344: 15.Jul.2019

A pedra da campa continua por colar desde há 3 SEMANAS!!! Incrível como esta gente respeita a escolha que fizemos para tratar da última morada da Tina! E eram alguns…

Flores secas retiradas, a Vera colocou água no copo mais o novo raminho, ficou muito bonito.

Como dia 18 fazes 3 anos que nos deixaste, faremos uma visita especial nesse dia, isto se o tempo deixar… Hoje, ficam as imagens que representam a nossa eterna Saudade minha querida.

 

343: 08.Jul.2019

Dia de visita semanal à nossa querida Tina. Um pormenor: até no cemitério as carroças de 4 rodas ocupam o espaço da via pública, já que os passeios nesta zona estão esburacados e cheios de lombas, obrigando a quem tem mobilidade reduzida a encontrar um mamarracho destes pela frente e fazer exercícios de contorcionismo para poder passar? Não podiam encostar a carroça a um dos passeios? Ah! É hora de almoço, no problem… Porra, pá!!!

Quando não existem funerais, o que fazem os funcionários da câmara? As campas, pelo menos a da Tina, rara é a vez em que lá vamos em que o cascalho não se encontre esburacado pelos gatos que até se dão ao luxo de mijarem para cima… E para ajudar à imagem, pedra do fundo descolada. Fornecedor foi avisado já a semana passada mas “quando tiver tempo, passo por lá…”

Mas vamos à visita. Flores murchas para o lixo, água mudada pela Vera, novo arranjo de flores muito bonito. Não te esquecemos minha querida!

 

342: Partidos aprovam por unanimidade a criação do Estatuto do Cuidador Informal

(CC0/PD) StockSnap / pixabay

Os partidos, da esquerda à direita, congratularam-se hoje na Assembleia da República com o trabalho conjunto que levou à aprovação, por unanimidade, de uma lei que cria o Estatuto do Cuidador Informal, a partir de diferentes diplomas.

A nova legislação, que teve como base projectos de BE, PCP, CDS-PP, PSD e PAN e uma proposta de lei do Governo, conta com o apoio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que na quinta-feira saudou antecipadamente “a concretização desse primeiro passo” para apoiar aqueles que prestam informalmente cuidados a pessoas em situação de dependência.

No final das votações, Filipe Anacoreta Correia, do CDS-PP, afirmou que “esta é uma matéria prioritária” para o seu partido e que “hoje é seguramente um dia histórico”, congratulando-se com “os consensos possíveis” que permitiram a elaboração deste texto de substituição na Comissão de Trabalho e Segurança, embora ressalvando que não é a lei “desejável”.

“É naturalmente com expectativa que olhamos para uma mudança que possa ocorrer no Governo e que possa também trazer melhorias aos cuidadores informais”, acrescentou o deputado do CDS-PP, referindo que a regulamentação da lei aprovada, para a qual foi estabelecido um prazo de 120 dias, possivelmente ocorrerá após as legislativas de 6 de Outubro.

Também José Soeiro, do BE, saudou “esta vitória”, felicitando em particular os cuidadores informais que lutaram pela criação deste estatuto. “Pode faltar muita coisa para completá-lo, mas temos um enquadramento para agora“, salientou, acrescentando: “Penso que fizemos muito em conjunto, fizemos muito em conjunto dos cuidadores”.

A deputada do PCP Diana Ferreira disse que o seu partido “se empenhou na construção deste diploma e que resulta de um largo trabalho na especialidade” e gostaria que se tivesse ido mais longe, mas ainda assim defendeu que a legislação que foi aprovada por unanimidade “representa avanços importantes”, prometendo atenção à sua concretização.

Luís Soares, do PS, considerou que “hoje para além de ser um dia histórico é, sobretudo, um dia feliz” para a política portuguesa e para o país, porque o parlamento conseguiu “dar um passo determinante para reconhecer um acto de altruísmo, um ato de amor de uma pessoa para com outra”, assegurando “mais apoios para os cuidadores“.

O deputado do PS referiu que “este é um trabalho de todos, um trabalho conjunto”, e também “um trabalho do Governo, que dá origem a este diploma”, sustentando: “Avançamos sempre mais nos governos do PS”.

Helga Correia, do PSD, fez questão de “exaltar este parlamento que foi capaz de construir consensos numa matéria inovadora“, apontando o Estatuto do Cuidador Informal como “um primeiro passo de muitos outros” que têm de ser dados.

Segundo Helga Correia, o PSD esteve sempre “disponível para construir uma solução efectiva” nesta matéria, “acima de qualquer interesse ou agenda político-partidária”. A deputada mencionou que esta legislação ” tem de ser regulamentada pelo Governo saído das próximas eleições”.

