169: 05.Mar.2017

Ontem e hoje não fomos visitar a Tina ao cemitério como fazemos habitualmente todos os Sábados.

Tenho andado psicologicamente muito em baixo, não só resultado do sentir a ausência da Tina, da saudade, da falta de companhia de 52 anos consecutivos de vivência, exceptuando os quase dois anos que estive na guerra colonial, como também da ausência dos pseudo-familiares e dos pseudo-amigos que nem uma palavra de conforto recebo.

Cada vez que vou ao cemitério, saio de lá de rastos e ir neste estado em que me encontro, não seria nada benéfico. Talvez para o meio da semana e se o tempo também ajudar, vou tentar visitar a Tina e ver como estão as flores e a campa dado que choveu bastante nos últimos dias desta semana.

Onde ela se encontra, sabe que esta ausência não significa esquecimento ou abandono, mas sim o retemperar de forças. Falo apenas por mim.

Também ontem enviei novo e-mail à Ordem dos Médicos a saber se a minha queixa tinha sido arquivada ou o estado em que se encontra, porque desde JUNHO do ano passado, não obtive qualquer resposta.

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