132: 28.Nov.2016

06:00 horas da madrugada. Na rotineira vigilância nocturna a minha filha, dei com ela, mais uma vez, em coma hipoglicémico (32). Utilizei uma ampola de glucose a 30% (Labesfal), ampola esta que me foi deixada pela última intervenção do INEM à Vera.

Resultou dado que minutos depois começou a recuperar e evitou mais uma chamada para o INEM. E vou ter mesmo de comprar uma caixa destas ampolas (100) na farmácia, dado que a empresa que as distribui não vende directamente ao público.

Hoje, se o dia estiver sem chuva forte, iremos ao cemitério para mais uma visita à nossa querida Tina.

16:20 horas: chegámos agora a casa vindos do cemitério e das compras. Tínhamos encomendado à florista uma coroa pequenina com um buraco no centro por onde entrasse o copo das flores. A imagem mostra o conjunto. Ficou lindo.

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2 comentários em “132: 28.Nov.2016”

  1. Caro Sr. Francisco Gomes,

    Nunca lhe disse… aQUI VAI:

    Eu sou uma leitora assídua do seu blog porque eu exerço funções de assistente social num país europeu. Trabalhei a recibos verdes muitos anos em Portugal, porque eu gosto da minha profissão e para continuar… tive de emigrar… Conheço a máquina do Estado muito bem… Trabalhei muito junto de famílias com doenças neurológicas (minha especialização) e com cancro. Actualmente, o país acolhedor, eu trabalho e ajudo as famílias e doentes com todas as patologias. Realidades completamente opostas. Aqui os doentes com Alzheimer são tratados em casa. Os lares são para os ricos e os medicamentos não são reembolsados pela SS, pois o estado acha que são pouco eficazes. As famílias optam por um seguro de saúde. Esse seguro paga um cuidador, os cuidados de enfermagem, etc… Funciona muito bem… E o apoio é muito fantástico… Visito e acompanho regularmente as famílias. Avalio os registos dos cuidados… é extraordinário… ver a vontade de vencer… O povo portugu~es tem capacidade de resilência e do desenrasca… Falta esta vontade somente de agir e de não se conformar… Foi a lição que aprendi com a emigração…

    Relativamente à hipoglicemia da sua filha, eu aconselho, como aqui fazem, a tomar um pequeno lanche antes de ir para a cama… Aqui come-se um bolo seco… Resulta… As ampolas de gulcose (glucagon) quase nem são utilizadas.

    Desejo-lhe boa sorte e sempre com positivismo…

    Maria Ribeiro

    1. D. Maria Ribeiro

      Agradeço a explanação da sua actividade profissional e congratulo-me não pelo facto de ter emigrado porque infelizmente até o anterior PM mandou os jovens emigrarem para procurarem a sua zona de “conforto”, mas por ter encontrado um lugar de acordo com a sua especialidade e que, pelo que relata, com satisfação. Pelas informações que me tem prestado, calculei que fosse alguém com conhecimento de causa, o que lhe agradeço e que evitou termos de andar à procura do que muitas vezes não encontramos por deficiência dos serviços ou de incompetência de quem lá trabalha porque telefonar para a SS para saber uma informação ou enviar um simples e-mail é tempo perdido o que é lamentável dado que a CGA é precisamente o oposto da SS/CNP.
      Quando informa que os doentes com Alzheimer nesse local onde se encontra, são tratados em casa, acho estranho, embora não conteste, dado que para tratar uma patologia desta natureza (Alzheimer),tem de possuir-se um mínimo de formação na área e uma bagagem psicológica muito grande, situação que não está ao alcance da maioria dos cuidadores portugueses pelo que tenho lido. E não fosse o meu treino em várias áreas, mais o “calo” de resistência físico/psíquica que ganhei (apenas isso) na guerra, talvez hoje já nem estivesse aqui a escrever estas linhas.
      Portugal, em comparação com outros países europeus, integrado no que denominam de “união” europeia, é um país terceiro-mundista em que os lucros estão acima dos cuidados a prestar a TODOS os cidadãos, independentemente da sua condição económica, raça, credo, origem, direitos esses consignados na Constituição da República Portuguesa – PARTE I – Direitos e deveres fundamentais – TÍTULO III – Direitos e deveres económicos, sociais e culturais – CAPÍTULO III – Direitos e deveres sociais – Artigo 64.º – (Saúde)

      1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
             2. O direito à protecção da saúde é realizado pela criação de um serviço nacional de saúde universal, geral e gratuito, pela criação de condições económicas, sociais e culturais que garantam a protecção da infância, da juventude e da velhice e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo.
             3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:

                           a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
                           b) Garantir uma racional e eficiente cobertura médica e hospitalar de todo o país;
                           c) Orientar a sua acção para a socialização da medicina e dos sectores médico-medicamentosos;
                           d) Disciplinar e controlar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde;
                           e) Disciplinar e controlar a produção, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico.
      Quanto ao problema dos frequentes estados comatosos de minha filha, o factor agravante dessa situação, encontram-se relacionados com a situação da morte da Mãe (sempre viveu connosco desde que nasceu) e da situação de desemprego. E sim, ela antes de se deitar, toma um pequeno lanche composto por uma torrada ou uma sandes de queijo, um bolo (geralmente pastel de nata) e um copo de leite.
      Finalizando, mais uma vez muito obrigado pela sua ajuda e os votos muito sinceros que continue a sua actividade com a força que demonstra ter. Um bem haja.

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