309: 31.Dez.2018

Última visita deste ano, minha querida, calhou mesmo em dia de visita semanal. Comprámos um raminho muito bonito para juntar ao que lá se encontrava da semana passada e apenas foram tiradas algumas flores que estavam murchas.

Passámos juntos muitos Réveillons, sempre que podia levar-vos onde estava a trabalhar, este é o terceiro ano que não passamos juntos, assim como o natal, apesar de não ligar nenhuma importância a esta quadra festiva, faz-me falta a tua presença. Foram 52 anos de alegrias, tristezas, mas superámos sempre juntos todas essas ondas negativas.

O nosso Réveillon, meu e da Vera, vai ser: de tarde fazer umas rabanadas, aletria doce, já comprámos um Bolo-Rei pequenino e à meia-noite vamos para a janela ver o fogo de artifício no Tejo, vou tentar fazer um vídeo disso e depois vamos lamber os doces e beber um Porto. Já não te posso desejar um Bom Ano Novo e dar-te um beijo mas espero que onde quer que estejas, tenhas toda a Paz do Universo. Até um dia, querida.

 

308: 24.Dez.2018

Véspera de Natal. Já lá vão os anos em que passávamos em Família, com alegria. As filhas, as netas, a entrega dos brinquedos à meia-noite, depois da vinda do Pai Natal…

Natal de 2012

Hoje, tudo isso não passa de uma Saudade imensa, uma dor muito profunda, uma recordação que nunca se apagará. Com algumas dificuldades mas éramos felizes porque estávamos juntos.

Hoje, não por ser véspera de Natal, mas porque é às segundas-feiras que fazemos a nossa visita à tua campa, comprámos-te um lindo raminho de flores. As da semana passada estavam quase todas boas, apenas se tiraram uns ramos mais secos. E fiz-te um slideshow para ficar mais bonito.

Ah! E a campa, finalmente, foi arranjada com a adição de novo cascalho ou lá como chamam à cobertura por cima da terra. Mas mesmo assim, a Vera ainda teve de arrastar o cascalho para o fim da campa porque apenas estava coberta dois terços… O restante terço ou o cascalho não chegou ou nem se dignaram acabar o trabalho.

Logo à noite, enquanto uns confraternizam com a família e os amigos deles, eu e a Vera vamos comer uns lombos de bacalhau com grão (rão, como tu dizias em pequena), batatas e legumes. Vou fazer umas rabanadas e não apanho um pifo porque tenho de vigiar os níveis de glicémia da Vera.

Amanhã, será outro dia, igual aos 365/366 dias do ano e a vida continuará até que se apague a chama.

 

18.Dez.2018 – 29 meses

Faz hoje vinte e nove meses que nos deixaste para sempre e a Saudade não sai dos nossos corações. Lembrar-te-emos sempre enquanto formos vivos. Descansa em Paz meu amor.

 

306: 17.Dez.2018

Hoje, vou começar pela parte mais triste e negativa, ou seja, depois de ter sido confirmado pelo responsável que arranjou a campa da Tina, que a gravilha já estava instalada sobre a terra, dado que esta abateu e tiveram de colocar terra nova para nivelar a parte de cima da campa, na visita semanal que hoje fizemos, reparámos que estava tudo na mesma como desde há 3 ou 4 semanas semanas atrás. A imagem dá para ver o estado lastimável da campa, parecendo mais que abandonada se não fossem as flores que colocamos na jarra…

Depois, vem a parte menos triste que foi a Vera arranjar as flores, colocando água na jarra, tirando as que já estavam murchas, da semana passada e pondo o raminho que hoje comprámos na florista em frente ao cemitério. Pensamos na próxima segunda-feira, dia 24, irmos à visita semanal, se o tempo o permitir, não pela data que é, mas pelo amor que temos por ti e pelas enorme saudades que deixaste nos nossos corações.

 

305: 10.Dez.2018

Visita de hoje à campa da nossa querida Tina, com a superfície da mesma numa autêntica lástima por desleixo de quem ficou de tratar da sua manutenção. Feito o contacto, foi garantido que entretanto, depois da nossa saída do cemitério, a campa já tinha sido arranjada. Segundo informação de um funcionário camarário, a terra abateu com as chuvas e tiveram de repor terra, ficando sem cascalho. Espero que na próxima visita, já me sinta mais animado.

Memorial de Saudade