18.Nov.2018 – 28 meses

Esta semana ainda não conseguimos visitar-te mas não te esquecemos, querida. O tempo tem estado de chuva e dada a minha mobilidade reduzida e transportes públicos (Carris) miseráveis,

Esperamos que na próxima segunda-feira, o tempo melhore para irmos fazer-te a visita semanal.

 

301: 15.Nov.2018

Na passada segunda-feira. não fomos fazer a visita semanal à nossa querida porque o tempo não estava em condições e a situação económica não permite despesas extras. Penso que com a chuva que tem caído, as flores estarão mais ou menos boas e na próxima segunda-feira, se o tempo ajudar, iremos fazer-te a visita.

Este ano, o actual governo da geringonça, roubou-me os subsídios de férias e de natal para pagar o IRS do ano passado, ano em que apenas tive a minha pensão de reforma e o teu subsídio de “sobrevivência”, ao contrário do ano em que ainda eras viva, tínhamos as nossas pensões de reforma, e pagámos apenas o equivalente a um subsídio. Isto não é roubar?

Hoje, falei com a funerária que fez os teus serviços fúnebres em Julho de 2016, sobre os custos aquando do levantamento das tuas ossadas, para cremação e trazermos as cinzas para junto de nós. Ao preço de hoje, tudo incluído com o pote, são € 350,00, fora os cento e tal euros que teremos de pagar à Câmara Municipal de Lisboa pelo “registo” do levantamento das ossadas e o respectivo levantamento.

Até na morte se ganha dinheiro! Mas também gostava de trazer a lápide que tem a inscrição das datas, dos nomes e da tua fotografia, contudo, fui informado que tal não era possível porque a C.M.L. não autorizava!

Uma lápide – já nem queria as laterais – que foi comprada por nós e é a câmara que decide que é de sua pertença? Mas que merda de País é este em que o roubo é oficializado e institucional? Os € 500,00 que pagámos com bastante sacrifício, é pertença da Câmara? Para fazer o quê? Reduzir o mármore a pó e fazer novas pedras para negócio?

Já desabafei. Não fomos visitar-te mas nunca te esquecemos. Todos os dias, a todas as horas.

300: 11.Nov.2018

Pai, hoje é o Dia do teu Aniversário. Apesar de me teres deixado há 56 anos, ainda hoje sinto a tua falta como se tivesses partido ontem… Descansa em Paz, meu Querido, meu Velho, meu Amigo.

Esta canção do Roberto Carlos, sempre que a cantava nos Bailes onde actuava, era dedicada a ti. Foste a única pessoa a dar-me força para continuar o namoro com a Tina de quem tanto gostavas. Ela também já está a descansar em Paz e era tão bom que se encontrassem onde quer que estejam…

Um beijão e um abração do tamanho do Universo meu querido.

Francisco Gomes (filho)

 

299: 05.Nov.2018

Hoje, faltei à visita semanal. Não tenho andado muito bem e o tempo de chuva não permite deslocações. Foi a Vera pelos dois e deixou um raminho de flores brancas.

 

Dia do Cuidador – 05.Nov.2018

Marcelo renova apelo para criação do estatuto do cuidador informal

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou esta segunda-feira para que se vençam “preconceitos e obstáculos institucionais” à criação do Estatuto do Cuidador Informal, uma causa que “merece o esforço de todos”.

Numa mensagem publicada no site da Presidência da República a propósito do Dia do Cuidador, que se assinala hoje, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que a criação de um estatuto próprio “é uma causa que é nacional”, que “reúne o apoio de todos os partidos” e frisou que a continuará a defender “até que seja uma realidade”.

“Assinalo, pois, este dia, renovando o apoio a esta causa e o apelo para que se faça mais, vencendo preconceitos e obstáculos institucionais à criação do Estatuto do Cuidador Informal. É uma causa que sei ser de todos. É uma causa que merece o esforço de todos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe do Estado defendeu que o país “não pode continuar à espera, sob pena de estar a perpetuar um erro imperdoável, confundindo prioridades, atropelando a defesa da dignidade humana”.

Em Portugal, assinalou, a grande maioria dos cuidados prestados a pessoas dependentes, sejam idosos, pessoas com deficiência, demências ou doenças crónicas “é prestado por cuidadores informais e não através das redes formais”.

Não podemos continuar a fingir que não existem milhares de compatriotas que são pais, filhos, netos, sobrinhos, primos, vizinhos, amigos, cuidadores de tantos e tantos outros portugueses”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa observou que há “milhares de cuidadores informais e cada vez haverá mais”, defendendo que “não podem continuar invisíveis” ou ignorados, “sem vencimentos, folgas, férias, reformas e direitos sociais”.

No passado dia 9 de Setembro, no encerramento do I Encontro regional de cuidadores informais, em Vila Nova da Cerveira, o Presidente da República já tinha afirmado acreditar que até ao final da legislatura será votado no parlamento a criação do Estatuto do Cuidador Informal, considerando que se isso não se verificar será “um erro imperdoável”.

Em Março passado, diplomas do BE, PCP, CDS-PP e PAN para reforçar medidas de apoio ao cuidador informal e às pessoas em situação de dependência baixaram, sem votação, à comissão de Trabalho e Segurança Social.

A criação de um estatuto próprio tem sido reclamada por grupos de cidadãos que prestam aquele tipo de cuidados e, em Junho passado, foi criada a Associação Nacional de Cuidadores Informais.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Novembro, 2018

Nota: Os políticos querem lá saber do Cuidador Informal, dos seus problemas e de quem  têm de cuidar! O que lhes interessa são as suas mordomias e dar dinheiro aos Bancos falidos, aos compadres e amigalhaços.