O estatuto hoje aprovado define, entre outras medidas, um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso a que têm direito e medidas especificas relativamente à sua carreira contributiva.

Estima-se que em Portugal existam entre 230 mil a 240 mil pessoas cuidadas em situação de dependência.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Julho, 2019

341: 28.Jun.2019

Hoje, foi dia de visita habitual. Levámos um raminho de flores amarelas muito bonito, a Vera mudou a água do copo, tirou as flores murchas, compôs o novo raminho e ficou muito bonito.

Aqui o fotógrafo, por incrível que pareça, “esqueceu-se” da câmara fotográfica em casa…!!! Teve de recorrer ao smartphone que não é a melhor opção para fotografar, mesmo que o bicho seja topo de gama. Mas aqui ficam:

340: 19.Jun.2019

Ontem não fomos ao cemitério porque o tempo estava muito incerto, dava chuva, afinal não choveu, mas hoje, fomos chovesse ou não chovesse. E a chuva aqui do rectângulo não tem nada a ver com as chuvas tropicais que apanhei em África…

A Vera tinha comprado ontem um bonito raminho de flores e cá está ele com as flores da semana passada que se aproveitaram algumas:

 

18.Jun.2019 – 35 meses

Faz hoje trinta e cinco meses que nos deixaste para sempre e a Saudade não sai dos nossos corações. Lembrar-te-emos sempre enquanto formos vivos. Descansa em Paz meu amor.

 

13.Jun.1964 – 13.Jun.2019

Faz hoje/amanhã 55 anos que começámos a namorar. Estava eu a actuar na Praça de Algés (mercado), como vocalista do Conjunto Nice 64, quando te vi entrar com a Adelaide, nem sonhava que serias a futura Mãe das nossas filhas.

Ao intervalo fomos ao bar, estivemos a falar e à saída levei-te a casa, fomos a pé de Algés até ao Calvário onde moravas na altura.

A partir desse dia, ias sempre para todos os lados onde eu ia actuar com o Conjunto e chegámos a vir a pé, às 3 da madrugada, de Linda-a-Pastora (ainda em estado selvagem) até ao Calvário com a Adelaide e o Morais!

Naqueles tempos, podíamos andar à vontade por todo o lado porque não existia a banditagem que hoje existe. Que Saudades, minha querida!

337: 08.Jun.2019

Dia de visita à nossa querida, cada vez com mais saudades. Hoje, levámos um raminho muito bonito, mudou-se a água do copo, eliminaram-se as flores murchas e a composição ficou catita.

336: Alzheimer: Pfizer escondeu que tinha medicamento para prevenir doença

Laboratório farmacêutico desistiu de investir na investigação de um medicamento que poderia ajudar a prevenir a demência que já foi considerada a epidemia deste século. Denúncia é feita pelo jornal norte-americano The Washington Post

Até agora têm falhado todas as tentativas de descoberta de cura para a demência.
© DR

Depois de investigar centenas de milhar de cérebros, uma equipa de investigadores da Pfizer descobriu em 2015 que um dos medicamentos mais vendidos da empresa, o Enbrel, um potente anti-inflamatório usado no tratamento da artrite reumatóide, poderia reduzir o risco de desenvolver Alzheimer em 64%.

A informação é revelada pela edição de hoje do The Washington Post depois de ter tido acesso a documentos internos da empresa. Mas confrontada com a informação a farmacêutica confirmou ao jornal norte-americano ter desistido de continuar o processo de investigação, que exigia mais testes e ensaios clínicos de custo elevado, decidindo, depois de “um grande debate interno”, que não iria divulgar tais resultados.

“O Enbrel poderia prevenir, tratar e retardar a progressão da doença de Alzheimer”, refere um dos documentos a que o The Washington Post teve acesso. Este documento tinha sido preparado por um grupo de investigadores da Pfizer, que o chegou a apresentar a um conselho interno da empresa em Fevereiro de 2018.

Estes investigadores, do departamento de doenças inflamatórias e imunologia da farmacêutica, pediram à empresa para realizar um ensaio clínico com milhares de pacientes, cujo custo estimado era aproximadamente de 71,2 milhões de euros. Mas a Pfizer explicou ao jornal que, após três anos de investigação interna, entendeu que a expectativa de que o dito medicamento poderia impedir a doença de Alzheimer não era afinal assim tão elevada porque a droga não atingia directamente o tecido cerebral.

A decisão de não continuar a investigar foi exclusivamente científica, disse o porta-voz da empresa ao jornal ao mesmo tempo que argumentava que a publicação do resumo das investigações não foi publicada por não cumprir “padrões rigorosos e científicos”.

Segundo recorda o The Whasington Post, a Pfizer decidiu em Janeiro de 2018 não avançar com o ensaio clínico e não publicar os resultados com o Enbrel, precisamente na altura em que anunciou ao mundo que estava a encerrar o seu departamento da área neurológica. Na mesma semana era divulgado que os ensaios clínicos levados a cabo por mais duas farmacêuticas para a potencial cura do Alzheimer tinham fracassado.

É normal que um medicamento desenvolvido para tratar uma patologia acabe por ser usado ​​no tratamento de outra. A Pfizer tem também um caso destes: o viagra foi descoberto e trabalhado para tratar a hipertensão, mas tornou-se num dos maiores sucessos no combate à impotência, dando lucros milionários à empresa.

As investigações incessantes na busca de uma descoberta que permita travar o desenvolvimento ou a cura para o Alzheimer não têm tido sucesso até agora. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que em todo o mundo existam, pelo menos, mais de 47 milhões de pessoas com esta demência, um número que poderá atingir os 75,6 milhões em 2030, triplicando em 2050, podendo atingir os 135,5 milhões de pessoas.

Aliás, segundo a OMS, a doença de Alzheimer assume um lugar de destaque, representando cerca de 60 a 70% de todos os casos de demência. Em Portugal, e como sublinha a associação que representa familiares e amigos de doentes não há um estudo epidemiológico que retrate a real situação do problema, podemos ter como referência os dados da Alzheimer Europe que apontam para cerca de 182 mil pessoas com demência, em 2014.

No entanto, o relatório da OCDE, (“Uma visão da saúde”), publicado a 10 de Novembro de 2017, coloca Portugal como o 4º país com mais casos por cada mil habitantes. A média da OCDE é de 14.8 casos por cada mil habitantes, sendo que para Portugal a estimativa é de 19.9, subindo para mais de 205 mil pessoas, um número que subirá para os 322 mil casos até 2037.

Patente não é exclusiva e não daria lucros à farmacêutica

Neste momento, o Enbrel já não está protegido com uma patente exclusiva, tal como estava o Viagra quando foi descoberto que poderia actuar na disfunção eréctil, por isso o lucro que poderia dar à farmacêutica não era assim tão atractivo.

A doença de Alzheimer foi identificada pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra e patologista alemão Alois Alzheimer. Em países desenvolvidos, é uma das doenças com maiores custos sociais e económicos. Por exemplo, para os cuidadores a doença tem um custo significativo a nível social, psicológico, físico e económico.

O sintoma inicial mais comum é a perda de memória a curto prazo. Muitas vezes, os primeiros sintomas são confundidos com o processo normal de envelhecimento ou manifestações de stresse. Por isso, a OMS alerta cada vez mais para a necessidade de um diagnóstico precoce.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
05 Junho 2019 — 23:09

335: 01.Jun.2019

Dia de visita, minha querida e no regresso a casa, fiquei extremamente chocado mas isso conto mais adiante.

Ainda tinhas as flores desta semana em boas condições, a Vera apenas mudou a água do copo e fez-se novo arranjo com o ramo que te levámos, oferta da senhoria que esteve cá de passagem.

E agora vamos à história do ter ficado chocado. Estava na paragem do autocarro em Santo Amaro com a Vera para regressarmos a casa, sentei-me no banco da paragem e quando olhei para o meu lado direito vi uma senhora sentada, cujo perfil e físico era uma cópia da tua imagem, nos últimos anos da tua existência, excepto quando se levantou e verifiquei que era mais baixa que tu.

Chorei, não sinto vergonha de o dizer, porque fez-me lembrar a tua imagem e parecia que estavas ali sentada ao meu lado! O perfil do nariz, da face, o queixo, o pescoço, o corpo, a boca, os óculos e até o cabelo que era dourado e atrás tinha canudos, como uma vez fizeste num dos muitos penteados que fazias questão de ter… Apenas as calças de ganga não condiziam com a tua indumentária habitual pois não gostavas de andar de ganga.

Não resisti a tirar, dissimuladamente, uma fotografia com o smartphone, para relembrar aquele momento e o tremendo choque que me causou, E aqui estão as imagens:

Desculpa comparar-te a alguém porque tu foste única, mas as semelhanças são tão impressionantes que das irmãs que tens – e nenhuma é parecida contigo – até parece que eram irmãs gémeas…